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Dólar avança na semana, enquanto Ibovespa acumula perdas

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Desempenho do câmbio

O dólar registrou alta de 1,38% na semana, revertendo parte das quedas recentes. No entanto, a moeda norte-americana ainda acumula retração de 2,28% em agosto e recuo expressivo de 11,44% no acumulado de 2025.

Ibovespa perde força

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou a semana com baixa de 1,23%. Apesar disso, o indicador ainda mostra desempenho positivo de 1,20% no mês e valorização de 11,96% no ano, sustentado principalmente pelo fluxo de capital estrangeiro e setores ligados a commodities.

Ata do Fed gera cautela nos mercados

A divulgação da ata do Federal Reserve trouxe atenção extra aos investidores. O documento revelou que dois diretores defenderam corte imediato de juros em julho, mas a maioria votou pela manutenção da taxa entre 4,25% e 4,50%.

O debate ocorre em meio a sinais de desaceleração no mercado de trabalho dos EUA, enquanto cresce a preocupação de que o regime tarifário proposto por Donald Trump possa reacender a inflação.

Bolsas globais recuam após acordo EUA–Europa

As bolsas europeias operaram em queda nesta quinta-feira (21), após a confirmação do acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, que impõe tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos europeus exportados aos EUA.

  • Stoxx 600: -0,38%
  • DAX (Alemanha): -0,30%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,28%
  • CAC 40 (França): -0,61%
  • FTSE MIB (Itália): -0,05%
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Desempenho asiático

Na Ásia, os mercados fecharam de forma mista. A China registrou ganhos após expectativas de flexibilização sobre ativos digitais, enquanto o Japão recuou.

  • Xangai: +0,13%
  • CSI300: +0,39%
  • Tóquio: -0,65%
  • Hong Kong: -0,24%
  • Seul, Taiwan, Cingapura e Sydney: em alta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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