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Buntech Agro expande atuação na América do Sul com aquisição de quatro empresas de tecnologia de sementes

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A Buntech Agro, braço do Grupo BUN, anunciou a aquisição de 100% das operações do Grupo CSI, formado pelas empresas Brasil Sementes (Brazil Seed Tech), Coating Supply do Brazil, Austral Seed Tech (Chile) e Techno Seeds (Argentina). A operação marca a entrada estratégica do Grupo BUN no segmento de tecnologia de sementes, reforçando sua presença no agronegócio sul-americano.

Expertise do Grupo CSI em soluções para sementes

Fundado em 2000 por Josep Trias, o Grupo CSI é referência em análise, tratamento, priming e coating de sementes de hortaliças como alface, chicória, cebola, tomate e pimentão, além de tabaco e flores. Com unidades produtivas no Brasil, Chile e Argentina, a empresa atende produtores em diversos países da América do Sul.

Josep Trias seguirá à frente das atividades de pesquisa e desenvolvimento, com foco na ampliação do portfólio tecnológico para novas culturas, como cenoura e melancia, além de coordenar os times comercial, operacional e técnico. “Nosso objetivo é criar soluções que otimizem a semeadura e a germinação em ambientes desafiadores”, afirma Trias.

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Grupo BUN reforça inovação e presença global

O Grupo BUN é um conglomerado industrial com atuação global em setores como mineração, higiene, bens de consumo e agricultura. Com sede administrativa e centro de inovação em Indaiatuba (SP), o grupo conta com 13 plantas industriais, sendo seis fora do Brasil, e mais de 1.300 colaboradores.

Para Lars Reibel, CEO do Grupo BUN, a entrada no segmento de tecnologia de sementes fortalece a cadeia de valor agrícola. “A combinação da infraestrutura global e da capacidade de inovação do Grupo BUN com a excelência técnica de Josep Trias nos posiciona para entregar soluções de alto valor agregado aos produtores. Vamos também investir no fortalecimento da equipe comercial do CSI, aproximando-nos ainda mais dos clientes e ampliando o crescimento”, explica Reibel.

Expansão na América do Sul e perspectivas globais

Com a operação, o Grupo BUN amplia sua presença em mercados estratégicos da América do Sul e abre caminho para futuras expansões globais, incluindo o continente asiático, consolidando sua posição como fornecedor de soluções inovadoras e sustentáveis para o agronegócio.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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