Educação

MEC debate planos decenais de educação em MG

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), realizou, de 19 a 22 de agosto, em Belo Horizonte/MG, o último Encontro Estadual de Cooperação Técnica – Planos Decenais de Educação, após os 27 encontros – dois deles em São Paulo – realizados nas demais unidades da Federação. O objetivo do ciclo, encerrado nesta sexta, 22, foi disseminar a proposta do novo Plano Nacional de Educação (PNE) e realizar oficinas para promover a formação e a vivência dos participantes em relação à metodologia de elaboração dos planos e às ferramentas e painéis de consulta de dados educacionais, com participação de técnicos e dirigentes das secretarias estaduais e municipais de educação; conselheiros de educação; e representantes dos fóruns de educação.  

A elaboração de planos decenais de educação representa um momento decisivo para fortalecer o compromisso público por uma educação de qualidade, inclusiva e equitativa. O secretário da Sase, Gregório Grisa, destaca que “os encontros estaduais favoreceram uma perspectiva sistêmica de planejamento educacional na medida em que permitiram apontar, de maneira participativa, os objetivos, metas e estratégias” (a serem definidos nos planos em construção), de modo a considerar “a intersetorialidade do campo educacional com outras áreas do desenvolvimento”, completou.   

Nesse sentido, além da importância da cooperação federativa, os encontros estaduais contribuíram para pensar como os sistemas de ensino e as políticas educacionais afetam e são afetadas, por exemplo, pelas condições de saúde da população, pelo acesso ao saneamento básico, pelos níveis de pobreza das crianças e dos jovens em idade escolar, pelas desigualdades raciais, de gênero, sociais e territoriais, pela situação de cuidados na primeira infância, pelas condições de moradia e pelas situações de violência experimentadas em diferentes espaços, pelas condições de acesso às tecnologias da informação e à cultura, entre outros fatores de diferentes áreas sociais.   

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Para a diretora de Articulação com os Sistemas de Ensino (DASE), da Sase, Maria Selma de Moraes Rocha, trata-se de um processo de planejamento público em que “é fundamental realizar uma boa análise diagnóstica para que os novos planos tenham consistência e robustez, de modo que os objetivos, metas e estratégias a serem definidos possam contribuir efetivamente para o alcance do direito à educação”.   

Os encontros estaduais de Cooperação Técnica tomaram como referência o processo de elaboração da proposta do novo PNE – Projeto de Lei nº 2.614, de 2024. Nesse processo destacou-se a representatividade social na identificação e na seleção dos problemas relacionados no documento “Diagnóstico da Educação Nacional”, tendo em vista a construção de acordos em torno de objetivos compartilhados pela sociedade e o Estado. Assim, é fundamental considerar a participação e o engajamento dos diferentes agentes e segmentos da educação, como as organizações da sociedade civil (entre as quais representações de trabalhadores), os movimentos sociais, os diferentes níveis de governo, as instituições não governamentais que atuam na educação etc.  

Como coordenador da política nacional da educação, cabe ao MEC apoiar esse processo e fortalecer a cooperação entre os entes federados. Segundo Ana Luiza Taufick, coordenadora-geral de articulação da DASE, os encontros “foram essenciais para a retomada do trabalho em conjunto entre União, estados e municípios em prol da construção da política nacional de educação, consolidando a visão que temos de que a responsabilidade pela oferta de educação com qualidade e equidade é de todos nós”. Ela avalia que os encontros, além de terem possibilitado a troca de experiências e um aprendizado significativo dos desafios que precisamos enfrentar, “mostraram que podemos contar com uma rede de colaboração que se apoia e se fortalece pela integração entre diferentes entidades em favor da educação”. 

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Novo PNE – Em 2024, o governo federal, por meio do MEC, enviou para o Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 2.614, de 2024, que propõe o PNE para o próximo decênio. O processo de elaboração da proposta aconteceu com ampla participação social, contando com contribuições apresentadas pela Conferência Nacional de Educação (Conae), coordenada pelo Fórum Nacional de Educação, em janeiro de 2024. Além disso, foram consideradas contribuições de entidades representativas de secretarias estaduais e municipais, conselhos estaduais e municipais de educação, comissões de educação da Câmara e do Senado, secretarias e autarquias do MEC e do Conselho Nacional de Educação, que participaram do grupo de trabalho criado pela Portaria MEC nº 1.112, de 13 de junho de 2023. 

