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O aeroporto onde a pista afunda e ursos espreitam na neve

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No extremo norte do planeta, onde a luz do dia pode durar meses ou desaparecer por completo, existe um lugar que desafia as leis da engenharia, da natureza — e da sobrevivência. Mas o que parecia uma façanha da civilização agora se torna um aviso silencioso. O que acontece quando o chão simplesmente começa a desaparecer sob seus pés?

A resposta pode estar na gelada Longyearbyen, principal cidade do arquipélago de Svalbard, na Noruega, onde o aeroporto mais setentrional do mundo trava uma luta diária contra o próprio solo que o sustenta. Mas engana-se quem pensa que esse desafio técnico é o único risco por lá. Urso polar à espreita, blackout logístico e uma corrida silenciosa contra o colapso climático transformaram o local em um microcosmo das tensões globais.


Aeroporto onde avião afunda
Imagem: divulgação/ SORA.

Aeroporto onde avião afunda


Enquanto voos comerciais da SAS e Norwegian ainda pousam em meio à vastidão branca do Ártico, um perigo invisível corrói a base dessa operação vital. E o que está em jogo vai muito além do asfalto rachado: é o futuro de uma ilha, de uma cultura e talvez de um dos últimos paraísos selvagens da Terra.

O aeroporto que afunda: o gelo derrete sob as turbinas

Construído sobre o que um dia parecia ser um chão eterno de gelo, o Aeroporto de Svalbard está agora afundando lentamente. Isso porque sua pista de 2.300 metros repousa sobre permafrost — solo permanentemente congelado que, com o aumento das temperaturas globais, está deixando de ser… permanente.

Durante os meses de verão, o monitoramento precisa ser diário. Pequenos colapsos podem abrir rachaduras perigosas, interromper operações e colocar vidas em risco. “É uma corrida contra o tempo e contra a natureza”, diz Ragnhild Kommisrud, gerente do aeroporto, que já teve de solicitar um cargueiro militar com geradores após o colapso da usina elétrica local.

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Mas, ainda assim, o aeroporto continua sendo o fio de vida da ilha. Com cerca de 2.500 habitantes, Svalbard depende dessa conexão aérea para abastecimento, emergência médica e, claro, turismo. Sem pista, não há plano B rápido: os navios podem levar até dois dias em cada trajeto.
O carvão cede lugar ao turismo — mas com ressalvas

Durante décadas, Svalbard sobreviveu graças à mineração de carvão. Agora, com o fechamento de minas como Sveagruva e a substituição da usina a carvão por uma movida a diesel — ainda com pegada ecológica preocupante —, a ilha busca uma nova fonte de renda: o turismo.

Ouro branco

Mas esse novo “ouro branco” também exige equilíbrio. O número de quartos em toda a ilha foi limitado a 500 para conter o impacto ambiental. Empresas locais alertam os visitantes sobre os riscos: não sair da cidade sem guia, carregar rifle contra ursos e não contar com sinal de celular fora das áreas urbanizadas.

E mesmo esse turismo é restrito pelas estações. No inverno, há escuridão total por quatro meses. No verão, o sol não se põe. Isso atrai aventureiros, mas pode enganar os despreparados. A menor falha de planejamento pode ser fatal.

A nova corrida do Ártico — entre gelo, gás e geopolítica
Enquanto os turistas chegam com câmeras em punho, o mundo também volta seus olhos para o norte por razões mais estratégicas. Com o derretimento das calotas, novas rotas marítimas se abrem, e países como Rússia, China e Estados Unidos demonstram crescente interesse nas riquezas do Ártico.

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Svalbard, embora pacífica, está no epicentro dessa disputa silenciosa. O Tratado de 1920 dá à Noruega soberania, mas permite que outros países explorem economicamente o arquipélago. A Rússia ainda mantém uma operação de mineração em Barentsburg. A China investe em pesquisas. E os Estados Unidos, atentos, observam de longe.

O que antes era isolamento agora é geopolítica. E o aeroporto — vulnerável, mas indispensável — tornou-se uma peça-chave nesse tabuleiro congelado.

No fim das contas, o que ainda sustenta Svalbard?

Pode parecer que tudo em Svalbard está à beira do colapso: solo que afunda, clima que oscila violentamente, predadores à espreita. Mas o arquipélago resiste. Uma nova usina movida a biogás está prestes a ser inaugurada. Painéis solares funcionam a todo vapor durante o verão. E, mais importante, há um senso coletivo de urgência — e de preservação.

A ilha onde ursos circulam ao lado de cientistas, turistas e operadores de drone talvez seja um dos últimos lugares verdadeiramente selvagens da Terra. Mas também é um lembrete de que, mesmo nos cantos mais remotos do planeta, as escolhas humanas e o impacto climático já chegaram.

E talvez seja esse o maior alerta: se até o gelo eterno está derretendo, o que mais estamos prestes a perder?



Fonte: Turismo

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Ministro do Turismo destaca impacto da ponte Salvador-Itaparica: ‘encurtar distâncias e conectar milhares de turistas’

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou que a construção da ponte Salvador–Ilha de Itaparica deve “transformar o cenário econômico e turístico da Bahia, encurtando distâncias e conectando milhares de turistas a uma belíssima região do estado”. Ele participou nesta quarta-feira (1º) da cerimônia que marcou o início oficial das obras, em Vera Cruz (BA), ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de outros ministros e autoridades locais.

