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Oferta de mandioca reduz, mas preços permanecem estáveis, aponta Cepea

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A oferta de mandioca no mercado brasileiro continua em retração, embora a média de preços semanais tenha se mantido praticamente estável, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada/Esalq-USP).

Produtores diminuem ritmo de entregas

De acordo com o Cepea, parte dos produtores, especialmente aqueles que dispõem apenas de mandioca de 1º ciclo, está diminuindo ainda mais o volume entregue. A decisão reflete insatisfação com os atuais patamares de preço, que estão, em média, 16,2% abaixo do mesmo período do ano passado.

Demanda industrial sustenta mercado

Enquanto a oferta recua, a demanda por mandioca mostra sinais de aumento, especialmente na indústria de farinha. Empresas com dificuldades em manter o abastecimento chegaram a elevar os valores pagos pela raiz, enquanto regiões com maior disponibilidade continuam pressionando os preços para baixo.

Média semanal de preços permanece estável

A tonelada de mandioca posta em fecularia fechou a média semanal em R$ 451,81 (equivalente a R$ 0,7858 por grama de amido), praticamente estável em relação à semana anterior. Nos últimos 30 dias, a desvalorização acumulada foi de 1,85%, segundo o Cepea.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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