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Instalada Frente Parlamentar da Odontologia na ALMT

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Foi instalada, nesta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a Frente Parlamentar da Odontologia, com o objetivo de fortalecer a saúde bucal no estado e promover avanços na valorização dos profissionais da área. A iniciativa é liderada pelo deputado Carlos Avallone (PSDB), autor da proposta, e conta com a participação dos parlamentares Gilberto Cattani (PL), Júlio Campos (União), Valmir Moretto (Republicanos) e Dilmar Dal Bosco (União).

Durante a reunião de instalação, representantes do setor odontológico apresentaram dados sobre a precariedade das unidades básicas de saúde em Mato Grosso, reforçando a celeridade de ações estruturantes. A presidente do Conselho Regional de Odontologia (CRO-MT), Wânia Dantas, destacou que o órgão realizou fiscalização em 100% das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado e identificou deficiências nas condições de trabalho das equipes de saúde bucal.

“O protocolo que usamos aqui em Cuiabá foi copiado pelo Conselho Federal de Odontologia e distribuído para todo o Brasil. Esse diagnóstico profundo mostra que não é só a odontologia que sofre, mas toda a equipe multidisciplinar”, disse Wânia.

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Entre os principais pontos a serem debatidos pela frente parlamentar estão a reivindicação do adicional de insalubridade de 40% para os profissionais de saúde bucal, a fiscalização da abertura de cursos de odontologia sem estrutura adequada, o fortalecimento do financiamento da atenção básica odontológica, incentivo a pesquisa e inovação em odontologia, atendimento mais acessível à população e a defesa da atuação dos profissionais em Mato Grosso.

O deputado Carlos Avallone destacou que a saúde bucal é uma questão de saúde pública e que a atuação dos odontólogos pode ir além dos consultórios. “Durante a pandemia, vi de perto a importância desses profissionais dentro das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Eles salvaram vidas. São profissionais fundamentais para a rede de atenção à saúde”, afirmou.

Avallone ainda ressaltou a importância da parceria com o CRO para fornecer diagnósticos precisos aos municípios. “A política precisa do apoio técnico dos conselhos e dos especialistas para acertar mais e errar menos. O CRO tem cumprido um papel fundamental nesse sentido”, declarou.

Também presente na instalação, Samir Najjar, representante do Conselho Federal de Odontologia (CFO), afirmou que a criação da frente parlamentar representa um canal direto de diálogo com o Legislativo. “Temos muitos projetos parados e essa aproximação facilita a tramitação. A odontologia brasileira é reconhecida mundialmente, mas é uma das menos valorizadas em termos salariais. Precisamos mudar essa realidade”, pontuou.

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“A Frente Parlamentar da Odontologia nasce com a missão de ampliar o debate sobre políticas públicas para o setor e garantir condições dignas de trabalho e atendimento à população”, concluiu Carlos Avallone,.

Fonte: ALMT – MT

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Governo pede aprovação de projeto emergencial para conter alta do combustível

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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), entregou na manhã desta terça-feira (28), ao presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), mensagem acompanhada de projeto de lei que autoriza o estado a aderir à cooperação financeira com a União, nos termos da Medida Provisória nº 1.349, de 7 de abril de 2026, que instituiu o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis.

A proposta tem como objetivo permitir a concessão de subvenção econômica ao óleo diesel, como forma de reduzir os custos do combustível e minimizar os impactos no transporte e na produção. Além disso, o projeto prevê a extensão de tratamento previsto na Lei nº 7.263, de 27 de março de 2000, incluindo o congelamento do valor da Unidade Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF/MT) até 31 de dezembro de 2026, para fins de recolhimento das contribuições ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).

O governador explicou que as medidas representam redução de tributos e renúncia de receitas por parte do Estado. Segundo ele, Mato Grosso deverá aportar aproximadamente R$ 150 milhões para subsidiar o óleo diesel e cerca de R$ 350 milhões com o congelamento do Fethab, totalizando uma redução de impostos estimada em torno de R$ 0,5 bilhão neste ano.

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“O que nós estamos fazendo hoje é diminuir a carga tributária. Sempre que nós pudermos diminuir o peso do Estado sobre o cidadão mato-grossense, nós faremos isso com muita alegria”, afirmou Pivetta.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, informou que o projeto será submetido à apreciação dos parlamentares já na sessão ordinária desta quarta-feira (29), com possibilidade de votação em regime de urgência.

Foto: Ronaldo Mazza

“Amanhã vamos fazer a leitura em plenário e, se houver consenso entre os deputados, buscar a votação. O governador pediu urgência porque quer uma resposta rápida. Vamos dialogar com os parlamentares para agilizar a tramitação, pois se trata de um projeto importante para Mato Grosso, com impacto direto na diminuição de impostos para o cidadão”, destacou o parlamentar.

O governador destacou ainda que a medida busca evitar o aumento do preço do combustível e reduzir os impactos nos custos do transporte e da produção. Ele explicou que a diminuição do preço ao consumidor dependerá das distribuidoras, que são as responsáveis por receber os subsídios, e que órgãos de controle poderão atuar caso haja irregularidades.

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De acordo com o documento encaminhado ao Legislativo, a União instituiu o regime emergencial para atenuar os efeitos da volatilidade dos preços decorrentes de conflitos geopolíticos e garantir o abastecimento nacional de combustíveis. Nessa disposição, a participação de Mato Grosso corresponde a 6,12% da contribuição conjunta dos estados e do Distrito Federal, perfazendo o limite de R$ 122.400.000 (cento e vinte e dois milhões e quatrocentos mil reais).

O projeto foi encaminhado com pedido de urgência, diante da necessidade de aplicação rápida das medidas para reduzir custos e evitar impactos econômicos no estado.

Fonte: ALMT – MT

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