Agro News

No Salão do Turismo, ministro em exercício destaca papel das unidades de conservação para o desenvolvimento sustentável

Publicado

O ministro substituto do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, participou nesta quinta-feira (21/8) da cerimônia de abertura da 9ª Edição do Salão do Turismo, em São Paulo (SP), junto ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e aos ministros do Turismo, Celso Sabino, da Fazenda, Fernando Haddad, e de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, além de outras autoridades federais e estaduais. No evento, Capobianco destacou o papel das Unidades de Conservação (UCs) para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

“Não estamos falando do potencial, mas da realidade de um turismo sustentável que vem crescendo ano a ano, gerando economia, emprego e renda de forma absolutamente harmoniosa com o meio ambiente”, ressaltou. 

De acordo com ele, brasileiros e estrangeiros circulam de “forma expressiva” pelas UCs de todas as categorias ao redor do país, estimulando o “benefício local, apoiando as iniciativas comunitárias e ampliando o conhecimento e contato com a nossa culinária e cultura.” 

Esse quadro positivo reflete, segundo o ministro, um conjunto de iniciativas do governo federal, como a retomada da política de criação de áreas protegidas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desde 2023 e a ampliação das parcerias com o setor privado, a partir da concessão de parques nacionais e da instituição de Reservas Privadas do Patrimônio Natural (RPPNs), por exemplo. 

Leia mais:  Brasil apresenta avanços em transparência e sustentabilidade do café em evento sobre o EUDR na Colômbia

A recém-sancionada Lei nº 15.180/2025, que instaurou a Política Nacional de Incentivo à Visitação a Unidades de Conservação, fortalecerá ainda mais o turismo sustentável, afirmou Capobianco. “Essa é uma demonstração clara da articulação possível com o Congresso Nacional”, pontuou. 

Alckmin enfatizou que “o turismo promove saúde, aproxima as pessoas do contato com a natureza nesse país fascinante que é o Brasil”, disse. “Turismo é o grande empregador, baseado em menor capital, pequenas empresas, médias empresas, grandes empresas, distribuição de renda. A melhor maneira de estimular o turismo é melhorar a renda do povo, as pessoas terem emprego, ter um dinheirinho para poder viajar, conhecer e promover o turismo.”

Para Celso Sabino, os frutos do crescimento da atividade turística no país serão destacados durante o Salão. “O sucesso que nós vamos ver nesse salão e os números estão vinculados ao sucesso do turismo, ao crescimento industrial, comercial e de serviços, e à melhora na taxa de desemprego, que é a melhor taxa de desemprego da história com menos de 6% de desemprego”

Fernando Haddad reforçou a importância do turismo para a economia e o país como um todo. “O turismo não é apenas uma atividade econômica. Ele enriquece culturalmente, integra o país, promove o conhecimento de nossa história, natureza e cultura. É uma atividade que gera emprego com sustentabilidade e não pode ser mecanizada, pois sua essência é a interação humana. É um privilégio trabalhar com uma equipe que entende a importância estratégica do turismo para o nosso desenvolvimento”, declarou.

Leia mais:  Ministério da Pesca e Aquicultura abre consulta pública para criação da Rede ProAqui

Lançamento do Programa “Natureza com as Pessoas”

 O dia de abertura da 9ª Edição do Salão do Turismo teve ainda o lançamento do Programa “Natureza com as Pessoas”, voltado ao fomento da visitação nas UCs federais como estratégia de engajamento da sociedade na preservação do patrimônio natural e cultural do Brasil. A iniciativa foi criada pelo ICMBio em parceria com órgãos como a Embratur.

Além de incentivar a conexão das pessoas com a natureza, o programa buscará gerar benefícios sociais, culturais e econômicos em nível local, regional e nacional, fortalecendo a conservação da biodiversidade e o turismo sustentável.

Acesse aqui o material completo sobre programa. 

Salão do Turismo 

O Salão Nacional do Turismo acontece entre 21 e 23 de agosto, no Anhembi, em São Paulo (SP). O evento é uma estratégia do governo federal para mobilização, promoção e comercialização de roteiros, experiências e produtos turísticos, desenvolvidos e estruturados, segundo as diretrizes e os princípios do Programa de Regionalização do Turismo e da Política Nacional de Turismo. 

(Com informações da Secom/PR)

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o 
Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

Publicado

A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

Leia mais:  Catalytic Generators acelera expansão global e aposta em tecnologia digital para amadurecimento inteligente em 2026
Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

Leia mais:  Ministério da Pesca e Aquicultura abre consulta pública para criação da Rede ProAqui

A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana