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Leilão carga fechada movimenta R$ 8 milhões e destaca Patos de Minas

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Nesta terça-feira (20.05) o recinto de leilões do Parque de Exposições de Patos de Minas recebeu a 12ª edição do leilão carga fechada, promovido pelo Sindicato dos Produtores Rurais local. O evento, parte da programação oficial da Fenamilho 2025, reuniu criadores e investidores de diversas regiões de Minas Gerais e outros estados.

Foram comercializados 32 lotes com no mínimo 20 animais cada, totalizando mais de mil cabeças. O faturamento ultrapassou oito milhões de reais, representando um crescimento de 25% em relação à edição anterior. Segundo José Ferreira, coordenador do leilão, o sucesso reflete a qualidade genética do rebanho e a confiança dos compradores.

“Conseguimos ampliar a participação de investidores externos e fortalecer o mercado regional. Isso mostra que, apesar dos desafios climáticos, o produtor rural segue focado em elevar a produtividade e a qualidade”, afirmou José.

O evento contou com transmissão ao vivo pelos canais do Sindicato Rural, Rubinho Leilões e Remate Web, garantindo transparência e alcance nacional. Esse leilão figura entre os maiores de Minas Gerais no formato carga fechada, colocando Patos de Minas como destaque na pecuária estadual.

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A Fenamilho 2025 ainda terá os leilões Amigos do Nelore e Elite Estrelas do Leite, marcados para os dias 24 e 25 de maio, com início às 13 horas no parque de exposições, também com transmissão ao vivo.

Essas iniciativas reafirmam o papel da região como polo de referência na pecuária de qualidade, contribuindo para o fortalecimento da cadeia produtiva e da economia do produtor rural.

Minas Gerais tem um dos maiores rebanhos bovinos do país, com cerca de 22 milhões de cabeças, segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa magnitude coloca o estado entre os líderes nacionais na produção de carne e leite, movimentando uma cadeia econômica vital para o agronegócio brasileiro.

Em termos de leilões, Minas possui eventos de porte nacional que podem ultrapassar faturamentos da casa dos 10 milhões de reais em uma única edição. Exemplos incluem o leilão da raça Nelore em Uberaba e o leilão de gado de corte em Campos Gerais, que atraem compradores de todo o país e até do exterior.

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O leilão carga fechada de Patos de Minas, com seus R$ 8 milhões em faturamento, figura entre os maiores eventos do gênero no estado, especialmente na modalidade “carga fechada” — onde os lotes são vendidos em grupos de animais, garantindo maior segurança e qualidade para os compradores.

Essa performance reforça a importância da Fenamilho como vitrine regional da pecuária, valorizando o trabalho dos produtores locais e colocando Patos de Minas no mapa dos grandes negócios do agronegócio mineiro.

Fonte: Pensar Agro

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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