Contexto – Em 2024, a Sase já havia realizado o Encontro Nacional de Estratégia para Cooperação Técnica – Planos Decenais de Educação, além de cinco encontros regionais de cooperação técnica para apresentar a proposta do novo PNE. O intuito foi planejar o processo de elaboração dos planos estaduais e distrital de educação para o próximo decênio e discutir uma proposta da rede de apoio técnico para elaboração dos novos planos de educação. Cumprida essa etapa, a secretaria deu início ao processo de apoio aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal para elaboração ou adequação de seus planos de educação. Os encontros de cooperação técnica enfatizam a importância do planejamento e da proposta metodológica do novo PNE, apresentam o guia e os passos metodológicos que devem ser realizados, bem como as ferramentas de consulta a dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), contextualizadas para cada unidade da Federação. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Fies amplia oportunidade para bolsistas parciais do Prouni

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Os estudantes pré-selecionados para bolsas parciais de 50% do Programa Universidade para Todos (Prouni), bem como aqueles que já são beneficiários desta modalidade, podem complementar o pagamento das mensalidades por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para isso, devem concorrer a vagas do mesmo curso e turno em que possuem a bolsa, possibilitando o financiamento da parcela não coberta pelo benefício. Os interessados em acumular os dois programas podem se inscrever no processo seletivo do Fies até as 23h59 (horário de Brasília) de sexta-feira (17), pelo Portal Acesso Único ao Ensino Superior

O processo seletivo do Fies para o segundo semestre oferta 75,5 mil vagas disponibilizadas em 1.274 instituições. Ao todo, 28.741 cursos e turnos possuem vagas disponíveis para o financiamento do governo federal. 

Para conseguir utilizar os benefícios desses dois programas do Ministério da Educação (MEC) é preciso garantir a aprovação no Prouni com bolsa parcial e se inscrever no Fies para o mesmo curso, universidade, campus e turno no qual estuda ou estudará com a bolsa do Prouni.  

Prouni – Os candidatos que não foram pré-selecionados na primeira chamada do Prouni para o segundo semestre de 2026 ainda têm a oportunidade de concorrer tanto a uma bolsa do programa quanto a uma vaga no ensino superior por meio do Fies. Embora o resultado da primeira chamada do Prouni tenha sido divulgado na quarta-feira (15), os participantes que não foram contemplados nesta etapa ainda podem ser selecionados na segunda chamada ou por meio da lista de espera. Paralelamente, também podem disputar uma vaga de financiamento estudantil ao se inscrever no processo seletivo do Fies até sexta-feira (17).  

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A segunda chamada do Prouni será divulgada no dia 5 de agosto, com o período para comprovação de informações da inscrição de 5 a 14 de agosto, direto na instituição de ensino para a qual o candidato tenha sido pré-selecionado. Outra oportunidade de conquistar a bolsa do Prouni é a lista de espera, para a qual o período para manifestar interesse em participar é de 26 a 27 de agosto. A divulgação da lista será no dia 1° de setembro, e a comprovação das informações de inscrição dos pré-selecionados deve ser feita entre 1° e 14 de setembro.  

Fies Social – O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). Pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre os valores das mensalidades.  

Os estudantes pré-selecionados com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados da comprovação da renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), mas devem comparecer à comissão para validação das demais informações. Caso a CPSA identifique, entre as informações prestadas, discrepância referente à renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação.   

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Os pré-selecionados para as vagas destinadas às pessoas com deficiência, tanto no Fies Social como no Fies, deverão comprovar sua condição por meio de laudo médico, atestando a espécie e o grau da deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).  

Confira o cronograma completo do Fies para o segundo semestre de 2026:  

Inscrições: 14 a 17 de julho  
Resultado: 30 de julho  
Complementação das inscrições: 31 de julho a 4 de agosto  
Lista de Espera: 7 a 24 de setembro  

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderirem ao programa e possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)     

Fonte: Ministério da Educação

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