Um homem, que permitiu quatro cachorros atacarem um gato até a morte, foi preso em flagrante pela Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (12.2), em Juína, em ação realizada pelos policiais da delegacia do município. Os cães estavam sob a tutela do suspeito, de 52 anos.
As investigações iniciaram após um vídeo chegar ao conhecimento da equipe de investigadores da Delegacia de Juína, em que quatro cachorros, possivelmente da raça Husky Siberiano, atacam um gato em via pública. Os cães eram conduzidos pelo suspeito.
As imagens mostram que o gato tentou fugir dos cachorros, pulando o muro, mas não conseguiu e foi capturado pelos animais e mordido até a morte. O dono dos animais, por sua vez, não tentou poupar a vida do animal e nem tentou cessar o ato instintivo dos cachorros.
A equipe da Polícia Civil iniciou as investigações para identificação do tutor dos animais e, por meio da análise das imagens do vídeo e outros levantamentos, conseguiram identificar o suspeito.
Os policiais saíram em diligências em busca do suspeito, que foi localizado, conduzido à Delegacia de Juína, interrogado e autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos de animais com resultado morte.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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