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Mercado global de trigo enfrenta pressão com oferta da Rússia e resistência na América do Sul

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O mercado internacional de trigo segue pressionado por uma combinação de fatores que afetam os preços tanto no Brasil quanto no exterior. Enquanto a colheita robusta da Rússia amplia a oferta e reduz as cotações internacionais, países da América do Sul, como Argentina e Brasil, mostram resistência em aceitar valores mais baixos, sustentando parte da firmeza no mercado regional.

Oferta da Rússia derruba preços de exportação

Na última semana, os preços de exportação do trigo russo registraram queda, reflexo de um pico sazonal de oferta e da demanda mais lenta por parte dos importadores.

De acordo com a consultoria IKAR, o preço do trigo com 12,5% de proteína para entrega FOB em setembro fechou em US$ 235 por tonelada, recuo de US$ 3,50 em relação à semana anterior. A Sovecon estimou valores entre US$ 236 e US$ 239 por tonelada, também com queda de cerca de US$ 3.

As projeções de exportação foram revisadas para cima: a IKAR elevou a expectativa para 3,5 a 3,8 milhões de toneladas em agosto (ante 3,2 a 3,5 milhões previstas anteriormente), enquanto a Sovecon estima embarques de até 4 milhões de toneladas.

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A Rússia já colheu mais de 85 milhões de toneladas de grãos, incluindo 64 milhões de toneladas de trigo. A meta oficial para 2025 é alcançar 135 milhões de toneladas de grãos.

Pressões externas e internas no Brasil

No Brasil, o mercado de trigo é influenciado por fatores distintos. De um lado, a desvalorização do dólar nos Estados Unidos e a menor oferta ucraniana contribuem para a pressão de alta nos preços. Por outro, o avanço das colheitas no Hemisfério Norte, a disponibilidade uruguaia e a expectativa de maior produção argentina limitam essa valorização.

Segundo a TF Agroeconômica, no cenário sul-americano, o mercado argentino resiste a negociar abaixo de US$ 193 por tonelada. No Brasil, estados produtores como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina apresentam menor fluxo de vendas, o que ajuda a manter certa firmeza nos valores.

Quedas regionais e abastecimento dos moinhos

Apesar da resistência dos vendedores, os preços vêm recuando no mercado interno. Dados do Cepea mostram queda de 1,2% no Rio Grande do Sul e de 3,88% no Paraná, resultado da proximidade da colheita e da retração dos moinhos.

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Analistas apontam que, no curto prazo, os moinhos estão relativamente bem abastecidos até outubro, o que tende a manter os preços estáveis, mesmo diante da pressão de alta momentânea vinda do cenário internacional.

Europa e Ucrânia também influenciam o cenário

Na Europa, o trigo apresentou perdas na Euronext, movimento que pode tornar o produto europeu mais competitivo no mercado internacional. Já na Ucrânia, a colheita avançou sobre 98% da área plantada, totalizando 21,01 milhões de toneladas, volume ligeiramente abaixo da previsão do USDA, de 22 milhões de toneladas.

Perspectivas para o mercado global de trigo

O cenário atual do trigo reflete um equilíbrio delicado entre oferta e demanda. A maior disponibilidade russa e a entrada das colheitas no Hemisfério Norte pressionam as cotações para baixo, enquanto a resistência de produtores argentinos e brasileiros, somada à menor oferta ucraniana, ajuda a limitar as quedas.

No médio prazo, o comportamento da demanda internacional e a evolução das colheitas no Brasil e na Argentina serão determinantes para definir os rumos dos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Na Agrishow, Governo do Brasil lança crédito para máquinas agrícolas e reforça apoio ao setor produtivo

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou, neste domingo (25), ao lado do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, da abertura oficial da 31ª edição da principal feira de tecnologia agrícola do país, a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).

O vice-presidente ressaltou a importância da Agrishow para o desenvolvimento do setor e anunciou medidas voltadas ao financiamento e à modernização do agro. “Hoje, uma das maiores Agrishows do mundo é aqui, em Ribeirão Preto. Como cresceu”, afirmou Geraldo Alckmin.

