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SNUC 25 anos: celebrações incluíram travessia na Chapada dos Veadeiros

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As ações promovidas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) para comemorar os 25 anos do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC) incluíram a Travessia de 29 quilômetros pelo Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros no Goiás. A expedição teve a presença de aproximadamente 40 pessoas, que percorreram a trilha Caminho dos Veadeiros, nos dias 30 e 31 de julho. Participaram analistas ambientais do MMA e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), voluntárias e voluntários da Associação Caminho dos Veadeiros, membros de organizações parceiras e representantes diplomáticos.

O grupo partiu da vila de São Jorge, em Alto Paraíso de Goiás (GO), subiu e desceu morros, andou por campos rupestres e paisagens do Cerrado e atravessou cursos d’água até chegar ao povoado quilombola da Capela, em Cavalcante (GO). A iniciativa mostrou como a política brasileira de trilhas de longo curso e conectividade atua no território promovendo, principalmente, a conservação da biodiversidade, educação ambiental e geração de renda.

A iniciativa mostrou como a política brasileira de trilhas de longo curso e conectividade atua no território para promover, principalmente, a conservação da biodiversidade, a educação ambiental e a geração de renda, destacou o diretor do Departamento de Áreas Protegidas da Secretaria Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBio) do MMA, Pedro Cunha e Menezes. “Tínhamos o objetivo de mostrar para nossos parceiros o que é, na prática, a política brasileira de trilhas. Botar todos esses agentes em contato na natureza para entenderem o tamanho dessa cadeia.”

Pedro Cunha e Menezes salientou que a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) é uma das principais políticas do MMA de estímulo à visitação e recreação em contato com a natureza, além de promover o valor da conectividade de paisagens como ferramenta de conservação. Nesse contexto, o diretor pontuou ainda que a pasta debate uma parceria com o Ministério do Turismo para aumentar o incentivo ao ecoturismo. O objetivo, explicou, é dar mais capilaridade à política e fazer com que a ferramenta de conservação seja cada vez mais utilizada em todo o Brasil. “Estamos conversando sobre essa governança para ampliar [a política], incluindo estados, municípios e organizações não governamentais.”

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Caminho dos Veadeiros fortalece o turismo sustentável

Em seus mais de 500 quilômetros, o Caminho dos Veadeiros conecta o Distrito Federal à Chapada dos Veadeiros. Integrante do Caminho dos Goyazes e da RedeTrilhas, a trilha oferece opções de caminhada (hiking e trekking) e cicloturismo. O percurso é gerenciado pela Associação Caminho dos Veadeiros, entidade composta por voluntárias e voluntários.

Os benefícios da trilha são visíveis para as pessoas que moram nas comunidades locais ao longo do caminho. Adriana Ferreira e André Vieira de Moura, da comunidade quilombola da Capela, decidiram há quatro anos montar uma cantina para receber trilheiras e trilheiros. Aos poucos, as pessoas foram chegando para se alimentar. Hoje, é um dos pontos de apoio importantes nas longas andanças que passam pela Capela. “Essa trilha já salvou a gente. Antes não tínhamos um posto de saúde aqui, agora já temos, por conta das visitas que a gente recebe”, declarou. Adriana afirmou que a relação com as pessoas que caminham é uma via de mão dupla. “A gente conhece gente nova, aprende com quem nos visita e ensinamos também”.

Trilhar o Caminho dos Veadeiros também é um mergulho na história e na cultura dos quilombolas. André contou que o trecho é antigo e que resgata mais de 100 anos de andanças pelo povoado e região. O trecho foi conhecido por muito tempo como ‘Caminho do Salviano’, um velho morador, que percorria uma antiga rota tropeira usada para chegar até a vila de São Jorge. “Nem ele, nem outras pessoas antigas estão mais aqui com a gente para contar essa história”, recordou André, emocionando-se ao falar da conexão da trilha com a memória dos avós.

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O GEF Áreas Privadas, iniciativa que tem como objetivo ampliar o manejo sustentável da paisagem em áreas privadas, apoia a implementação da trilha Caminho dos Veadeiros desde o início. Coordenado pelo MMA,  o projeto conta com a Funatura como organização coexecutora no Cerrado, na Área de Proteção Ambiental (APA) de Pouso Alto, e com a Associação Mico-Leão Dourado (AMLD)  como coexecutora na Mata Atlântica, na APA de São João. A iniciativa fortalece a conectividade de paisagens, contribuindo para a conservação da biodiversidade e a redução do desmatamento.

O coordenador de Ecoturismo e Gestão Territorial na Fundação Pró-Natureza (Funatura) para o projeto GEF Áreas Privadas, Julio Itacaramby, lembrou que a história do Caminho dos Veadeiros começou em 2012, com a travessia da cachoeira das Sete Quedas. “Foi a pedra fundamental da trilha de longo curso. A reabertura do trecho para a Capela, conectando-a à vila de São Jorge, foi uma retribuição do parque para a comunidade local, que ficou sem acesso ao parque por muitos anos”, disse.

Alinhada a estratégias nacionais, a ação reforçou o papel das trilhas como instrumentos de gestão territorial e integração entre áreas protegidas públicas e propriedades privadas. Uma das contribuições do projeto é apoiar a consolidação e o fortalecimento da Associação Caminho dos Veadeiros, que reúne atores da sociedade civil, voluntárias e voluntários na implementação da trilha.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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