Cuiabá

Comissão da Câmara de Cuiabá recebe Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de MT

Publicado

19/03/2025
Comissão da Câmara de Cuiabá recebe Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de MT

Secom – Câmara Municipal de Cuiabá

A reunião da Comissão de Transporte e Mobilidade da Câmara de Cuiabá recebeu, nesta quarta-feira (19), representantes da Associação dos Usuários do Transporte Coletivo de Mato Grosso (ASSUT-MT). Foram apresentadas as principais reclamações referentes ao transporte público da capital.&nbsp
Formam a comissão os vereadores Marcus Brito Jr (PV), Sargento Joelson (PSB) e Jefferson Siqueira (PSD).&nbsp
Presidente da comissão, o vereador Marcus Brito Jr. destacou que a finalidade da reunião foi ouvir as demandas da sociedade referentes ao transporte coletivo de Cuiabá.
“Ouvimos os questionamentos dos usuários. Isso é muito importante. Debatemos medidas que possam ser tomadas para tornar a qualidade do transporte público melhor para o munícipe. Percebemos que existem irregularidades no contrato de concessão, importunação sexual às mulheres, entre outros. Temas importantes que iremos lutar para resolver”, destacou.
Para o presidente da associação, Pedro Aquino, o encontro permitiu trazer os problemas que assolam o transporte público para, juntos, buscar uma solução positiva para a população.
“Essa reunião serve para a gente começar a discutir o transporte público coletivo em Cuiabá, que, na verdade, por ser a capital do agronegócio, está muito aquém do que precisa ser e do que o usuário merece. Então, dessa forma, eu acho que é bom, é salutar, falando o que tem que ser melhorado”, disse Pedro.
Uma pesquisa foi realizada pela associação para apontar as principais reclamações dos usuários. Dentre os apontamentos, os casos de assédio foram o ponto principal.&nbsp
“Nós fizemos um levantamento junto ao usuário para saber qual a maior deficiência que eles achavam no transporte. Então, três quesitos foram os mais pontuados e que chamaram a atenção: a superlotação, a falta de manutenção, e o terceiro, que foi uma surpresa para a gente, é sobre o assédio e a importunação sexual”, disse.
Pedro reforçou a importância de existir um disque-denúncia para as mulheres que utilizam o transporte público e foram vítimas de assédio dentro dos coletivos.&nbsp
“Estamos propondo que seja feito um projeto para receber essa mulher que foi assediada, que sofreu assédio dentro do transporte público. Não existe um canal específico e a gente queria propor que fosse criado esse canal específico, porque o assédio e a importunação sexual acontecem no ônibus, o ônibus muitas vezes lotado ele acontece e ela sai dali perturbada, constrangida, às vezes vai trabalhar, nem consegue trabalhar direito pela situação, mas ela não tem com quem falar, com quem denunciar, porque ela vai denunciar o assediador, o cara talvez amanhã vai estar junto no transporte de novo”, pontuou.&nbsp
Outro ponto apresentado pelo presidente da associação foi sobre o não cumprimento das normas do contrato de concessão das empresas que atuam na capital.&nbsp
“As empresas não vêm cumprindo o que está no contrato. Existe superlotação, atrasos nos horários dos coletivos e na manutenção deles. Tudo isso é de responsabilidade das empresas”, finalizou.&nbsp
De acordo com a associação, uma pesquisa da UFMT de 2019 aponta 260 mil usuários de transporte coletivo na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, sendo cerca de 190 mil usuários na capital por dia. A associação possui um telefone para contato: (65) 99635-1125.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

Publicado

A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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