Com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) realizou, entre quarta-feira (11.6) e sexta-feira (13.6), a Semana da Reserva da Biosfera do Pantanal, em um sítio no distrito do Coxipó do Ouro, em Cuiabá.
O objetivo do evento foi promover o diálogo entre órgãos públicos e comunidades tradicionais do Pantanal. Além disso, o encontro buscou identificar o potencial de desenvolvimento ecológico e socioeconômico com base na conservação e preservação, promover a sustentabilidade socioeconômica e cultural e discutir as iniciativas de prevenção dos incêndios no bioma.
Entre os participantes do encontro estavam representantes dos povos indígenas Guató, Chiquitano e Boê-Bororo, além de comunidades tradicionais e quilombolas. Participaram também do apoio ao evento a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).
O Pantanal, maior planície alagada do planeta, foi reconhecido como Reserva da Biosfera Mundial, uma área designada para aliar a conservação ambiental e o desenvolvimento humano sustentável, pela Unesco em 2000. O Conselho Nacional e os dois Comitês Estaduais (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) da Reserva da Biosfera do Pantanal são compostos por órgãos públicos, iniciativa privada e sociedade civil, incluindo as universidades e organizações não governamentais.
“A Reserva da Biosfera do Pantanal tem, dentro de suas funções, a conservação da sua biodiversidade. Por ter um modelo de diálogo apartidário e conciliador, o conselho e os comitês incentivam políticas de desenvolvimento local com oportunidades de fortalecer cadeias de valor, incluindo grupos como jovens, mulheres, povos tradicionais”, ressaltou a presidente do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera de Mato Grosso e superintendente de Mudanças Climáticas e Biodiversidade da Sema, Sanny Saggin.
O encontro é importante, ainda, por possibilitar uma nova proposta para a estruturação do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera do Pantanal, presidido pela professora da Unemat, Carolina Joana da Silva.
“Além de discutir a perspectiva de como cada grupo social vem trabalhando para minimizar os impactos dos incêndios, discutimos também a identificação de postos avançados no Pantanal, que são espaços onde se possa desenvolver as funções como conservação, desenvolvimento científico e socioeconômico. Foram identificados vários espaços no bioma, em seis regiões”, disse.
O evento Diálogos Intraculturais na Reserva da Biosfera do Pantanal trouxe uma reflexão para que povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas, residentes na Reserva da Biosfera, universidades, ONGs e os governos estadual e federal pudessem pensar como diferentes culturas podem ocupar esse espaço.
O cacique Carlos Henrique Alves de Arruda, da Aldeia Aterradinho, da Terra Indígena Baía dos Guató, considerou o evento como uma oportunidade de conhecer pessoas e ideias novas sobre proteção da natureza.
“Estamos diretamente envolvidos com a natureza, conhecemos a realidade do Pantanal, como os animais, as plantas. Há plantas medicinais que precisam ser estudadas, que são remédios tradicionais indígenas. O evento foi importante no intuito da proteção e do bem-estar do meio ambiente, protegendo o Pantanal, as nossas florestas, os nossos rios, que são muito importantes para nós como povos indígenas. Estamos saindo com um grande aprendizado, trazendo conhecimento, mas também levando para a nossa comunidade.”
A professora Maria Antônia Nascimento, representante da Comunidade de Porto de Fora, em Santo Antônio do Leverger, apontou que o evento lhe trouxe a oportunidade de levar conhecimentos de outras comunidades, como os povos tradicionais, os quilombolas e os originários da terra. “Aqui, a gente vem e adquire conhecimento, conhece projetos, fala de estudiosos, até mesmo para que possa aplicar dentro da comunidade. É um incentivo aprender como cuidar, como proteger, como prevenir muitos problemas que acontecem dentro destas comunidades”, disse.
Também participaram do evento o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Sesc Pantanal, representantes da Rede Brasileira da Reserva da Biosfera e Organizações Não Governamentais – Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico; Instituto Gaia; Instituto Terra Brasilis e Panthera.
O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, abriu as portas de forma excepcional na manhã deste sábado (13.6) para promover uma grande festa em homenagem aos doadores de sangue. Neste domingo (14.6), é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue.
“É com grande alegria que nós, enquanto instituição, agradecemos a cada um de vocês pela disponibilidade de estar aqui. Tudo isso que nós fazemos é para vocês. Vale ressaltar também que tudo o que está acontecendo aqui está ocorrendo também nas nossas unidades da Hemorrede. Então, o Estado todo está em festa”, discursou o diretor do MT Hemocentro, Fernando Henrique Modolo.
