Saúde

Ministério da Saúde inaugura duas novas Unidades Básicas de Saúde Indígena no Ceará

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Nesta segunda-feira (18), o Ministério da Saúde inaugurou duas novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs) no Estado do Ceará. Os estabelecimentos de saúde atenderão 3.128 indígenas das aldeias Monguba, Horto e Olho d’Água, oferecendo atendimento contínuo, integral e reforçando a rede de atenção básica nos territórios.

A UBSI Pajé Barbosa atenderá indígenas da aldeia Monguba, em Pacatuba. Já a UBSI Mãe Joaquina Vieira vai beneficiar a aldeia Horto e Olho d’Água, em Maracanaú. O investimento total é de R$ 2,848 milhões.

“É com muita alegria que inauguramos essas unidades de saúde indígena ao povo Pitaguary. São entregas históricas que fortalecem a atenção primária e asseguram um atendimento digno, humanizado e respeitoso à cultura do povo da região, pontuou o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba.

UBIS Dona Joaquina

Com investimento de R$ 1,3 milhão, a UBSI Dona Joaquina Vieira, localizada em Maracanaú, atenderá 2.512 indígenas das aldeias Horto e Olho d’Água. O espaço conta com duas Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena, formada por dentista, auxiliar de saúde bucal, duas médicas, duas enfermeiras, quatro técnicos de enfermagem, seis agentes indígenas de saúde (AIS) e dois agentes indígenas de saneamento. O suporte operacional inclui um motorista para o carro de equipe e três para veículos de emergência.

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Antes da construção da nova estrutura, os atendimentos eram realizados em uma casa cedida pela associação indígena.

UBSI Pajé Barbosa

A UBSI Pajé Barbosa, em Pacatuba, recebeu investimento de R$ 1,5 milhão. A estrutura beneficiará 616 indígenas da aldeia Monguba. A Equipe Multidisciplinar é composta por uma enfermeira, um médico do Programa Mais Médicos, um dentista, um auxiliar de saúde bucal, três técnicos de enfermagem, dois agentes indígenas de saúde, um agente indígena de saneamento, além de um motorista para o carro de equipe e três motoristas para veículos de emergência.

Até então, o atendimento à população ocorria em um espaço cedido pela prefeitura.

Foto: Rafael Anacé/MS
Foto: Rafael Anacé

Outras ações na região

Em 2025, o DSEI Ceará já recebeu R$ 22 milhões e vem ampliando ações para fortalecer a rede de atenção primária à saúde indígena no estado. Além da entrega das UBSIs, houve aumento no número de profissionais, com um salto de 306, em 2022, para 363 em 2025.  

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A modernização de equipamentos e a expansão da oferta de serviços tem garantido ainda mais acesso, qualidade e resolutividade nos 89 mil atendimentos contabilizados até o momento.

Leidiane Souza e Julianna Valença
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

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“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

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Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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