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Produtores rurais cobram soluções para endividamento e mudanças no Proagro

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A insatisfação dos agricultores familiares do Rio Grande do Sul com a falta de soluções para o endividamento rural e as dificuldades no acesso ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) tem gerado mobilizações no estado.

A Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar do Rio Grande do Sul (Fetag) estabeleceu o prazo de 15 de abril para que o governo federal apresente uma resposta às reivindicações do setor. Caso contrário, novas manifestações deverão ocorrer.

Durante audiência pública da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar da Câmara dos Deputados, realizada na Expoagro Afubra, a entidade destacou a urgência da reformulação do Proagro e da securitização das dívidas dos produtores impactados por eventos climáticos.

Segundo a Fetag, as recentes mudanças no Proagro dificultaram o acesso ao seguro rural, prejudicando ainda mais os agricultores que enfrentam sucessivas perdas causadas por secas e outras adversidades climáticas.

Mudanças no Proagro – Duas propostas em tramitação no Congresso Nacional buscam modificar as regras do Proagro e garantir maior segurança aos agricultores familiares. O Projeto de Lei 220/2025 pretende suspender o uso do Cadastro Ambiental Rural (CAR) como critério para enquadramento no programa, além de criar um fundo específico para sua manutenção.

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Já o Projeto de Decreto Legislativo 58/2025 visa anular resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que, segundo as entidades do setor, tornaram o programa inacessível para muitos produtores.

Nos últimos anos, o número de contratos do Proagro caiu significativamente no Rio Grande do Sul. Dados da Fetag apontam uma redução de 25,3% nas adesões ao programa entre 2022 e 2024, um reflexo das dificuldades impostas pelas novas regras. Além disso, a dívida rural do estado já soma R$ 28,4 bilhões, tornando a situação ainda mais preocupante para os agricultores.

Securitização – Outro tema debatido na audiência foi a necessidade de securitizar as dívidas dos produtores afetados por adversidades climáticas. Dois projetos de lei tramitam no Congresso com esse objetivo: o PL 341/2025, que trata da securitização das dívidas rurais contraídas até junho de 2025, e o PL 320/2025, que propõe condições especiais para renegociação de dívidas em municípios que decretaram emergência ou calamidade pública desde 2021.

Caso aprovadas, as propostas permitirão que operações de crédito rural vencidas ou em atraso, incluindo aquelas já renegociadas anteriormente, possam ser reestruturadas com prazos e condições mais adequadas à realidade dos produtores. A medida abrange tanto contratos firmados com bancos e cooperativas de crédito quanto operações feitas por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR) e Cédulas de Crédito Rural (CCR).

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Manifestações  – Diante da falta de respostas concretas, os produtores rurais já realizaram diversas manifestações no estado. Em fevereiro, a Fetag organizou protestos em 14 municípios contra o endividamento no meio rural, cobrando ações emergenciais para minimizar os impactos da crise. Durante a Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, o tema também foi levado ao centro dos debates, com agricultores pressionando o governo por soluções imediatas.

O setor agropecuário segue mobilizado e aguarda um posicionamento oficial até o prazo estabelecido. Caso as demandas não sejam atendidas, novas ações poderão ser organizadas, ampliando a pressão sobre as autoridades para garantir condições justas de financiamento e proteção aos agricultores que sustentam a produção de alimentos no país.

Fonte: Pensar Agro

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Pamplona Alimentos investe R$ 64 milhões em genética suína própria e inovação produtiva em Santa Catarina

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A Pamplona Alimentos anunciou a implantação de um projeto estratégico de R$ 64 milhões voltado ao desenvolvimento de genética suína própria. A iniciativa, aprovada pela FINEP, será executada ao longo de três anos nos municípios de Rio do Sul e Pouso Redondo, em Santa Catarina.

O objetivo é fortalecer o programa interno de melhoramento genético da companhia, com impacto direto na produtividade, qualidade da carne e eficiência da cadeia suinícola.

Projeto aposta em tecnologia, ciência e integração produtiva

A iniciativa prevê a estruturação de um modelo integrado de desenvolvimento e difusão genética, conectando pesquisa, validação e aplicação em escala produtiva.

O foco está na criação e multiplicação de material genético de alto desempenho, além do desenvolvimento de novas linhagens maternas, considerando critérios como eficiência alimentar, desempenho zootécnico, habilidade materna, qualidade de carne e bem-estar animal.

Segundo a companhia, o investimento reforça a estratégia de internalização do conhecimento genético e elevação do padrão tecnológico da produção.

Nova granja em Pouso Redondo concentra maior parte dos investimentos

Em Pouso Redondo (SC), será implantada a Granja Ribeirão Vassouras, voltada ao desenvolvimento de novas linhas maternas de suínos. O projeto prevê investimento de R$ 52,8 milhões ao longo de três anos.

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A estrutura contará com tecnologias como ambientes climatizados, alimentação de precisão com identificação individual por chip, baias coletivas com maior mobilidade e sistemas avançados de avaliação estatística dos animais.

A unidade também reforça práticas de bem-estar animal já adotadas pela empresa, com foco em eficiência produtiva e evolução contínua do sistema de produção.

Rio do Sul terá unidade de difusão genética e sêmen suíno

Em Rio do Sul (SC), será instalada a Granja Lauro Pamplona, com investimento de R$ 11,2 milhões. A unidade será responsável pela difusão genética e processamento de sêmen suíno de alto índice genético.

O projeto inclui o uso de genômica para análise do DNA dos animais, identificando características desejáveis para cruzamentos e melhoria dos índices produtivos.

A estrutura contará com controle rigoroso de temperatura, umidade e qualidade do ar, além de sistemas de rastreabilidade por identificação eletrônica, garantindo maior precisão na gestão genética e preservação de material de diferentes gerações.

Suinocultura avança com base em inovação e genética de precisão

Com o novo projeto, a Pamplona Alimentos reforça sua estratégia de inovação no setor suinícola, ampliando o uso de tecnologia e ciência aplicada ao campo.

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A expectativa é que a iniciativa contribua para ganhos de eficiência produtiva, maior qualidade da carne e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira no mercado interno e externo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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