O diretor destacou que o MT Hemocentro é retaguarda em hemoterapia para todo o Estado, então, precisa abastecer os 142 municípios de Mato Grosso.
“Quero agradecer a todos os nossos parceiros, que estão ao longo do ano aqui conosco e que se fazem presentes aqui hoje. São vários e isso é muito bom para nós, porque precisamos também dos nossos parceiros, assim como dos nossos doadores. Hoje é dia de jogo da Copa, então agradeço a cada um de vocês que veio marcar um gol aqui salvando vidas”, afirmou.
A Igreja Universal do Reino de Deus está realizando neste mês a campanha Dia do Amor Maior para contribuir com a coleta de sangue em todo o Estado. Neste sábado, o pastor Edijard Ângelo, 32 anos, esteve presente na unidade com dezenas de fiéis para realizarem a doação.
“A gente acredita que não é somente o sangue físico, mas aquilo que o próprio Senhor Jesus fez, que foi derramar o sangue como vida para que todas as pessoas pudessem ter vida. Nós também cremos nisso. Então, por isso que a Igreja Universal como um todo, todos os grupos da igreja, a gente tomou essa iniciativa do Dia do Amor Maior, disponibilizar o sangue como vida, não somente físico, mas também espiritual, assim como Jesus fez”, explicou.
A dona de casa Sandra Regina Lopes, 50 anos, trouxe os filhos Allan, de 7 anos, e Rafael, de 12 anos, para participar da festa e ser o centro das atenções. Os meninos fazem parte da Igreja Congregação Cristã do Brasil e do projeto UFMT com a Corda Toda. Ambos tocaram violino em homenagem aos doadores.
Sandra testemunha, de perto, a importância da doação de sangue, pois Allan tem púrpura, condição caracterizada pelo extravasamento de sangue de pequenos vasos sanguíneos para debaixo da pele ou mucosas. Ele faz tratamento no MT Hemocentro há cerca de dois anos.
Maria de Lourdes Pereira da Silva, 61 anos, é doadora frequente do MT Hemocentro há três anos e destaca que doar sangue é muito bom por salvar vidas.
“Eu aproveitei a oportunidade para vir doar porque hoje é sábado, que é muito bom estar aberto. Muita gente trabalha e não tem possibilidade de vir na correria da semana”, afirmou.
Bruno Leandro dos Santos, 24 anos, contou que já doa sangue desde os 18 anos. “Eu sou uma pessoa que tem uma vida de exercício físico bem ativa. Também gosto de esporte, então nada melhor do que retribuir doando sangue para outras pessoas que precisam. A gente não sabe o dia de amanhã, de repente pode ser eu ou um familiar. Então, sempre é bom fazer com o outro da forma que queria que fizessem com a gente”, disse.
Os dois doadores destacaram que as pessoas deveriam comparecer ao MT Hemocentro para conhecer o atendimento da unidade e ter a experiência de doar pela primeira vez. “Às vezes, a pessoa fica imaginando tantas coisas, mas venham aqui um dia e doem sangue uma vez. Se, de fato, você realmente não se sentir bem ou não gostar, está tudo certo, mas pelo menos dê uma chance. Tente doar pelo menos uma vez”, acrescentou Bruno Santos.
A estudante Rafaela Rondon, 17 anos, que estava no MT Hemocentro doando pela quarta vez, recomenda que as pessoas procurem informações sobre como podem doar e que vão ao Hemocentro mais próximo. Ela, inclusive, já levou a mãe para doar sangue também. “Eu acho que é uma coisa importante que a gente tem que fazer para ajudar uma vida”, contou.
Atualmente, estão vigentes no MT Hemocentro as campanhas Dia do Amor Maior, da Igreja Universal, Torcidas – Copa da Solidariedade, Nexo Governamental, Escoteiros Sangue Bom, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Rota do Oeste, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Sicoob, Polícia Civil e Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp).
Saiba quem pode doar sangue
O voluntário que quiser doar sangue precisa apresentar um documento oficial com foto, pesar 50 kg ou mais, estar em bom estado de saúde e ter feito uma refeição equilibrada. Recomenda-se que o doador esteja bem alimentado para efetuar a doação.
Podem doar pessoas com idade entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias. Quem tem entre 60 e 69 anos só poderá doar sangue se já tiver doado antes dos 60 anos. Adolescentes de 16 e 17 anos devem levar uma autorização dos pais ou do responsável legal para fazer a doação.
Em um período de 12 meses, homens podem doar até quatro vezes; já as mulheres, até três vezes. São coletados cerca de 450 ml de sangue por doação, e recomenda-se evitar exercícios físicos e consumo de álcool após a coleta.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.