Turismo
Hospedagem disputada: os hotéis e pousadas do Sesc pelo Brasil
Publicado
1 de junho de 2025, 10:59

Com diárias acessíveis, prioridade para trabalhadores do comércio e uma infraestrutura que rivaliza com hotéis da rede privada, os hotéis e pousadas do Sesc se tornaram destinos altamente procurados em todo o Brasil.
Unidades como a de Bertioga (SP), que chega a receber mais de 50 mil hóspedes por ano, exigem planejamento e sorte para garantir uma vaga: é preciso se inscrever com meses de antecedência e, muitas vezes, enfrentar um sorteio concorrido.
Embora o sistema funcione majoritariamente online, a alta demanda faz com que as vagas em algumas unidades se esgotem rapidamente. Em 2024, foram 53.008 hóspedes, enquanto, em 2023, foram 55.071.

“A alta demanda é reflexo da qualidade dos nossos serviços e da proposta do turismo social que oferecemos, voltado prioritariamente aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e suas famílias” , afirmou o Departamento Nacional do Sesc, em entrevista ao iG Turismo.
No caso de Bertioga, os interessados se inscrevem com cinco meses de antecedência para o sorteio da vaga. O resultado é divulgado um mês depois.
O processo respeita critérios de prioridade: clientes que nunca se hospedaram têm mais chances; quem se hospedou há mais de três anos entra com prioridade média; e quem foi recentemente fica com prioridade baixa.
“A distribuição das vagas de hospedagem no Sesc Bertioga é realizada de duas maneiras. Por inscrição antecipada (sorteio) e por compra direta de vagas remanescentes. Ambos os formatos de atendimento obedecem unicamente aos critérios abaixo estabelecidos, por meio de sistema eletrônico, conforme a seguinte ordem de prioridade: alta: clientes que nunca se hospedaram; média: clientes que se hospedaram há mais de 3 anos; baixa: clientes que se hospedaram há menos de 3 anos”, detalha.
A instituição esclarece que, na maioria das unidades, não há fila de espera formal: “Nas unidades mais concorridas, as vagas podem se esgotar rapidamente, mas, na maioria das unidades, não há fila de espera, pois a disponibilidade é apresentada de forma online”, completa o Departamento Nacional do Sesc.
Ampliação

Ainda segundo o órgão, há um plano de expansão em Bertioga para atender à crescente demanda. Estão previstos mais dois conjuntos habitacionais, o que representará um acréscimo de 40 apartamentos e 120 leitos.
Outro destaque da rede é a unidade de Contagem (MG), que ocupa uma área tão extensa que abrange três bairros da cidade. Além da hospedagem, que atende cerca de 250 pessoas por fim de semana, o local oferece atividades esportivas, oficinas e eventos abertos à comunidade. “O Sesc Contagem é um exemplo emblemático da atuação integrada entre hospedagem, lazer, educação e desenvolvimento comunitário”, afirma a instituição.
Já o Sesc de Domingos Martins (ES) aposta em uma proposta alinhada à sustentabilidade. Segundo a instituição, a unidade está finalizando a construção de um centro de convenções e desenvolvendo projetos de neutralização de carbono e educação ambiental em parceria com outras instituições.
As melhorias estruturais também são constantes em outras unidades. Apenas nos últimos anos, passaram por reformas ou ampliações hotéis como o Sesc Nova Friburgo (RJ), Cabo Frio (RJ), Grussaí (RJ), Bonito (MS), e Piatã (BA). “As melhorias em nossas unidades são frequentes, a fim de modernizar as estruturas, oferecendo mais conforto e qualidade aos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo, e seus familiares”, explicou a instituição.
Novidades

Para ampliar ainda mais a presença da rede, novas unidades já têm previsão de inauguração. No Amazonas, um hotel está sendo construído em Manacapuru, com entrega prevista para dezembro de 2025. Já no Rio de Janeiro, a cidade de Miguel Pereira receberá uma nova hospedagem com 72 apartamentos. Em 2024, o Sesc já inaugurou ou reinaugurou 55 unidades operacionais, não apenas de hospedagem.
Em relação às diárias, os valores variam conforme o perfil do hóspede. Trabalhadores do comércio e seus dependentes têm acesso às tarifas mais baixas, que podem representar metade do valor cobrado ao público geral. Em alguns estados, empresas conveniadas também oferecem valores intermediários.

