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Proibição do uso do fogo no Pantanal vai até dezembro

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O Governo de Mato Grosso instituiu, por meio do Decreto nº 1.403/2025, publicado em março, o período proibitivo para o uso do fogo no Pantanal mato-grossense. A medida entrou em vigor no último sábado (01.06) e segue até 31 de dezembro, proibindo o manejo e a limpeza de áreas rurais por meio de queimadas, mesmo que anteriormente autorizadas. A única exceção é para ações de órgãos públicos diretamente envolvidos no combate a incêndios.

O objetivo do decreto é conter a propagação de incêndios em uma das regiões brasileiras mais vulneráveis às queimadas. O Pantanal sofreu um aumento expressivo nos focos de incêndio nos últimos anos. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam que, até 1º de julho de 2024, foram registrados 3.538 focos no bioma, 40% a mais que no ano de 2020, até então o pior já registrado. No mesmo período, aproximadamente 760 mil hectares foram destruídos, o que representa mais de 4% da extensão total da região.

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Em âmbito nacional, o INPE registrou 139.303 focos de queimadas em 2024, crescimento de 50,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse cenário reforça a necessidade da rigorosa fiscalização e do cumprimento das normas.

Para auxiliar o produtor rural durante esse período crítico, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) divulgou um conjunto de orientações que visam minimizar os riscos de incêndios. Entre elas estão a manutenção adequada e limpeza de aceiros, a revisão dos equipamentos agrícolas e brigadas de combate ao fogo, a atualização dos planos de emergência, a redução do uso de máquinas nos horários de maior calor e a prevenção de faíscas próximas à vegetação seca.

O Corpo de Bombeiros Militar intensificou a fiscalização em propriedades rurais e áreas próximas a unidades de conservação. O descumprimento das restrições pode acarretar multas e responsabilização criminal, conforme a legislação ambiental vigente. Denúncias devem ser feitas pelo telefone 193 ou por meio dos canais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT).

Outra iniciativa prevista no decreto é a implantação da Sala de Situação Descentralizada em Poconé, município estratégico na entrada do Pantanal. Essa unidade funcionará como um centro avançado de monitoramento e resposta rápida a incêndios, em integração com a Sala de Situação Central do Corpo de Bombeiros. Além de Poconé, outras sete salas serão criadas em municípios com comandos regionais da corporação.

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O manejo do fogo no Pantanal exige atenção redobrada e responsabilidade. Para o produtor rural, respeitar o período de proibição não é apenas cumprir uma exigência legal, mas proteger o bioma, garantir a sustentabilidade da produção e evitar prejuízos ambientais e econômicos graves.

Fonte: Pensar Agro

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Mudanças climáticas impulsionam irrigação por gotejamento na produção de hortifrútis

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A intensificação das mudanças climáticas vem transformando a produção de hortifrútis no Brasil e tornando a irrigação uma ferramenta indispensável para garantir produtividade e qualidade. Com chuvas cada vez mais irregulares, estiagens prolongadas e maior pressão sobre os recursos hídricos, produtores têm ampliado os investimentos em sistemas de irrigação por gotejamento para aumentar a eficiência no uso da água e dos fertilizantes.

Em culturas de ciclo curto, onde o investimento por hectare é elevado e qualquer falha pode comprometer a rentabilidade da safra, a irrigação deixou de ser apenas uma alternativa para se tornar um fator estratégico na gestão da produção.

Irrigação já está presente na maior parte da horticultura brasileira

Dados da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico indicam que mais de 90% da produção de horticultura no Brasil utiliza algum tipo de irrigação. Segundo a entidade, áreas irrigadas podem alcançar produtividade entre duas e três vezes superior à observada em sistemas de sequeiro.

Para Wagner Suavinha, engenheiro agrônomo e coordenador de Produtos da Netafim, o cenário climático tem mudado a forma como o produtor encara esse investimento.

