Cuiabá

Michelly Alencar cobra melhorias na saúde bucal nas unidades básicas

Publicado

24/04/2025
Michelly Alencar cobra melhorias na saúde bucal nas unidades básicas

Débora Inácio – assessoria Vereadora Michelly Alencar&nbsp

Diante da ausência de um serviço de qualidade na saúde bucal de Cuiabá — o que compromete o atendimento às demandas da população — a vereadora Michelly Alencar, presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, trouxe o tema ao debate legislativo.&nbsp
Durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (23), ela reforçou que os serviços odontológicos são essenciais e que a precariedade na estrutura causa sérios prejuízos, principalmente às pessoas em situação de vulnerabilidade.
A audiência foi proposta por Michelly em conjunto com a vereadora e primeira-dama, Samantha Iris.
A principal queixa debatida diz respeito à precariedade estrutural do setor, causada pela ausência de atendimento da empresa contratada para instalação de cadeiras odontológicas e manutenção dos compressores, que estava há quatro meses sem prestar os serviços.
“Não entendíamos por que isso estava acontecendo. Hoje, com as informações apresentadas pela superintendente, tivemos clareza: as empresas ficaram sem receber durante a gestão de Emanuel Pinheiro”, afirmou Michelly.
A secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena Sampaio, informou que o contrato de manutenção das cadeiras odontológicas já foi assinado. Ela também destacou a importância de ações preventivas nas escolas, com foco em educação e promoção da saúde bucal.
Já a diretora de Saúde Bucal do município, Cristhiane Almeida Leite, informou que 87 unidades estão em funcionamento, mas todas necessitam de reformas urgentes.
Durante a audiência, ela apresentou o planejamento estratégico para o setor. O relatório técnico revela que mais de 50% das unidades odontológicas de Cuiabá apresentam infiltrações, rachaduras e estruturas comprometidas. Além disso, há uma dívida de R$ 1.326.755,45 deixada pela gestão anterior.
O prefeito Abilio Brunini participou da audiência e anunciou a criação de uma secretaria adjunta exclusiva para a saúde bucal, reafirmando o compromisso da gestão com a reestruturação do atendimento odontológico. Entre as ações já executadas estão o pagamento de dívidas, instalação de novas cadeiras, aquisição de equipamentos e credenciamento de laboratório de prótese dentária.
“Estamos remodelando a saúde bucal de Cuiabá. Já temos um planejamento estratégico e estamos avançando com ações concretas”, destacou o prefeito.
Encaminhamentos
A audiência foi encerrada com o compromisso da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde de manter o diálogo aberto com o Legislativo e a sociedade, garantindo mais transparência, investimentos e dignidade no atendimento odontológico em Cuiabá.
A vereadora Michelly Alencar destacou a participação do prefeito Abilio Brunini na audiência, bem como da secretária de Saúde e da equipe técnica, que trouxeram informações relevantes sobre o setor. Ela reforçou a importância do encontro, realizado após cinco anos sem a presença de um gestor municipal no Legislativo para tratar da pauta.
“A população não quer mais escutar apenas os problemas. Queremos esclarecimentos, com transparência, e, acima de tudo, buscamos soluções em benefício da sociedade”, finalizou Michelly.
Participaram da audiência a vereadora e primeira-dama Samantha Iris a diretora de Saúde Bucal, Cristhiane Almeida Leite o promotor de Justiça Milton Mattos a secretária de Saúde, Lúcia Helena Sampaio representantes do Conselho Regional de Odontologia (CRO) além de outros vereadores e parlamentares da Casa.

Fonte: Câmara de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Prefeitura aplica R$ 37,6 mil em multas e inicia limpeza em condomínio abandonado

Publicado

A Prefeitura de Cuiabá deu continuidade, nesta segunda-feira (8), à Operação Escudo Urbano, que interditou preventivamente um condomínio de casas abandonadas localizado na Rua Nossa Senhora de Santana, na região Centro-Sul da capital. A ação integrada envolveu a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), a Defesa Civil, a Vigilância em Saúde Ambiental, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras e a Energisa Mato Grosso.