Com investimento estimado em R$ 11,6 bilhões – sendo R$ 3 bilhões de aporte federal, R$ 3,1 bilhões de aporte estadual e R$ 5,5 bilhões da concessionária responsável pela obra, o projeto integra o Novo PAC e representa um marco para a mobilidade, a integração regional e o desenvolvimento econômico da Bahia.

A obra vai beneficiar aproximadamente 10 milhões de pessoas em mais de 250 municípios baianos. Cerca de 7 mil empregos diretos e indiretos deverão ser criados durante a construção. Quando concluído, o sistema deverá reduzir em cerca de duas horas o tempo de deslocamento entre Salvador e o Baixo Sul da Bahia, beneficiando diretamente milhões de pessoas e fortalecendo cadeias produtivas ligadas ao turismo, à indústria, ao comércio e à logística. A expectativa é de que aproximadamente 28 mil veículos utilizem diariamente a nova ligação.

“A Bahia precisa de outro escoamento da riqueza produzida aqui e se optou por fazer essa ponte. Essa obra é necessária para o desenvolvimento do estado, acontecendo num momento em que a Bahia tem um governo muito responsável, que vai ficar na história porque teve coragem de fazer a maior ponte da América Latina”, afirmou o presidente Lula.

Para Gustavo Feliciano, a obra representa um importante vetor de desenvolvimento regional, que pode transformar a realidade da região.

“Hoje é um dia histórico, não apenas para a infraestrutura do nosso país, mas para o futuro do turismo brasileiro. Essa ponte será um divisor de águas, porque vai conectar milhões de turistas nacionais e internacionais a uma região lindíssima da Bahia. Ao encurtar distâncias, estamos aproximando o turista, de forma rápida e segura, do Recôncavo Baiano, do Baixo Sul e de toda a Costa do Dendê. Ganha a Bahia, ganha o país, ganha o turismo brasileiro”, afirmou o ministro.

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A Ilha de Itaparica é um refúgio histórico e natural na Baía de Todos os Santos. O destino combina praias de águas calmas e piscinas naturais com construções do Brasil Colônia. Atualmente, a travessia entre Salvador e a ilha, tanto por Ferry Boat como por lancha rápida, movimenta milhões de passageiros. De janeiro a maio deste ano foram registrados 3,42 milhões de usuários. Em 2025 foram 7,49 milhões.

Ponte

O sistema contempla a construção da ponte, com 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos (a maior da América Latina sobre o mar), além de novos acessos viários em Salvador, uma via expressa em Vera Cruz e a duplicação de trecho da BA-001.

Nesta fase inicial, mais de 300 profissionais já atuam nos três canteiros de obras implantados para a execução do projeto. Também já foram mobilizadas mais de 4,7 mil toneladas de equipamentos e materiais, incluindo estruturas metálicas, tubos de aço, vergalhões, guindastes, embarcações de apoio e máquinas pesadas. Ao todo, 27 empresas brasileiras já foram contratadas para fornecer equipamentos, materiais e serviços.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, falou sobre a importância da ponte para o estado.

“Essa obra é estratégica. O senhor, presidente, está apoiando um sistema viário que vai beneficiar a todos. Quem vem do oeste com cargas de grãos, algodão, fruta, vai ‘economizar’ até 200 km. A partir de hoje damos visibilidade para a obra, mas é preciso que a gente tome cuidado com a população da ilha, que a gente não deixe ter uma ocupação desenfreada pelo setor imobiliário. Essa ponte tem nosso aval, mas vamos cuidar do meio ambiente, do povo, sempre olhando para frente”, destacou o governador.

O empreendimento é resultado de uma Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo da Bahia e a Concessionária Ponte Salvador–Itaparica, formada pelos grupos chineses China Communications Construction Company (CCCC) e China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC).

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O contrato de concessão prevê 35 anos de duração, sendo o primeiro destinado a estudos e obtenção de licenças e autorizações, cinco anos à construção e 29 anos à operação do sistema, que contará com cobrança de pedágio para garantir a manutenção, a segurança e a operação permanente da infraestrutura.

Teatro Castro Alves

O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, segue cumprindo agenda em Salvador. Na noite desta quarta-feira (1º), ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ele participa da cerimônia de entrega da terceira e última etapa do novo Teatro Castro Alves.

O Ministério do Turismo vai disponibilizar R$ 1,9 milhão para a construção da estrutura metálica do Edifício Lâmina, que faz parte do complexo do teatro e ampliará a mobilidade e acessibilidade do público.

“A noite de hoje celebra o renascimento de um patrimônio. Este complexo, que já foi palco de tantas memórias e movimentos que mudaram a história da nossa cultura, renasce ainda mais forte. Cultura e turismo caminham juntos, lado a lado, e quando há uma união de forças todos ganham”, afirmou Gustavo Feliciano.

Com mais de R$ 260 milhões investidos, a obra representa a maior intervenção já realizada no teatro, com investimentos do Governo do Brasil e da Bahia para restauro, modernização tecnológica, ampliação de espaços, acessibilidade, segurança e sustentabilidade.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Teatro Castro Alves é um dos principais símbolos culturais da Bahia e do Brasil. Inaugurado em 1958 e reinaugurado em 1967, o teatro abriga a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) e o Balé Teatro Castro Alves (BTCA), além de receber grandes produções nacionais e internacionais.

Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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