Além da infraestrutura, o conteúdo programático atrai diferentes perfis de turistas. Algumas unidades são vocacionadas para o turismo ecológico, como o Sesc Porto Cercado (MT), Iparana Ecoresort (CE) e Tepequém (RR). Outras, como Bertioga e Guadalupe (PE), promovem passeios culturais e de base comunitária.
A satisfação dos hóspedes, segundo o Departamento Nacional do Sesc, é medida por avaliações feitas individualmente em cada unidade. “O acolhimento e cuidado com os hóspedes costuma figurar entre os principais elogios recebidos. Quanto às críticas, a principal delas é pela limitação de acomodações em períodos de alta demanda, assim como a possibilidade de novos meios de hospedagem, em todas as regiões do país.”, conclui a instituição.
“Sou fã do Sesc”: hóspede destaca custo-benefício e acolhimento em unidades de Minas Gerais

Isabella Dias, moradora de Belo Horizonte, já se hospedou em duas unidades do Sesc em Minas Gerais: Ouro Preto e Venda Nova. A decisão por esses destinos partiu tanto de recomendações quanto da facilidade de acesso. “Sempre tive excelentes recomendações da unidade de Ouro Preto e por ser próximo a Belo Horizonte, cidade onde resido, o acesso é bem fácil. Em Venda Nova, fui pela proximidade e para aproveitar um período de folga no trabalho”, contou.
Segundo ela, que trabalha como gerente de monitoramento, avaliação e aprendizagem, o processo de reserva foi simples e direto. “Todas as vezes que me hospedei foi muito tranquilo. O site funcionou bem e havia vagas disponíveis”, relatou. Apenas em períodos de alta temporada, Isabella não conseguiu reservar, o que atribui ao fato de ter buscado hospedagem muito em cima da hora.
Sobre a estrutura física das unidades, ela elogiou os espaços comuns, os quartos e a ambientação das áreas de lazer. Ela destaca que cada unidade tem suas particularidades: “Venda Nova lembra a estrutura de um clube e o quarto é menor, mas com estrutura e conforto suficientes para hospedagem de uma família. Sou suspeita para falar da estrutrura de Ouro Preto, lá é muito aconchegante. Ambas localidades possuem muita área verde e opção de diversão, acho a estrutura perfeita para famílias, têm opção para todas as idades. A hospedagem proporciona descanso e aconchego”.
Para ela, o valor pago na diária compensa, essencialmente se você é associado, por conta dos benefícios que pode ter. “Acho o custo-benefício do Sesc muito bom, especialmente sendo associada. Garantimos bons momentos em família a um valor bem razoável. Além disso, dependendo da época do ano, estão incluídas na diária três refeições, o que é ótimo, afirmou.
Isabella também se encantou com as atividades e programações oferecidas durante as estadias. Ela já esteve em Ouro Preto durante a Páscoa e o Dia das Crianças, e recorda com entusiasmo a ambientação temática e as opções de lazer. “Levei minha filha para brincar com os monitores, participei de uma oficina de malabarismo e assisti a peças de teatro infantil e apresentações de mágicos”, lembra.
Sustentabilidade

