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Safra 2024/2025: Rondônia supera expectativas com boa produtividade de milho e soja

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A safra 2024/2025 em Rondônia tem mostrado resultados positivos, com destaque para o milho da segunda safra, cuja colheita avança com qualidade e produtividade acima das projeções iniciais. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o clima seco predominante no estado contribuiu para a maturação uniforme dos grãos, favorecendo o bom desempenho das lavouras.

“O clima seco e os solos no ponto ideal de umidade ajudam a colheita a apresentar grãos bem formados e alto rendimento”, afirma Hudslon Huben, gerente sênior de efetividade e go to market da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL.

Vazio sanitário da soja protege a próxima safra

Enquanto a colheita de milho avança, Rondônia já se prepara para o próximo ciclo de soja. Entre 10 de junho e 10 de setembro de 2025, está em vigor o vazio sanitário da soja, período no qual não é permitido plantar ou manter plantas vivas, incluindo os chamados “guaxas” ou “tigueras”. Essa medida é fundamental para evitar pragas e doenças, garantindo a saúde da nova safra.

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Condições climáticas impulsionam produtividade

O 9º levantamento da safra de grãos da Conab aponta que o clima seco e as temperaturas elevadas em julho favoreceram a maturação do milho e da soja, mantendo a produtividade em níveis positivos.

“A soja colhida (2024-2025) apresentou bom rendimento, mantendo a tendência positiva observada desde o início do ciclo”, explica Manoel Álvares, gerente de inteligência da ORÍGEO.

Rondônia se destaca na produção nacional de grãos

O desempenho da agricultura no estado contribui para um crescimento de quase 30% na produção de grãos, superando a média nacional. Esse resultado evidencia a força da região como polo agrícola e reforça o papel estratégico dos produtores rurais no desenvolvimento do setor.

“Rondônia está se consolidando como uma potência no campo, ganhando cada vez mais importância para a agricultura do Brasil”, destaca Hudslon Huben.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado do boi gordo sinaliza estabilidade com escalas de abate mais confortáveis

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O mercado físico do boi gordo apresentou sinais de acomodação ao longo da semana, refletindo mudanças sutis na demanda e maior conforto nas escalas de abate por parte dos frigoríficos.

De acordo com análise da Safras & Mercado, as indústrias passaram a operar com menor urgência na aquisição de animais, enquanto algumas unidades optaram por se ausentar temporariamente das compras, avaliando estratégias para o curtíssimo prazo.

Escalas de abate mais longas reduzem pressão de compra

Segundo o analista Fernando Iglesias, o alongamento das escalas de abate tem contribuído para um ambiente mais equilibrado entre oferta e demanda.

Além disso, a evolução da cota chinesa segue como fator determinante para o comportamento do mercado ao longo de 2026. A possível saturação dessa demanda pode pressionar os preços, especialmente a partir de maio e ao longo do terceiro trimestre.

China amplia rigor sanitário nas importações

No campo regulatório, a China tem reforçado as exigências sanitárias para importação de carne bovina brasileira. Recentemente, houve a suspensão das compras de um frigorífico nacional após a identificação de traços de acetato de medroxiprogesterona, substância veterinária proibida no país asiático.

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O movimento reforça a necessidade de atenção aos padrões internacionais, especialmente em um mercado que exerce forte influência sobre as exportações brasileiras.

Preços do boi gordo por praça pecuária

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram leve variação entre as principais praças produtoras até 16 de abril:

  • São Paulo (Capital): R$ 370,00/@ – estável
  • Goiás (Goiânia): R$ 360,00/@ – alta de 1,41%
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 355,00/@ – alta de 1,43%
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00/@ – estável
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 365,00/@ – alta de 1,39%
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ – alta de 1,52%
Atacado registra leve alta nos preços da carne

No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentaram leve valorização, impulsionados pela boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês.

O quarto do dianteiro foi negociado a R$ 23,00 por quilo, alta de 2,22% em relação à semana anterior. Já os cortes do traseiro foram cotados a R$ 28,00 por quilo, avanço de 1,82%.

Apesar disso, o potencial de alta é limitado pela menor competitividade da carne bovina frente a proteínas mais acessíveis, como a carne de frango. O cenário de renda mais restrita das famílias também influencia o padrão de consumo.

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Exportações de carne bovina seguem em alta

As exportações brasileiras de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada seguem aquecidas em abril.

Até o momento (considerando sete dias úteis), o país registrou:

  • Receita total de US$ 591,244 milhões
  • Média diária de US$ 84,463 milhões
  • Volume exportado de 97,264 mil toneladas
  • Média diária de 13,895 mil toneladas
  • Preço médio de US$ 6.078,70 por tonelada

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento expressivo nos indicadores:

  • Alta de 39% no valor médio diário exportado
  • Aumento de 15,1% no volume médio diário
  • Valorização de 20,8% no preço médio
Perspectivas para o mercado do boi

O mercado do boi gordo deve seguir atento à dinâmica das exportações, especialmente à demanda chinesa, além do comportamento do consumo interno.

A combinação entre escalas de abate mais confortáveis, demanda externa e competitividade das proteínas será determinante para a formação dos preços no curto e médio prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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