Cléa Cordeiro/Memorial do Maior São João do Mundo/Arquivo Pessoal
Primeira edição do São João de Campina Grande em 1983
Em 1983, cerca de 10 mil pessoas participaram da noite de abertura da primeira edição do São João de Campina Grande, em uma estrutura improvisada.
Pouco mais de quatro décadas depois, a festa cresceu exponencialmente e hoje reúne mais de 3 milhões de pessoas ao longo de mais de 30 dias de programação.
De um pequeno espaço para um local com 73 mil pessoas
Campina Grande tem 440 mil habitantes, a segunda maior cidade da Paraíba, e conta com cerca de 40 hotéis e pousadas, além dos aluguéis por plataformas online. Mas nos primórdios da festa dedicada ao santo, as acomodações eram em menor número e bem tradicionais.
Os empresários do ramo na época são classificados como “verdadeiros vanguardistas” por Divaildo Júnior, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Campina Grande (SHRBS-CG), que falou com o iG Turismo.
Campina Grande vivenciou diferentes fases na formação da sua rede de hospedagem. A expansão mais recente ocorreu nos anos anteriores à pandemia, com a chegada de grandes redes, como Garden Hotel, Slaviero, Intercity e Íbis.
“Temos uma rede que, ao longo do ano, convive com taxas abaixo do ideal. É o São João, especialmente nas datas próximas ao dia 24 de junho, que traz a ocupação máxima”, disse Divaildo.
Em 2024, as taxas de ocupação chegaram a 95% durante os dias de pico da festa, entre 21 e 24 de junho. Apesar da procura ter começado assim que acabou o Carnaval, não há dados do número de leitos reservados até o momento. Mas as expectativas são altas, de manter a taxa no nível dos últimos anos.
Rosângela Queiroz, gerente comercial do Garden Hotel, destacou, em entrevista ao iG, que o São João é o grande diferencial do calendário turístico da cidade.
“Nosso hotel funciona desde 2006, e ao longo dos anos o São João se tornou nossa marca registrada. A demanda começa a surgir assim que a programação é divulgada”, relata.
Em muitos casos, o aumento da ocupação exige reforço na equipe, com a contratação de camareiras, garçons e outros profissionais temporários.
Desde o ano passado, o Parque do Povo, onde a festa acontece, passou a contar com uma área total maior. O espaço comporta até 73.500 pessoas, aumento de 28% com relação à capacidade registrada em 2023, segundo a prefeitura de Campina Grande.
O São João de Campina Grande vai do dia 30 de maio a 6 de julho.
Confira os artistas confirmados:
30 de maio (sexta-feira) Luan Santana Heitor Costa Walkyrua Santos Raphael Moura
31 de maio (sabádo) Mari Fernandez Raphaela Santos Priscila Senna Gitana Pimentel
01 de junho (domingo) Belo João Gomes Kadu Martins Filipe Santos
06 de junho (sexta-feira) Wesley Safadão Rey Vaqueiro Dorgival Dantas Nathan Vinícius
07 de junho (sábado) Xand Avião Léo Foguete Gegê Bismarck Karkará
08 de junho (domingo) Nathazinho Lima Taty Girl Santana Forró Pegado
A nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato 100% digital já é uma realidade para os clientes de 3.773 meios de hospedagem de todo o Brasil, que passaram a ter de adotar integralmente o sistema a partir dessa segunda-feira (20/4).
Muito similar ao sistema usado no check-in de voos no país, a FNRH Digital, desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), permite o preenchimento antecipado e online de dados via Gov.Br.
Todo o processo em hotéis, pousadas, resorts e outros meios de hospedagem – que vem sendo implementado gradativamente desde novembro de 2025 – pode ser rapidamente concluído a partir da leitura de um QR Code, link compartilhado ou dispositivo oferecido pelo estabelecimento.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, reforça benefícios da utilização do sistema eletrônico.
“A nova Ficha Digital de Hóspedes foca especialmente o hóspede, evitando filas desnecessárias no check-in e garantindo mais conforto e segurança. Além do grande avanço tecnológico e sim, isso significa eliminar o uso de papel, o que reforça ações do governo Lula voltadas à sustentabilidade. É mais um avanço para aumentar a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico e social do país, onde, com uma hotelaria mais moderna, mais pessoas vão ter chance de emprego e renda por meio do crescimento do setor”, apontou o ministro.
“Com a migração definitiva do setor, que está sendo amplamente orientada pelo Ministério do Turismo, estamos transformando a experiência tanto para o viajante quanto para o hoteleiro, que pode reduzir custos e aprimorar a gestão do seu negócio. Menos papel, mais agilidade e um turismo muito mais profissional”, acrescentou Gustavo Feliciano.
A adaptação do segmento à ferramenta avança principalmente nos estados de São Paulo (744), Minas Gerais (351), Rio de Janeiro (351), Santa Catarina (332) e Rio Grande do Sul (281).
Na região Nordeste, destaque para Bahia (242) e Ceará (212). Já no Centro-Oeste, Goiás já atinge 111 meios de hospedagem adequados, número que chega a 104 no Mato Grosso.
No Norte do país, por sua vez, a liderança é do Pará, com 70 adesões, e o Amazonas (60) ocupar em segundo lugar de empresas do ramo já enviam fichas em formato digital.
A transição para a FNRH Digital – que, no caso de hóspedes estrangeiros, não exigirá a necessidade de uma conta Gov.Br – é prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024 pelo presidente Lula, e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), assegurando que o tratamento de informações seja feito em ambiente criptografado e controlado.
ACOMPANHAMENTO – O Ministério do Turismo reitera que a modernização exige adaptações por parte dos 19.231 meios de hospedagem de todo o país regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), independentemente de usarem sistemas de gestão próprios.
A pasta acompanha a adoção do modelo pelo setor, tendo inclusive ampliado o prazo de adesão de 19 de fevereiro último para esta segunda-feira.
Empreendimentos não adequados ainda poderão fazê-lo. Caso contrário, estarão sujeitos a processo administrativo, com direito à ampla defesa, e a penalidades legais previstas, como advertência e multa, conforme a gravidade da infração.
A fiscalização é exercida pelo Ministério do Turismo e também pode ser delegada a estados e municípios. O processo inicia-se com sensibilização e notificação.
A regularidade no envio da FNRH Digital está ligada à manutenção do Cadastur (Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos); se o cadastro vencer, o envio é bloqueado, gerando inconformidade imediata e possíveis autos de infração.
ORIENTAÇÕES – O Ministério do Turismo vem orientando o setor quanto à transição para o novo sistema. O órgão tem organizado várias ações educativas, como um vídeo com as etapas do processo. Acesse clicando aqui.
O Ministério também criou uma página eletrônica de perguntas e respostas frequentes, onde é possível tirar dúvidas. Acesse clicando aqui.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
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