Mato Grosso

Seduc visita escola em Barcelona para troca de experiências inclusivas

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A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) participou, nesta quarta-feira (30.4), de uma visita a Escola La Salle Comtal, em Barcelona, Espanha, uma instituição com 146 anos de história e reconhecida por seu compromisso com a inclusão e a diversidade.

A visita fez parte da programação do II Seminário Internacional Gestão para Aprendizagem que reúne, de 28 de abril a 2 de maio, educadores e gestores dos 27 estados brasileiros, do Distrito Federal (DF) e de várias partes do mundo para discutir práticas inovadoras na educação. O secretário Alan Porto representou Mato Grosso na visita e no evento.

O diretor da escola, Ernest Casaponsa, mostrou as metodologias utilizadas pela escola que priorizam a atenção personalizada e a valorização das diferenças. “Nossa escola se destaca pelo seu trabalho com alunos que possuem Transtorno do Espectro Autista, oferecendo um ambiente acolhedor e adaptado às necessidades de cada estudante”, destacou.

Atualmente, a escola tem 623 estudantes de três a 16 anos na educação infantil, primária e secundária. Destes, 11% são atendidos com educação especial, e 58% são oriundos de áreas de vulnerabilidade social, com acesso gratuito à educação.

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“A visita à Escola La Salle representa um passo importante na troca de experiências em busca por avanços que promovam a inclusão e a equidade na educação pública, inspirando novas abordagens que atendam a todos os alunos”, disse Alan Porto.

O secretário apontou que a Rede Estadual de Mato Grosso realiza trabalho semelhante ao La Salle. “Temos as escolas estaduais especializadas Raio de Sol, Livre Aprender e a Luz do Saber que, juntas, atendem mais de 500 estudantes de Cuiabá e Várzea Grande. Temos, ainda, uma escola específica da modalidade bilíngue de surdos, a CEAADA, que oferta educação regular na primeira língua dos surdos, a Libras, que é a segunda língua oficial do Brasil”, disse.

O secretário também falou sobre o Centro Estadual de Educação Inclusiva (CEEI), no bairro Consil, em Cuiabá. O CEEI funciona como um centro de apoio para promover a inclusão de estudantes com deficiência, autismo, altas habilidades e superdotação.

“No local, oferecemos diversas atividades pedagógicas focadas na estimulação e no enriquecimento curricular, atendendo às especificidades de cada aluno de maneira individualizada. Assim como na La Salle, essa abordagem garante que todos os estudantes recebam o suporte necessário para seu desenvolvimento educacional e social”, concluiu.

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Na Espanha, o seminário é promovido pela Diretoria de Desenvolvimento da Gestão Pública e Políticas Educacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV DGPE) e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI), com apoio do Conselho Nacional de Secretaria de Educação (Consed) e do Ministério da Educação (MEC).

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

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O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

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Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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