Mato Grosso

Sema realiza operação de combate à pesca ilegal na MT-010 e nas margens do rio São Lourenço

Publicado

A Coordenadoria de Fiscalização de Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), com o apoio da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), apreendeu, no último domingo (23.3), 34,7 quilos de pescado durante um patrulhamento terrestre, realizado na rodovia MT-010.

A ação ocorreu quando a equipe de fiscalização abordou um veículo suspeito e encontrou o pescado em situação de ilegalidade. Os fiscais apreenderam o veículo, petrechos de pesca utilizados para a prática do crime ambiental e o pescado. O infrator foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de São José do Rio Claro, onde o material foi entregue às autoridades policiais.

Foram apreendidos 9 exemplares de Jaú, 3 exemplares de Matrinchã, 9 exemplares de Jurupensen descaracterizados e 1 exemplar de Pacu prata abaixo da medida. Jaú e Matrinchã estão entre as espécies proibidas para pesca em Mato Grosso.

Como penalidade, foi emitido um auto de infração, aplicando uma multa no valor de R$ 18,4 mil ao infrator. O destino do pescado e dos petrechos será determinado posteriormente pelo delegado responsável pela unidade.

Leia mais:  Desenvolve MT apresenta linhas de crédito para empresários em Várzea Grande

Apreensão de petrechos de pesca predatória

Em outra ação de fiscalização, realizada pela Sema com o apoio do 10º e 24º Batalhões da Polícia Militar (BPM), nas margens do Rio São Lourenço, foram apreendidas três redes de emalhar e duas tarrafas, que estavam sendo utilizadas na prática de pesca predatória da região.

Além disso, durante patrulhamento fluvial realizado pelos servidores da Sema em conjunto com os policiais militares da 3ª CIPM, foram apreendidas duas redes de emalhar armadas, também destinadas à prática ilegal de pesca. Todos os petrechos foram apreendidos e posteriormente terão seu destino definido pelas autoridades policiais.

Regras da Pesca

Para o pescador profissional, é permitida a pesca, transporte e comercialização do pescado, com exceção das 12 espécies restritas previstas na lei. Já para o pescador amador, é permitido o pesque e solte, e a captura de dois quilos ou uma unidade de qualquer peso, respeitando as medidas mínimas estabelecidas em lei, desde que seja para consumo local e não esteja na lista de espécies proibidas. É proibido o transporte e comercialização do pescado por parte do pescador amador.

Leia mais:  Dupla é detida pela Polícia Militar com revólver e munições em Cuiabá

As espécies proibidas são cachara, caparari, dourado, jaú, matrinchã, pintado/surubin, piraíba, piraputanga, pirara, pirarucu, trairão e tucunaré.

Denúncias de crimes ambientais

A Sema-MT reforça que a pesca ilegal e outros crimes ambientais podem ser denunciados por meio da Ouvidoria Setorial, pelo número (65) 98153-0255, pelo e-mail [email protected], pelo aplicativo MT Cidadão ou diretamente em uma das regionais da Sema.

A colaboração da população é essencial para a preservação do meio ambiente e combate à pesca predatória no estado.

*Com supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Projeto de jiu-jitsu fortalece protagonismo e identidade cultural de estudantes indígenas em Brasnorte

Publicado

A Escola Estadual Indígena Tapurá Irantxe, localizada no município de Brasnorte, tem promovido a integração entre educação, esporte e valorização cultural por meio do Projeto Tamukan. A iniciativa utiliza o jiu-jitsu como ferramenta de formação para estudantes, profissionais da educação e membros da comunidade do povo Manoki.

Desenvolvido no ambiente escolar, o projeto busca incentivar hábitos saudáveis, fortalecer a saúde física e mental, promover a defesa pessoal e contribuir para a prevenção da violência. A iniciativa também reforça a valorização da identidade cultural indígena, ampliando as oportunidades de desenvolvimento para crianças e jovens da comunidade.

Reconhecida como a primeira equipe indígena de jiu-jitsu de Mato Grosso, o Projeto Tamukan tem se consolidado como um espaço de aprendizagem, disciplina e fortalecimento do protagonismo juvenil. As atividades são realizadas sob orientação técnica do professor Felipe Tamuxi e contam com o apoio da gestão escolar.

De acordo com o diretor da unidade, Edivaldo Mampuche, o projeto nasceu da necessidade de oferecer aos jovens uma oportunidade de crescimento na própria comunidade. Ele destaca que, desde o início, a escola busca unir esporte, educação e cultura, fortalecendo valores como disciplina, responsabilidade e respeito, sem perder a conexão com as tradições do povo Manoki.

Leia mais:  Corpo de Bombeiros socorre duas vítimas após carro capotar na BR-163

“Nosso objetivo, ao implantar o projeto, foi oferecer aos estudantes uma oportunidade de prática esportiva na comunidade, evitando deslocamentos e garantindo mais segurança para eles. Ao mesmo tempo, buscamos construir uma iniciativa que fortalecesse a disciplina, o compromisso com os estudos e a participação dos jovens nas atividades culturais e comunitárias”, disse.

Ainda segundo ele, “o jiu-jitsu tem se mostrado uma importante ferramenta de formação, contribuindo para o fortalecimento da identidade do povo Manoki e para o desenvolvimento dos estudantes”, completou o diretor.

Os resultados obtidos pelos atletas em competições esportivas refletem o trabalho desenvolvido ao longo do ano. Na etapa Norte do Campeonato Mato-grossense de Jiu-jitsu 2026, realizada na última semana, entre os dias 30 e 31 de maio, em Sorriso, a equipe conquistou sete medalhas: uma de ouro, uma de prata e cinco de bronze.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana