Mais de 25 mil pessoas passaram pela Arena Pantanal durante os três dias do Arraiá da Cidadania, evento gratuito promovido pelo Governo de Mato Grosso, idealizado pela primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, e executado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). A festa reuniu cultura popular, lazer e inclusão social, além da oferta de uma série de serviços essenciais para a população.
O Espaço da cidadania realizou mais de 1,9 mil atendimentos, onde os visitantes puderam contar com emissão de segunda via de certidões (nascimento, casamento e óbito), plastificação de documentos, orientações das vertentes do Programa SER Família, atendimentos do SER Família Mulher, orientações sobre o SER Família Capacita, atendimentos do Procon-MT, além de outros serviços voltados à garantia de direitos.
Foto: João Reis | Setasc-MT
A primeira-dama Virginia Mendes destacou a importância do evento como instrumento de inclusão e cuidado com a população.
“O Arraiá da Cidadania foi preparado com muito carinho para acolher as famílias mato-grossenses com alegria, cultura e serviços essenciais. Ver mais de 31 mil pessoas participando de forma tão ativa e feliz é a prova de que estamos no caminho certo. Cuidar das pessoas com dignidade é o que nos move”, afirmou.
A programação cultural incluiu apresentações de grupos tradicionais, como o Flor Ribeirinha e Os de Fora, de Tangará da Serra, além de shows regionais com Real Som, Matheuzinho Sucessinho e Tiago Roseno. A noite de abertura contou com a animação da dupla sertaneja Cleber e Cauan, que levou milhares de pessoas ao espaço de shows.
Para o secretário da Setasc, Klebson Gomes, o sucesso do Arraiá da Cidadania reforça o compromisso do Governo com o bem-estar social e o acesso a direitos fundamentais.
“Esse evento simboliza o cuidado do Governo com o povo mato-grossense. Através da liderança da primeira-dama Virginia Mendes, conseguimos reunir cultura, lazer e serviços que fazem diferença na vida das pessoas. Ver mais de 31 mil cidadãos participando e sendo atendidos é motivo de muito orgulho para todos nós”, destacou.
Foto: João Reis | Setasc-MT
A cuidadosa decoração e a acessibilidade do evento foram elogiadas pelo público. A aposentada Rozecrei Rosa curtiu o evento com amigos, destacando o carinho e a organização com que a festa foi montada.
“Foi uma festa muito linda, com uma boa decoração, apresentação cultural e a música, tudo muito bem feito. Estive no evento do Auto da Paixão de Cristo, e ambas as festividades tiveram muita acessibilidade e organização no geral. Meus cumprimentos e agradecimento à primeira-dama Virginia Mendes por essa festa que une a população”, afirmou.
A biomédica Bruna Regina Arruda também fez questão de elogiar a iniciativa, ressaltando a importância de eventos que aliem entretenimento e políticas públicas.
“Parabenizo a primeira-dama Virginia Mendes, por trazer cidadania e essa festa para a população e às famílias mato-grossenses. Achei uma ótima proposta do Governo do Estado, trazer um evento tão grande e com tantas ações de cidadania ao mesmo tempo. É louvável”, disse.
O Arraiá da Cidadania integrou o calendário de ações sociais do Governo do Estado, reforçando o papel da política pública como instrumento de transformação social e fortalecimento de vínculos com a comunidade.
Da análise de vestígios em locais de homicídio à investigação de crimes ambientais, o trabalho da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) é fundamental para esclarecer ocorrências e subsidiar decisões da Justiça. Na área ambiental, a instituição atua na produção de provas técnicas que permitem identificar, dimensionar e comprovar danos causados aos recursos naturais em Mato Grosso.
A atuação é realizada pela Gerência de Perícias em Meio Ambiente (GPMA), unidade especializada na identificação, análise e quantificação de impactos provocados por atividades ilícitas contra a natureza.
