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Agronegócio sustenta 21% do PIB e emprega metade da mão de obra

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O agronegócio é mais do que um setor produtivo no Pará — é a base econômica de boa parte dos municípios e sustento de milhares de famílias. Responde, em média, por 21% do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios do estado e emprega diretamente cerca de 1,5 milhão de pessoas. Isso representa quase 43% dos trabalhadores no território paraense, segundo dados oficiais.

O Pará lidera a produção nacional de importantes culturas tropicais: açaí, abacaxi, cacau, dendê, mandioca e pimenta-do-reino. Também aparece entre os primeiros colocados na produção de limão, banana e coco — 2º, 3º e 4º lugares no ranking nacional, respectivamente.

Nos últimos anos, duas frutas ganharam destaque no estado: laranja e limão. No nordeste paraense, o município de Capitão Poço vem se consolidando como polo citrícola, impulsionado pela instalação da maior fábrica de suco de laranja do Norte e Nordeste do país. Já Monte Alegre, no oeste do Pará, tornou-se referência na produção de limão. Com o aumento da demanda nacional e internacional por frutas regionais e exóticas, como o cacau e o açaí, a fruticultura paraense desponta como uma das mais promissoras do país.

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Na pecuária, o estado ocupa o 4º lugar no Brasil, com um rebanho bovino de cerca de 22 milhões de cabeças. Desse total, mais de 500 mil são búfalos, concentrados principalmente no arquipélago do Marajó, formando o maior rebanho bubalino do país.

A carne paraense se destaca tanto pela qualidade genética quanto pelo padrão sanitário. O estado possui certificação internacional como área livre de febre aftosa com vacinação, o que garante acesso a mercados exigentes. O Pará lidera a exportação de boi vivo no Brasil e tem grande potencial para avançar na cadeia de carne, couro e leite.

A soja também ocupa papel de destaque. Em 2018, foram exportadas 1,4 milhão de toneladas do grão, gerando mais de US$ 560 milhões em receita. A oleaginosa já representa 25% de tudo que o agronegócio paraense exporta. A área cultivada saltou de 85 mil hectares em 2010 para mais de 500 mil em 2017.

O crescimento se concentra em três polos principais: nordeste (com Paragominas à frente), sul (Santana do Araguaia) e oeste (Santarém). Importante frisar que essa expansão ocorre, majoritariamente, sobre pastagens e campos já abertos, sem avanço sobre floresta nativa.

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Além disso, o Pará tem investido em avicultura, apicultura, florestas plantadas e outras culturas de grãos. O cenário é de diversificação, produtividade e responsabilidade ambiental.

No campo, os desafios persistem — logística, assistência técnica, crédito e regularização fundiária —, mas o potencial do agronegócio paraense é claro: alimentar o Brasil e o mundo, gerar renda e manter o homem no campo com dignidade.

Fonte: Pensar Agro

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Mapa promove produtos do agro brasileiro na Seoul Food & Hotel 2026

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O Brasil participou da Seoul Food & Hotel 2026 com 16 empresas no Pavilhão Brasil, em uma ação voltada à promoção de alimentos e ingredientes brasileiros no mercado asiático.

Realizado entre os dias 9 e 12 de junho, no centro de exposições KINTEX, em Goyang, na região metropolitana de Seul, o evento reuniu compradores, importadores, distribuidores e representantes da indústria de alimentos e bebidas de diversos países.

A participação brasileira foi coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com atuação do adido agrícola em Seul, Tiago Charão. A programação também contou com a presença do subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Mapa, Fernando Soares Pinto, e do subsecretário de Tecnologia da Informação, Camilo Mussi.

No Pavilhão Brasil, as empresas apresentaram produtos com potencial de expansão no mercado internacional, entre eles carne de frango, café, açaí, mel, própolis, óleos essenciais, amendoim e outros alimentos e ingredientes representativos da diversidade e da competitividade do agro brasileiro.

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Considerada uma das principais feiras internacionais de alimentos e bebidas da Ásia, a Seoul Food & Hotel funciona como plataforma estratégica para a aproximação entre fornecedores, distribuidores, importadores e redes varejistas da região, além de contribuir para a prospecção de novos negócios e parcerias comerciais.

A participação brasileira integra a estratégia de promoção comercial do Mapa para ampliar a presença dos produtos agropecuários nacionais nos mercados internacionais, diversificar destinos de exportação e fortalecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos, bebidas e ingredientes de qualidade.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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