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Dólar abre em queda com atenção a dados econômicos dos EUA e tensão comercial

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Dólar recua na abertura do dia

A moeda norte-americana começou o dia cotada a R$ 5,407, registrando queda de 0,18%. Na quinta-feira, havia encerrado em alta de 0,32%, a R$ 5,4175. No acumulado da semana, a divisa apresenta baixa de 0,33%; no mês, recuo de 3,27%; e no ano, queda de 12,33% (Fonte: Portal do Agronegócio).

Impacto das tarifas dos EUA sobre o câmbio

O mercado segue atento às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Declarações do ex-presidente Donald Trump, classificando o Brasil como “péssimo parceiro comercial”, e comentários do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro reforçam a incerteza sobre possíveis medidas punitivas adicionais.

Expectativa por indicadores econômicos dos EUA

Investidores monitoram dados que podem influenciar a política de juros do Federal Reserve (Fed), incluindo:

  • Vendas no varejo;
  • Preços de importações;
  • Produção industrial;
  • Estoques das empresas;
  • Índice de confiança do consumidor.

Esses números podem sinalizar se haverá espaço para cortes na taxa de juros ainda em setembro, afetando diretamente o movimento do dólar frente ao real.

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Reações do mercado internacional

Nos Estados Unidos, o núcleo do índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,9% em julho, acima da expectativa de 0,2%, e 3,7% na comparação anual, superando projeções de 2,9%. Os pedidos semanais de auxílio-desemprego recuaram para 224 mil.

Em Wall Street, os índices operaram próximos da estabilidade. Na Europa, as bolsas fecharam em alta — Frankfurt (+0,79%) e Paris (+0,84%) — enquanto os principais mercados asiáticos registraram queda, com destaque para Nikkei (-1,45%) e Shanghai SE (-0,46%).

Perspectivas para o dólar frente ao cenário brasileiro

O governo brasileiro lançou o programa “Brasil Soberano”, destinado a apoiar empresas impactadas pelas tarifas dos EUA. Economistas avaliam que a medida pode gerar pressão sobre o câmbio e influenciar a taxa Selic, reforçando a atenção dos investidores ao mercado de dólar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inteligência Artificial revoluciona manejo de plantas daninhas na Integração Lavoura-Pecuária

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A aplicação de inteligência artificial (IA) no campo avança como ferramenta estratégica para o manejo agrícola. Um estudo inédito desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) analisou o uso de algoritmos de aprendizado de máquina na dinâmica de plantas daninhas em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com resultados considerados altamente promissores.

A pesquisa amplia o conhecimento sobre o comportamento dessas espécies em ambientes produtivos integrados e pode subsidiar estratégias mais eficientes de controle preventivo, com potencial redução do uso de herbicidas.

IA aplicada ao campo melhora entendimento do ecossistema agrícola

O estudo utilizou ferramentas de IA preditiva para compreender como fatores climáticos, características do solo e tipos de cultivo influenciam a ocorrência de plantas daninhas.

A base de dados foi estruturada em três frentes principais:

  • registros quantitativos de espécies de plantas daninhas;
  • características do solo e sistemas de cultivo;
  • dados climáticos da região analisada.

O objetivo foi identificar correlações capazes de apoiar decisões mais precisas no manejo agrícola dentro de sistemas ILP.

Algoritmos alcançam até 99% de precisão na previsão

Foram testados diferentes modelos de aprendizado de máquina, incluindo Support Vector Machine, Decision Tree, Random Forest e K-Nearest Neighbors.

Os melhores desempenhos foram registrados pelos modelos Decision Tree e Random Forest, que alcançaram até 99% de precisão na previsão de áreas mais suscetíveis ao surgimento de plantas daninhas.

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Segundo a pesquisadora Ana Letícia Becker Gomes Luz, doutora em Matemática e Ciência de Dados, os resultados indicam alta confiabilidade do método. Já o pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, da Embrapa Milho e Sorgo, destacou que a abordagem é tecnicamente viável e eficaz para apoio à tomada de decisão.

Tecnologia pode reduzir uso de herbicidas e ampliar sustentabilidade

De acordo com os pesquisadores, a IA permite identificar com maior precisão os fatores que influenciam a dinâmica das plantas daninhas, contribuindo para escolhas mais assertivas no campo.

Na prática, a tecnologia pode auxiliar na definição de:

  • herbicidas mais adequados para cada área;
  • doses específicas de aplicação;
  • momento ideal de controle;
  • estratégias preventivas mais eficientes.

O estudo também reforça o potencial de redução do uso de defensivos agrícolas, alinhando-se às demandas da economia verde e da sustentabilidade no campo.

ILP apresenta menor incidência de plantas daninhas

Os pesquisadores observaram que sistemas de Integração Lavoura-Pecuária tendem a apresentar menor incidência de plantas daninhas em comparação a sistemas convencionais.

Esse resultado está associado principalmente à presença de forrageiras, como a braquiária, que atuam como cobertura vegetal e ajudam a suprimir o desenvolvimento dessas espécies.

Segundo o pesquisador Ramon Costa Alvarenga, da Embrapa Milho e Sorgo, o desafio atual é avançar do manejo reativo para o manejo preditivo, reduzindo a ocorrência antes mesmo da emergência das plantas invasoras.

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Estudo foi conduzido no Cerrado mineiro

A pesquisa foi realizada no bioma Cerrado, em Sete Lagoas (MG), na área experimental da Embrapa Milho e Sorgo. Os sistemas avaliados incluíram milho consorciado com braquiária, sorgo com braquiária, soja e pastagem de braquiária.

Os dados foram coletados em diferentes fases do ciclo produtivo, incluindo colheita, entressafra, pré-dessecação e períodos pós-emergência.

Pesquisa integra projetos nacionais de inovação em IA

O estudo faz parte de duas iniciativas de pesquisa:

  • o projeto “Soluções recomendativas e generativas baseadas em IA para aumento da eficiência, qualidade e resiliência produtiva” (SORaIA), liderado pela Embrapa;
  • o projeto “Plataforma para o monitoramento da dinâmica e recomendações de controle de populações de plantas daninhas”, vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As iniciativas reforçam o avanço da agricultura digital no Brasil e a integração entre pesquisa científica e tecnologias emergentes.

Perspectiva: agricultura mais precisa e sustentável

Para os pesquisadores, o uso de IA no manejo de plantas daninhas representa um avanço importante rumo à agricultura de precisão. A tendência é que, com o uso de modelos preditivos, o setor consiga reduzir custos, otimizar o uso de insumos e aumentar a eficiência produtiva de forma sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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