Cuiabá

Cuiabá lança nova edição de cartilha sobre enfrentamento ao trabalho infantil

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A Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência lança nesta quarta-feira (12), data em que se celebra o Dia Mundial e Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Infantil, a 2ª edição do livreto Precisamos Falar Sobre o PETI.

A nova edição apresenta, de forma clara e acessível, os conceitos fundamentais sobre o que caracteriza o trabalho infantil, os impactos dessa prática no desenvolvimento físico, emocional e social de crianças e adolescentes, além de apontar caminhos para o fortalecimento da proteção social no âmbito do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). O material é de autoria das servidoras Bianca Fernandes Erasmo e Luciana Santos Schurig Siqueira.

O livreto está disponível para acesso digital no link:

Clique para acessar a cartilha

Além do lançamento da cartilha, a SMSOCIAL realiza, no dia 16 de junho, o evento “Rede que Protege: 1º Encontro da Rede Socioassistencial de Enfrentamento ao Trabalho Infantil de Rua”, em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (SETASC) e a Superintendência Regional do Trabalho em Mato Grosso (SRT-MT).

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Durante o encontro, representantes das redes de proteção discutirão estratégias para o enfrentamento das diversas formas de trabalho infantil, com ênfase em casos que envolvem crianças e adolescentes migrantes em situação de vulnerabilidade nas vias públicas.

Segundo a SRT-MT, apenas em uma semana de atuação da Auditoria Fiscal do Trabalho foram identificados 23 adolescentes em situação de trabalho irregular, o que resultou em 8 afastamentos e 15 readequações de função.

A técnica de referência do PETI, Adria Lourena, reforça a importância das ações:

“Essas iniciativas integram uma agenda estratégica para erradicar o trabalho infantil em Cuiabá. Nosso foco é mobilizar e sensibilizar os profissionais da rede socioassistencial e toda a sociedade sobre os reais prejuízos da exploração do trabalho infantil. Precisamos tratar esse tema com a seriedade e responsabilidade que ele exige”, afirmou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

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O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

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Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

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Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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