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Agricultores de Moema (MG) realizam primeira colheita experimental de batata-inglesa

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Agricultores familiares do município de Moema, na região Central de Minas Gerais, celebraram a primeira colheita de batata-inglesa, resultado de um projeto experimental de difusão tecnológica voltado para diversificação da produção agrícola. Ao todo, foram colhidos 400 quilos do tubérculo, que devem atender, entre outros destinos, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

Produção inicial anima agricultores

O plantio foi realizado em abril deste ano, com cada um dos 16 produtores recebendo cerca de 2,5 kg de batata-semente. A agricultora Maria do Carmo Santos de Araújo colheu 50 quilos e se mostrou otimista com a experiência.

“Já comercializo hortaliças em feiras, mercados locais e para o Pnae. A batata foi uma ótima oportunidade. Para o próximo ano, pretendo ampliar em até 300% a produção de batata e de outros legumes”, destacou.

Resultados indicam potencial da cultura

De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater-MG, Wesley Richard Soler, os números da primeira safra são positivos, considerando que se trata de uma atividade inicial. “A quantidade foi muito boa e mostra o potencial da cultura como alternativa para diversificação produtiva e incremento da renda agrícola. A expectativa é que, em breve, a produção local supere a demanda do Pnae e até da feira municipal”, avaliou.

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Expansão do projeto em Minas Gerais

O projeto de difusão tecnológica da batata-inglesa começou em 2024 na Unidade Regional da Emater-MG de Sete Lagoas e já se estendeu para outras regionais, como Divinópolis e Curvelo. Além de Moema, sete municípios da região de Divinópolis também receberam batata-semente para uso em propriedades que funcionam como unidades demonstrativas.

Diagnóstico apontou necessidade de novas culturas

Em Moema, a introdução da bataticultura foi definida após um diagnóstico realizado pela Emater-MG, que identificou baixa diversidade de produtos ofertados ao Pnae como uma das principais dificuldades dos agricultores locais. Mesmo sem histórico de cultivo e com condições climáticas pouco favoráveis, a cultura foi considerada uma alternativa viável.

Assistência técnica e práticas sustentáveis

A Emater-MG acompanhou os agricultores desde o plantio até a comercialização, oferecendo palestras e capacitações sobre temas como adubação orgânica, caldas naturais e manejo agroecológico. Para garantir a sanidade das lavouras, o próximo ciclo será implantado com a aquisição de novas batatas-semente.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Atualização de Rebanhos em São Paulo segue até 14 de junho e já alcança 55% das declarações

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A Campanha de Atualização de Rebanhos do primeiro semestre de 2026 segue em andamento no Estado de São Paulo e os produtores rurais têm até o dia 14 de junho para regularizar as informações cadastrais de seus animais junto à Defesa Agropecuária, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA).

Segundo dados do sistema GEDAVE (Gestão de Defesa Animal e Vegetal), aproximadamente 55% dos rebanhos paulistas já foram declarados desde o início da campanha, em 11 de maio. A atualização é obrigatória para diversas espécies de produção animal e representa uma importante ferramenta de monitoramento sanitário.

Declaração é obrigatória para diversas espécies

Além dos bovinos, devem ser atualizados os dados de bubalinos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e também criações de bicho-da-seda.

A Defesa Agropecuária alerta que a não realização da declaração pode resultar em bloqueios para movimentação dos animais, impedimento na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e aplicação de sanções administrativas previstas na legislação estadual.

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Entre todas as espécies cadastradas, os bovinos apresentam o maior índice de adesão até o momento, com 61,94% dos animais já declarados pelos produtores.

Como realizar a atualização do rebanho

A declaração pode ser feita de forma online, diretamente pelo sistema GEDAVE, ou presencialmente em uma das unidades regionais da Defesa Agropecuária espalhadas pelo Estado de São Paulo.

A atualização periódica dos dados permite ao serviço veterinário oficial manter informações precisas sobre o rebanho paulista, fortalecendo as ações de vigilância, prevenção e controle de doenças animais.

Contribuição ao Fundesa-PEC passa a integrar a campanha

Uma das novidades desta edição da campanha é a contribuição obrigatória dos proprietários de bovinos e bubalinos ao Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), criado para fortalecer a proteção sanitária do rebanho paulista contra a febre aftosa.

O valor da contribuição em 2026 foi estabelecido em R$ 1,076 por animal declarado. Até o momento, o fundo já arrecadou R$ 6,46 milhões.

Os recursos serão destinados à formação de uma reserva financeira para situações emergenciais relacionadas à sanidade animal.

Fundo garante suporte em casos de febre aftosa

Em eventuais ocorrências de focos de febre aftosa, a Defesa Agropecuária precisa agir rapidamente para evitar a disseminação da doença. Dependendo da gravidade da situação, pode ser necessário realizar o abate sanitário de animais.

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Nesses casos, o Fundesa-PEC tem papel fundamental ao garantir a indenização dos produtores afetados, reduzindo os impactos econômicos da medida sanitária.

De acordo com a Secretaria de Agricultura, a existência do fundo fortalece a capacidade de resposta do Estado diante de emergências sanitárias, contribuindo para a manutenção do status sanitário paulista e para a competitividade da pecuária nos mercados nacional e internacional.

Sanidade animal é estratégica para o agronegócio

A atualização cadastral dos rebanhos é considerada uma das principais ferramentas de gestão sanitária do setor pecuário. Além de permitir maior controle sobre o efetivo animal existente no Estado, a medida contribui para a rastreabilidade, segurança alimentar e preservação dos mercados consumidores, cada vez mais exigentes quanto aos padrões sanitários da produção agropecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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