“A irregularidade climática tem feito o produtor olhar para a irrigação de forma muito mais estratégica. Em muitas regiões, especialmente onde existe estação seca bem definida, irrigar deixou de ser uma escolha eventual e passou a ser uma condição básica para produzir. Em culturas de ciclo curto, poucos dias de falta ou excesso de água podem comprometer produtividade, qualidade e até a janela de colheita”, afirma.

Eficiência hídrica se torna prioridade no campo

Além da disponibilidade de água, a eficiência da irrigação passou a ser um dos principais desafios da horticultura.

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Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apontam que cerca de 50% da água captada para irrigação pode ser perdida antes de ser aproveitada pelas plantas, dependendo do sistema utilizado.

Nas culturas hortícolas, onde a fertirrigação faz parte do manejo produtivo, a uniformidade da aplicação influencia diretamente o aproveitamento dos nutrientes, o desenvolvimento das plantas e a produtividade da lavoura.

Levantamento que reuniu 77 estudos e 357 conjuntos de dados mostrou que a fertirrigação por gotejamento proporcionou aumento médio de 7,99% na produtividade das hortaliças, além de elevar em 50,6% a eficiência do uso da água e em 48,9% a eficiência do aproveitamento do nitrogênio em comparação aos métodos convencionais.

Distribuição uniforme melhora qualidade da produção

Segundo o especialista, culturas como tomate, cebola, melão e hortaliças folhosas dependem de uma distribuição uniforme da água para garantir padrão comercial e elevada produtividade.

Quando parte da lavoura recebe menos água do que o necessário e outra recebe excesso, aumentam os riscos de plantas desuniformes, perda de calibre, redução da qualidade, menor eficiência dos fertilizantes e maior incidência de problemas fitossanitários. O excesso de irrigação também favorece a lixiviação de nutrientes, elevando os custos de produção.

“Quando a água não chega de forma equilibrada, a lavoura responde com plantas desiguais, diferenças de calibre e perda de padrão comercial. Em um mercado cada vez mais exigente, a uniformidade da irrigação é determinante para o resultado econômico da produção”, destaca Suavinha.

Tecnologia amplia eficiência no uso da água

Nesse contexto, a irrigação por gotejamento vem ganhando espaço por permitir que água e nutrientes sejam aplicados diretamente na região das raízes, reduzindo desperdícios e aumentando a eficiência do manejo.

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Entre as soluções disponíveis para cultivos de ciclo curto está o Streamline X, desenvolvido para oferecer maior desempenho hidráulico, resistência mecânica e segurança operacional durante todo o ciclo da cultura.

Segundo a Netafim, a tecnologia combina ampla área de filtragem com o sistema TurboNet, características que contribuem para reduzir o risco de entupimentos, manter a uniformidade da vazão e proporcionar maior durabilidade do equipamento.

Projeto adequado faz diferença no desempenho

O especialista alerta que a escolha de um sistema de irrigação não deve considerar apenas a espessura da parede dos tubos gotejadores, critério frequentemente utilizado nas comparações de mercado.

Aspectos como pressão de trabalho, resistência ao entupimento, uniformidade da vazão, qualidade hidráulica, tipo de solo, qualidade da água, sistema de filtragem e estratégia de fertirrigação devem ser avaliados em conjunto para garantir maior eficiência e vida útil do projeto.

“Em irrigação, o produtor precisa analisar o sistema como um todo. Quando o projeto é corretamente dimensionado e a tecnologia atende às necessidades da propriedade, os ganhos aparecem na forma de maior eficiência, redução de perdas, melhor aproveitamento dos insumos e mais previsibilidade para a produção”, conclui Wagner Suavinha.

Com o avanço das mudanças climáticas e a crescente necessidade de produzir mais utilizando menos recursos, a irrigação por gotejamento se consolida como uma das principais aliadas da horticultura brasileira na busca por produtividade, sustentabilidade e maior segurança no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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