Para o diretor-geral adjunto da Politec, Renato Simões, a perícia ambiental é uma ferramenta essencial para garantir a responsabilização de infratores e a preservação do patrimônio natural mato-grossense.
“A perícia ambiental é uma ferramenta essencial para a defesa do patrimônio natural de Mato Grosso. Por meio da ciência e da produção de provas técnicas, a Politec contribui para a responsabilização de infratores e para a preservação dos recursos naturais que são fundamentais para a qualidade de vida da população”, afirma.
Segundo o perito criminal George Adriano de Lamônica Araújo, o trabalho começa a partir do acionamento das autoridades policiais e envolve uma série de procedimentos técnicos para comprovar a materialidade do crime.
“A atuação da perícia ambiental é fundamentada na materialidade do ilícito ambiental. Nosso papel é constatar o dano, quantificar sua extensão, qualificar o impacto e, sempre que possível, determinar a autoria ou o nexo causal. O trabalho une o exame de campo à análise e ao processamento de dados geoespaciais”, explica.
Entre os crimes ambientais mais registrados em Mato Grosso estão o desmatamento ilegal, os incêndios florestais e queimadas irregulares, intervenções em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais, casos de poluição ambiental e infrações relacionadas à pesca ilegal.
Para identificar e comprovar essas práticas, os peritos analisam diferentes tipos de vestígios. Em ocorrências de desmatamento, por exemplo, são avaliadas as características da vegetação afetada, os limites da área degradada e os indícios de utilização de maquinário pesado.
Nos incêndios florestais, o foco está na identificação do ponto inicial do fogo e na delimitação da área atingida. Já nos casos de poluição ambiental, são coletadas amostras de água e sedimentos para exames laboratoriais capazes de identificar contaminantes e mensurar os impactos causados ao ecossistema.
Tecnologia como aliada
O trabalho pericial ambiental conta com tecnologias que ampliam a precisão das análises e fortalecem a produção de provas técnicas.
Imagens de satélite, drones e softwares especializados permitem mapear áreas degradadas, reconstruir a dinâmica dos danos ambientais e fornecer informações detalhadas para investigações e processos judiciais.
“O trabalho começa ainda na fase de planejamento, com a análise de séries temporais de imagens de satélite para compreender quando o dano ocorreu e qual era o estado original da área. Em campo, validamos essas informações, realizamos imageamento aéreo e coletamos evidências físicas para posterior elaboração do laudo”, destaca George.
Entre as principais ferramentas utilizadas estão a vetorização de imagens de satélite, o mapeamento por drones e a fotogrametria computacional, técnica que possibilita a criação de ortomosaicos e imagens georreferenciadas de alta resolução.
Os laudos produzidos pela Politec são fundamentais para a responsabilização dos infratores e para a reparação dos danos ambientais.
“A perícia fornece a prova material do crime ambiental. Os laudos apresentam dados matemáticos, mapas de satélite e análises laboratoriais que subsidiam o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também realizamos a valoração dos danos ambientais, transformando os vestígios encontrados em elementos técnicos e jurídicos”, afirma o perito.
Além de demonstrar a existência do dano, a perícia delimita com precisão as coordenadas geográficas da área afetada, vinculando o ilícito à propriedade ou ao local de origem da infração e conferindo maior segurança jurídica aos processos.
Impactos para sociedade
Os crimes ambientais produzem consequências que vão além das áreas diretamente afetadas. O desmatamento compromete a biodiversidade, altera o regime de chuvas e impacta atividades econômicas importantes para o Estado.
As queimadas provocam problemas de saúde pública, especialmente entre crianças e idosos, devido à fumaça e à piora da qualidade do ar. Já a contaminação de rios e nascentes pode comprometer o abastecimento de água e afetar comunidades que dependem diretamente desses recursos.
E é nesse contexto que entra a perícia ambiental como papel estratégico ao produzir provas que auxiliam na responsabilização dos infratores e na reparação dos danos causados ao patrimônio natural.
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