Na oportunidade, o ministro André de Paula destacou que a feira é um espaço que simboliza o que o Brasil tem de melhor: a capacidade de produzir, inovar, gerar renda e alimentar o país e o mundo.

“Ribeirão Preto é reconhecida como a capital brasileira do agronegócio, consolidando-se como um dos principais polos agroindustriais do país. A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria, sendo referência nacional. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento. Trata-se de uma das regiões com maior concentração de produção de açúcar e etanol do mundo, estratégica para a transição energética”, evidenciou o ministro.

Na abertura, também ocorreu o lançamento da nova modalidade do MOVE Brasil, voltada para máquinas e implementos agrícolas, com a disponibilização de R$ 10 bilhões em crédito. “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.

A iniciativa dá continuidade ao sucesso da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos foram integralmente utilizados em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento. Nesta nova fase, denominada Move Agricultura, os financiamentos contarão com taxas de juros em patamar de um dígito e serão operacionalizados por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.

Além disso, o vice-presidente também destacou outras medidas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo, como a disponibilização de R$ 15 bilhões por meio do programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos impactados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital. Segundo ele, o conjunto de ações amplia o acesso ao crédito e contribui para a modernização da produção, o aumento da competitividade e o estímulo à indústria de máquinas e equipamentos no país.

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APOIO AOS PRODUTORES RURAIS

O deputado federal e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim, reforçou a importância do alinhamento entre o setor produtivo e o governo federal. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse. Ainda, evidenciou o papel do diálogo contínuo entre o Mapa e a FPA na construção de soluções para o fortalecimento do agro brasileiro.

Sobre o tema, o ministro André de Paula salientou o compromisso de ampliar ainda mais a pujança do setor, por meio da redução de taxas, da aprovação dos projetos de lei do Seguro Rural e da renegociação de dívidas rurais no país, que tramitam no Congresso Nacional.

“Primeiro, buscamos um novo recorde no nosso Plano Safra, mas com a consciência de que, mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos, é conseguir trabalhar com uma taxa compatível, que viabilize o acesso dos nossos produtores a esses recursos. Quero, com o apoio de todos, aprovar o projeto de lei do seguro rural, porque esse é um instrumento essencial para dar segurança ao produtor. Também estamos envolvidos nos esforços para aprovar uma nova proposta de renegociação de títulos rurais no país, garantindo fôlego e previsibilidade para o setor”, afirmou o ministro.

É compromisso do Governo Federal buscar soluções definitivas para os produtores rurais, conforme complementou Geraldo Alckmin. “Para quem está inadimplente e também para quem está adimplente, em ambos os casos haverá empenho na renegociação das dívidas. De outro lado, destaco a questão do seguro rural. É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há, sim, necessidade de integração e apoio, dentro do rigor fiscal que o governo precisa ter, para melhorarmos o seguro rural”, acrescentou.

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O ministro André de Paula reforçou a importância da parceria institucional e da abertura ao diálogo com o setor produtivo. “Sei que o sucesso que possamos alcançar depende muito da parceria e da capacidade de estabelecer diálogo com as associações, entidades e parlamentares”, disse.

Ele também destacou a relevância estratégica do agro para o país. “Sobre a minha responsabilidade recaiu liderar um setor que é orgulho do Brasil, responsável por 25% do nosso PIB e por 49% da pauta de exportações do país”, concluiu.

AGRISHOW

Uma das principais feiras do agronegócio da América Latina, a Agrishow ocorre anualmente em Ribeirão Preto (SP) e reúne produtores rurais, empresas de máquinas e equipamentos, fornecedores de insumos, startups e instituições do setor para apresentar novidades, fechar negócios e discutir tendências do agro. É vista como uma grande vitrine de inovação para o campo, onde são lançados tratores, colheitadeiras, sistemas de irrigação, soluções de agricultura de precisão, armazenagem, conectividade e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência.

O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, destacou que a feira representa mais do que inovação tecnológica, sendo também um símbolo da força e da resiliência do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, disse.

Além disso, reforçou que a edição de 2026 da feira demonstra a confiança do produtor no futuro e a capacidade do setor de aliar tecnologia, sustentabilidade e produtividade.

Em 2025, a feira recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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