A hóspede também observou um cuidado especial com práticas sustentáveis e de inclusão nas unidades. “Sim, há recados simpáticos sobre uso de água e troca de tolhas, por exemplo. Em especial, também verifiquei a existência de rampas, corrimões e de elevadores para promover a acessibilidade” .
Outro ponto positivo, segundo ela, foi o atendimento das equipes. “Sempre fui bem atendida. Os funcionários são simpáticos e há muita preocupação com a limpeza tanto da área privada como da área social. O que mais se destaca, na minha opinião, e isso aconteceu em Ouro Preto, foi a decoração das portas do quarto e os mimos que recebemos para celebrar as datas festivas em que estive por lá. É um lugar que cativa bastante o público infantil.”, expõe.
Fonte: Turismo
Turismo
No Amapá, Ministério do Turismo promove linha de crédito de mais de R$ 1 bilhão para empreendedores do setor
Publicado
8 de junho de 2026, 20:59
O Ministério do Turismo (MTur) realizou nesta segunda-feira (8), em Macapá (AP), a 4ª edição do programa “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, iniciativa que orienta empresários e prestadores de serviços sobre o acesso às linhas de financiamento do Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que dispõe de mais de R$ 1 bilhão para operações em 2026.
Durante a agenda, o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assinou ainda um protocolo de intenções com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) para ampliar ações conjuntas de desenvolvimento regional e facilitar o acesso ao crédito, com prioridade para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O ministro destacou a importância dessa iniciativa. “O objetivo é claro: orientar empreendedores turísticos locais sobre como acessar financiamentos em condições extremamente vantajosas, por meio do Fungetur. Essa grande mobilização nacional chega com força total ao Amapá, dando continuidade a um circuito que percorrerá todo o país. O Fungetur é o combustível que o setor precisa. É uma linha de crédito desenhada para financiar capital de giro, a execução de obras e a aquisição de equipamentos”, afirmou.
O ‘Brasil Mais Crédito para o Turismo’ já passou por Salvador (BA), Fortaleza (CE), durante o Salão do Turismo, e João Pessoa (PB), como parte da programação do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, evento que debateu o protagonismo feminino no setor.
“Estamos falando de ‘recurso na veia’ para que principalmente os pequenos negócios – as pousadas, os restaurantes, as agências de viagens, os guias de turismo – possam promover melhorias reais nas suas atividades”, disse o ministro.
Também participam das agendas no Estado os ministros Waldez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR); e Wellington Dias, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
Sobre o protocolo, Gustavo Feliciano afirmou que o objetivo é fortalecer o setor. “Estamos assinando hoje, aqui, um Protocolo de Intenções com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, com meu amigo ministro Waldez Góes, para desenvolvimento do turismo regional. Vamos juntos construir políticas públicas para que mais empreendedores possam se desenvolver e oferecer o que o Brasil tem de melhor, que é a recepção calorosa do seu povo. Vamos facilitar o acesso ao crédito do Fungetur para que o turismo se fortaleça ainda mais”, complementou.
A parceria prevê a elaboração de planos de ação conjuntos e a indicação, em até 30 dias, dos responsáveis pela execução das iniciativas. O protocolo terá vigência inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.
A edição no Amapá do “Brasil Mais Crédito para o Turismo” foi realizada também no Oiapoque, onde o ministro cumpriu agenda pela manhã.
As ações do MTur nas duas cidades amapaenses preveem ainda orientações sobre o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) – sistema oficial do Ministério do Turismo que cadastra e regulamenta pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor turístico no Brasil (requisito para acesso aos financiamentos).
Em Macapá, o ministro falou ainda sobre uma política especial, implementada pelo Ministério do Turismo na semana passada, anunciada em João Pessoa (PB) e que dá apoio para mulheres empreendedoras do setor, que foram vítimas de violência doméstica.
“Sabemos o quanto é difícil se reconstruir após um episódio assim. Por isso vamos fortalecer as mulheres empreendedoras com crédito, para que elas possam voltar cada vez mais fortes e independentes”, disse.
Ele citou, também, o bom momento que o turismo brasileiro vive. “Estamos impulsionando o turismo local e reforçando o maior compromisso do governo do presidente Lula: a proteção e valorização da mulher, a geração de emprego, renda e inclusão social. Senhoras e senhores, o momento para o Amapá acelerar o turismo não poderia ser melhor. O desempenho positivo do setor no Estado acompanha os recordes nacionais que temos registrado em todo o Brasil, criando as condições perfeitas para que empreendedores apostem, invistam e acreditem no turismo como força econômica”, finalizou.
Fungetur
As linhas do Fungetur podem ser usadas para capital de giro, aquisição de equipamentos e obras, beneficiando principalmente pequenos negócios, como meios de hospedagem, restaurantes, agências de turismo, guias e demais empreendedores da cadeia turística.
Entre 2018 e 2026, o Fungetur acumulou 14.789 operações contratadas no país, movimentando R$ 5,1 bilhões em financiamentos. Apenas em 2026, até 2 de junho, foram registradas 719 operações, no valor de R$ 276,3 milhões em crédito concedido.
No Amapá, foram contratados treze financiamentos entre 2023 e 2026, totalizando R$ 4,04 milhões. Todos os recursos foram destinados a capital de giro. Macapá concentrou doze operações, equivalentes a R$ 3,3 milhões, beneficiando agências de viagens, organizadoras de eventos, restaurantes e empresas de transporte turístico. Em 2026, foram fechados dez contratos, todos na capital, que somaram R$ 3,03 milhões.
O Estado possui atualmente 555 prestadores de serviços turísticos regularizados no Cadastur. As atividades com maior número de registros são agências de turismo, com 140 cadastros; restaurantes, bares e similares, com 104; e meios de hospedagem, com 90 estabelecimentos. Em Macapá, há 381 prestadores cadastrados, liderados por agências de turismo (123), guias de turismo (66) e organizadoras de eventos (50).
Infraestrutura
Além das ações voltadas ao crédito, o Ministério do Turismo mantém doze contratos ativos de infraestrutura turística no Amapá, que somam R$ 65,5 milhões. Desde 2023, três obras foram concluídas, totalizando R$ 8,6 milhões em investimentos.
Em Macapá, os principais investimentos em execução incluem a construção do Centro de Convenções, com aporte de R$ 12 milhões; as obras no Parque do Centenário, de R$ 11,4 milhões; e a reforma do Teatro das Bacabeiras, com recursos de R$ 10 milhões.
Fluxo
Os indicadores do fluxo turístico também mostram crescimento do mercado internacional no estado. Em 2025, o Amapá recebeu 52 mil turistas estrangeiros, resultado 33% superior ao registrado em 2024 e o segundo maior da região Norte no período.
Turismo fronteiriço
Nesta segunda-feira (8), durante agenda em Oiapoque, o Ministério do Turismo também anunciou a elaboração de um diagnóstico e de um plano de ação para o turismo nas áreas de fronteira do Amapá e do Pará, que fazem divisa com a Guiana Francesa e o Suriname.
A iniciativa faz parte de um projeto de cooperação com a UNESCO voltado ao fortalecimento das relações turísticas entre o Brasil e os países vizinhos.
Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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