Pela primeira vez desde sua implantação, a Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), campus de Rondonópolis, está com inscrições abertas para duas turmas de 40 vagas de pós-graduação – Especialização em Gestão e Planejamento Público, com ênfase em Desenvolvimento Regional e Desenvolvimento Urbano. O deputado Thiago Silva (MDB) viabilizou o investimento de R$ 2 milhões junto ao senador Jayme Campos (União) para atender a comunidade acadêmica com os cursos de pós-graduação e melhorias na biblioteca e laboratório do campus.
Os cursos de pós-graduação lato sensu MBA Gestão e Planejamento Público – Planejamento e Gestão do Desenvolvimento Regional e Planejamento e Gestão do Desenvolvimento Urbano têm por objetivo capacitar servidores públicos e sociedade em geral com novas competências e habilidades para articular, gerir e liderar ações e serviços governamentais de forma estratégica e inovadora, considerando os desafios e as perspectivas da administração pública estadual e municipal, para o aperfeiçoamento dos serviços prestados à sociedade, em suas respectivas áreas de atuação.
“Anunciar a primeira pós-graduação da Unemat em Rondonópolis, com duas especializações, é uma grande conquista que garantirá a qualificação da nossa gente. Mérito também dos nossos estudantes e da região sudeste de Mato Grosso. Nossa luta pela Unemat é antiga, começou ainda com a instalação da Universidade em nossa cidade, e agora o nosso objetivo é consolidá-la com um campus definitivo, forte e que atenda os anseios da comunidade”, ressalta o deputado Thiago Silva.
Com carga horária de 360 horas, a duração dos cursos será de 12 a 18 meses, com previsão de início em junho de 2025. A seleção dos estudantes será por currículo preenchido e anexado pelo candidato durante a inscrição. São ofertadas 80 vagas no formato MBA Lato Sensu, sendo 40 para Desenvolvimento Regional e 40 para Desenvolvimento Urbano.
Entre as disciplinas que serão ministradas por mestres e doutores, destacam-se Política e Planejamento do Desenvolvimento Regional, Instituições, Inovação e Desenvolvimento Regional, Métodos Aplicados à Análise Regional e Setorial, Metodologia Científica, Planejamento e Gestão do Desenvolvimento Urbano, Políticas Públicas e Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Governança de Cidades Inteligentes e Gestão do Espaço Urbano.
O corpo docente terá a participação dos professores doutores Carlos Eduardo de Freitas e Fábio Nobuo Nishimura, ambos da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), da mestra Keile Costa Pereira, da Secretaria de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag), e dos professores doutores da Unemat Evaldo Ferreira; Feliciano Llanos Azuaga; Ademir Machado de Oliveira; Felipe Ferraz Vazquez; Julio Cezar de Lara e Lindomar Pegorini Daniel.
O deputado estadual Dr. João (MDB) destacou como um primeiro passo importante a abertura de diálogo com o governo do estado sobre a situação dos 56 servidores desligados do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na Baixada Cuiabana. A sinalização ocorreu durante reunião da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada nesta terça-feira (28), com a presença de representantes do Ministério da Saúde e do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), para discutir alternativas que evitem o enfraquecimento do serviço em Cuiabá, Várzea Grande e região.
Integrante da comissão e um dos principais defensores dos profissionais desde o início da crise, Dr. João vem acompanhando de perto o caso desde que os servidores procuraram a Assembleia para pedir intermediação junto ao governo estadual. Em março, os trabalhadores recorreram ao Parlamento após o anúncio da exoneração de 56 profissionais, alertando para impactos imediatos no funcionamento do atendimento de urgência e emergência.
A reunião desta terça-feira contou com a presença de Fernando Figueira, diretor do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência do Ministério da Saúde, que veio a Mato Grosso para conduzir as negociações com a Secretaria de Estado de Saúde e buscar uma saída para o impasse no Samu. A agenda foi desdobramento direto das denúncias de possível desmonte do serviço e das articulações feitas pela Comissão de Saúde da ALMT junto aos órgãos federais.
Durante o encontro, o governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos), que participava de outra agenda na Assembleia, foi até a comissão a pedido dos deputados e ouviu os servidores. Na ocasião, afirmou que pretende chamá-los para uma nova reunião ainda nesta semana e admitiu a possibilidade de rever a situação dos contratos encerrados. Segundo Pivetta, o objetivo é evitar sobreposição de serviços e decidir conjuntamente a melhor solução para o Estado.
“Faremos isto sem nenhum problema. Podemos rever. Foram contratos que venceram, podemos fazer um aditivo, renovar, não tem nenhum problema. Vamos decidir isso juntos, para o bem do estado de Mato Grosso”, destacou o governador.
Para Dr. João, o gesto representa um avanço concreto em meio a um problema que, na avaliação dele, jamais deveria ter chegado a esse ponto. O deputado voltou a criticar mudanças bruscas em uma estrutura que já funciona e defendeu que o caminho é fortalecer o que existe, melhorar condições de trabalho e buscar integração, não ruptura.
“É tão difícil entender tudo isto. É algo muito estranho. Parece que estão inventando a roda, algo que já funciona, que precisamos melhorar, dar condições de trabalho e, de repente, vem uma situação para mudar tudo. Estamos aqui para resolver uma coisa tão óbvia. Talvez a maior marca que nós temos no Brasil chama-se Sistema Único de Saúde”, afirmou.
Desde o começo do impasse, Dr. João tem sustentado que não há incompatibilidade entre o trabalho do Samu e o do Corpo de Bombeiros, desde que a atuação ocorra de forma harmônica, técnica e complementar. O parlamentar cita como exemplo Tangará da Serra, onde os dois serviços atuam no atendimento pré-hospitalar sem prejuízo à população, e defende que esse modelo de cooperação seja discutido com responsabilidade em Mato Grosso. Essa linha também tem aparecido no debate público conduzido pela comissão, que cobra cooperação verdadeira entre as estruturas, e não substituição pura e simples de um serviço por outro.
Na semana passada, a ofensiva da Assembleia já havia produzido outro resultado: uma equipe técnica da direção nacional do Samu e do Ministério da Saúde esteve em Cuiabá para vistoriar bases, veículos e a estrutura do atendimento, diante das denúncias formalizadas pela Comissão de Saúde da ALMT e pelo sindicato da categoria. O objetivo da inspeção foi consolidar um relatório técnico sobre a situação do serviço no estado.
Antes mesmo da reunião desta terça, a Comissão de Saúde já havia deliberado por cobrar a revisão das demissões, apurar por que cinco unidades do Samu deixaram de funcionar e ampliar o debate sobre a cooperação técnica entre a Secretaria de Estado de Saúde, o Samu e o Corpo de Bombeiros. Esses pontos foram definidos após audiência anterior da comissão sobre a crise do atendimento pré-hospitalar em Mato Grosso.
Dr. João afirma que seguirá atuando ao lado dos servidores e da comissão até que haja uma solução definitiva que preserve o atendimento e garanta segurança à população. “Fortalecer o Samu é, acima de tudo, proteger vidas e reafirmar o compromisso com o acesso universal e integral à saúde”.
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