Durante a fiscalização, foram lavrados autos de infração que somam R$ 37,6 mil em razão das irregularidades encontradas no imóvel. As equipes também iniciaram os serviços de limpeza e remoção de resíduos acumulados no local. Os custos das intervenções serão cobrados dos proprietários do condomínio.

A Energisa Mato Grosso realizou a retirada de cabos e fiações em desuso, além do desligamento de pontos de energia existentes nas edificações, como medida de segurança e para eliminar riscos decorrentes do abandono do empreendimento.

A secretária municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, explicou que a ação foi motivada pelas condições críticas encontradas no condomínio e pelos riscos à saúde pública e à segurança da população. “Trata-se de um imóvel cuja estrutura está bastante comprometida. A Defesa Civil já havia elaborado um laudo anterior condenando a edificação e, agora, com o acesso ao condomínio, constatamos que a situação é ainda mais urgente. Encontramos focos e condições favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, além da presença de morcegos, pombos e escorpiões. Estamos atuando no momento adequado para evitar que o local se transforme em um problema ainda maior para a saúde pública”, afirmou.

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A secretária reforçou que a responsabilidade pela conservação do imóvel é dos proprietários. “Estamos promovendo a limpeza e adotando medidas emergenciais para proteger a população. No entanto, trata-se de uma propriedade privada, e o dever de manutenção é dos proprietários, que serão responsabilizados pelos custos de toda essa operação. Também vamos encaminhar o caso à Procuradoria-Geral do Município para avaliação de medidas judiciais, porque ações pontuais não resolvem definitivamente o problema se não houver manutenção contínua”, acrescentou.

O diretor da Defesa Civil, capitão do CBMMT Marcelo Cerqueira, informou que o primeiro relatório técnico sobre o condomínio foi elaborado em dezembro de 2025. Na ocasião, as equipes não conseguiram acessar o interior do imóvel porque o local estava fechado. “Agora conseguimos entrar e verificamos uma situação preocupante. O condomínio possui 30 imóveis, e vários deles apresentam estruturas avariadas, além de grande acúmulo de lixo. A Limpurb já iniciou uma intervenção para melhorar as condições do ambiente, e vamos concluir o relatório técnico para subsidiar as providências necessárias por parte dos órgãos competentes”, explicou.

A Vigilância em Saúde Ambiental também participou da operação para identificar fatores que favorecem a presença de vetores de doenças e animais sinantrópicos. Segundo o biólogo Jesse Martins, a principal medida recomendada para o local é o manejo ambiental. “O controle químico não é indicado para esse tipo de situação. O mais eficaz é a eliminação dos abrigos e focos que favorecem a permanência desses animais. Encontramos vestígios de morcegos e também algumas larvas, que serão encaminhadas para análise laboratorial e identificação”, informou.

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Durante a vistoria, a Secretaria Municipal de Ordem Pública lavrou dois autos de infração com base na Lei Complementar nº 589/2025. O primeiro, no valor de R$ 10,4 mil, foi aplicado por lote não limpo, existência de criadouros de vetores e abandono do imóvel, com prazo de 30 dias para regularização. Já o segundo auto de infração, no valor de R$ 27,2 mil, foi emitido em razão da existência de criadouros de vetores, abandono do imóvel, risco estrutural grave e utilização do espaço de forma a gerar insegurança pública. Nesse caso, o prazo concedido para regularização é de 90 dias.

Ao longo de 2025, a Secretaria realizou três ações fiscais no local para notificar o responsável pelo imóvel a realizar a limpeza e a manutenção da área. Como as tentativas de contato não tiveram resultado, foi necessária a adoção da interdição preventiva, medida amparada pela Portaria nº 36/2026, publicada na Gazeta Municipal de sexta-feira (5). A norma regulamenta o processo administrativo cautelar de interdição total ou parcial de imóveis urbanos com risco iminente, previsto na Lei Complementar nº 589/2025.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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