Política Nacional

Deputada defende votação de propostas para proteger crianças e adolescentes na internet; ouça a entrevista

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A deputada Dandara (PT-MG) defendeu a votação de propostas que garantam a proteção de crianças e adolescentes nas redes e na internet. A declaração foi feita nesta segunda-feira (11), em entrevista à Rádio Câmara.

A parlamentar citou a repercussão das denúncias feitas pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, sobre influenciadores que lucrariam com a exploração de menores nas redes. O vídeo publicado no canal do influenciador alcançou milhões de visualizações e motivou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a anunciar a intenção de pautar projetos sobre a participação das crianças em redes sociais.

Segundo Dandara, o tema também deverá ser abordado na sessão solene marcada para esta segunda-feira, às 15 horas, no Plenário da Câmara, em homenagem ao Dia do Estudante (11 de agosto) e ao Dia Internacional da Juventude (12 de agosto).

Para a deputada, a regulamentação das redes e a responsabilização das plataformas são medidas urgentes. “Há, sim, algo direcionado no algoritmo. O algoritmo não é neutro. Ele sabe que esse tipo de conteúdo e de comportamento existe nas redes sociais. Nós precisamos avançar urgentemente na regulamentação das redes, na responsabilização das plataformas.”

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Da Rádio Câmara – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Chega ao Congresso projeto que torna crime a exploração de bets

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O Congresso Nacional recebeu o projeto de lei do Executivo que tipifica crimes relacionados às loterias de apostas de quota fixa, conhecidas como bets. A apresentação do projeto havia sido anunciada pelo governo federal na sexta-feira (25), mesmo dia em que a Presidência da República editou uma medida provisória para proibir as bets no Brasil (MP 1.394/2026).

O projeto de lei (PL 5.477/2026) torna crime tanto a exploração quanto a publicidade de bets, tipificando cinco condutas como criminosas. De acordo com o governo, a intenção é enfrentar os diferentes meios empregados pelas empresas para manter a atividade, inclusive no ambiente digital.

A proibição das bets prevista na MP já está valendo de forma provisória, mas o projeto que trata dos crimes ainda precisará ser votado pelo Congresso para virar lei e entrar em vigor. 

Os crimes previstos no texto são:

  • explorar ou operar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa;
  • divulgar apostas ou captar apostadores: de 2 a 4 anos de reclusão e multa;
  • usar dados pessoais para captar apostadores: de 2 a 4 anos e multa;
  • facilitar financeiramente a exploração: de 2 a 4 anos e multa;
  • fornecer aplicação de internet para apostas: de 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.
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O aumento de pena é previsto para várias situações, como no caso de jogos de azar on-line (a exemplo do jogo conhecido como Tigrinho); uso de dados de saúde que permitam inferir transtornos ligados a jogos, de histórico de apostas ou de informações de crianças e adolescentes; situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados; e ganho de percentual das apostas ou das perdas pelo divulgador.

Todos os crimes previstos no projeto são considerados como praticados contra o interesse da União, com investigação pela Polícia Federal e julgamento pela Justiça Federal. A proposta ainda determina que, para fixar as multas, será considerada a vantagem econômica obtida pelo agente das apostas.

O projeto deixa claro que as regras não se aplicam à Loteca, loteria esportiva da Caixa Econômica Federal dedicada a prognosticar resultados de partidas de futebol. Essa modalidade continua permitida. 

A tramitação do PL 5.477/2026 começa na Câmara dos Deputados. Depois o texto passará pela análise dos senadores.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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