Cuiabá

Cuiabá será cidade-piloto de projeto do TCE sobre transparência

Publicado

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Guilherme Maluf, esteve na manhã desta sexta-feira (13) no Palácio Alencastro, sede do Executivo municipal, para uma reunião com o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, e a secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena. O encontro tratou de temas da gestão, especialmente na área da saúde, e resultou em um compromisso: a capital deve ser a primeira cidade de Mato Grosso a integrar um projeto-piloto voltado à transparência e eficiência na administração pública. Participaram também o chefe de gabinete do prefeito, Willian Campos, o secretário especial de Assuntos Estratégicos, Murilo Bianchini, e o procurador-geral do município, Luiz Antônio Araújo Júnior.

A iniciativa, proposta por Maluf, prevê a criação de um painel digital com informações em tempo real sobre todos os contratos firmados pela Prefeitura, incluindo licitações, compras e serviços. O sistema também vai reunir dados de unidades básicas e de pronto atendimento, como gastos, filas de espera, estoques de medicamentos e indicadores de desempenho.

O prefeito Abilio considerou a proposta positiva e reafirmou o compromisso da gestão com a transparência: “Estamos conversando com o conselheiro para formalizar esse laboratório de monitoramento. A intenção é acertar, e esse suporte do TCE, assim como do Ministério Público, vai nos ajudar a seguir o melhor caminho.”

Leia mais:  Upa Verdão recebe visita e orientações do Ministério da Saúde

“Vamos firmar uma parceria para dar mais transparência às ações da gestão. O prefeito se colocou à disposição para que Cuiabá seja o município piloto. Isso vai permitir um acompanhamento em tempo real por parte do TCE e da sociedade”, afirmou Maluf, que também preside o Comitê de Saúde do Tribunal. Ele destacou ainda que, apesar do cenário difícil, a Prefeitura tem tomado medidas importantes e transparentes, como a reabertura de licitações para suprir a falta de medicamentos.

A secretária Lúcia Helena, por sua vez, tratou dos desafios herdados e avaliou a iniciativa como uma oportunidade de fortalecer a gestão: “Todos os índices de atendimento, vacinação e cirurgias têm melhorado, mesmo diante do endividamento. Com essa nova ferramenta de transparência, vamos alinhar ainda mais com o que acreditamos: fazer as coisas de forma correta e aberta à população”.

Além do projeto de transparência, foram discutidas no encontro a reposição de medicamentos, os avanços nas cirurgias e atendimentos, e o cenário fiscal herdado, que impacta diretamente na capacidade de resposta do município. Ao fim do encontro, o prefeito fez o tradicional tour pelo terraço do Palácio Alencastro, mostrando a vista central da capital mato-grossense.

Leia mais:  8ª Edição do Pedal Ecológico da Semob acontecerá neste domingo

#PraCegoVer

A imagem mostra o prefeito de Cuiabá sentado ao fundo de uma mesa oval com várias pessoas em uma sala de reuniões. Ao seu lado esquerdo está o conselheiro Guilherme e, ao seu lado oposto, a secretária municipal de Saúde, Lúcia Helena.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Comentários Facebook
publicidade

Cuiabá

Secretário esclarece aplicação de 26% na Educação e explica diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal

Publicado

O secretário de economia da Prefeitura de Cuiabá, Marcelo Bussiki, esclareceu que cumpriu e superou o percentual mínimo constitucional de investimentos em Educação no exercício de 2025, alcançando aplicação de 26,1% da receita vinculada ao setor, índice acima dos 25% exigidos pela Constituição Federal. Só em 2026, já foram pagos R$ 36,5 milhões de restos à pagar.

Os dados já haviam sido apresentados oficialmente à Comissão de Educação da Câmara Municipal pelo secretário de Economia, Marcelo Bussiki, e pelo contador-geral do Município, Éder Galiciani, durante reunião realizada neste ano, quando foram detalhados os números da execução orçamentária da Educação.

A manifestação ocorre após declarações do ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que voltou a questionar os resultados apresentados pela atual gestão e sugeriu a existência de irregularidades relacionadas aos investimentos da pasta.

A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte.

Leia mais:  Portaria autoriza primeiro atendimentos com dispensa de agendamento

A administração municipal destaca que essa situação é comum na gestão pública e não configura qualquer irregularidade. Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle.

A Prefeitura também esclarece a diferença entre restos a pagar e pedalada fiscal. Pedalada fiscal ocorre quando despesas ou obrigações financeiras deixam de ser registradas oficialmente na contabilidade pública, ocultando a real situação das contas do ente público. Já os restos a pagar são despesas reconhecidas, empenhadas e contabilizadas regularmente, permanecendo registradas até sua quitação.

Dessa forma, não houve qualquer ocultação de despesas na Educação. Os valores pendentes estavam devidamente lançados na contabilidade municipal, em conformidade com a legislação vigente.

A própria aplicação dos recursos da Educação foi defendida pelo então secretário Amauri Monge quando ainda comandava a pasta. Em prestação de contas realizada na Câmara Municipal, ele afirmou que o município havia investido 26,1% em Educação durante 2025, acima do percentual mínimo exigido pela Constituição Federal.

Leia mais:  Cuiabá reforça ações integradas com Estado no 1º Fórum de Prefeitos pela Educação

Na ocasião, Monge declarou que os valores empenhados estavam corretamente registrados e que os restos a pagar encontravam-se dentro da legalidade, afastando qualquer irregularidade na execução orçamentária da pasta.

Além do cumprimento do índice constitucional, a Prefeitura ressalta que despesas importantes para o funcionamento da rede municipal, como parte da alimentação escolar, são custeadas com recursos próprios e não integram o cálculo do percentual mínimo exigido pela Constituição.

A administração municipal reforça que todos os dados permanecem à disposição dos órgãos de controle, da Câmara Municipal e da sociedade, reafirmando o compromisso com a transparência, a responsabilidade fiscal e a correta aplicação dos recursos destinados à Educação.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana