Política Nacional

CDH aprova recomendações sobre segurança no Marajó

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (27) o relatório sobre a visita realizada à Ilha do Marajó, no Pará, em junho de 2025. O documento recomenda investimentos em saúde e segurança pública na região para combater “a violência sexual, exploração do trabalho infantil e tráfico de crianças”.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da comissão, afirmou que o poder público tem pouca presença na região e que pretende voltar ao local. Segundo ela, o documento será enviado ao Ministério Público Federal.

— A diligência evidenciou uma conjuntura complexa ainda marcada por deficiências estruturais, desafios institucionais persistentes e violação de direitos humanos. O isolamento territorial do arquipélago amplia as dificuldades da ação estatal, tornando a presença parlamentar um gesto necessário.

Chamada de Missão Marajó, a diligência atendeu a requerimento de Damares (REQ 22/2025 – CDH). A comitiva parlamentar também contou com a presença de dos deputados federais Carlos Jordy (PL-RJ), Delegado Caveira (PL-PA) e Delegado Éder Mauro (PL-PA) e do deputado estadual Rogério Barra (PL-PA).

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Damares destacou que já alertava para a situação no Marajó desde que foi ministra dos Direitos Humanos (2019-2022) e criticou a repercussão negativa sobre suas denúncias durante o período eleitoral em 2022. Segundo ela, trataram-se de ações para “desgastar políticos conservadores”.

— Os preços que eu pago por isso são altos. Primeiro disseram que eu menti, que não tinha casos [de tráfico de pessoas]. Agora chegou mais um inquérito meu no Supremo Tribunal Federal [STF] dizendo que eu prevariquei. Como prevariquei? Eu criei, dentro do governo anterior, o programa de desenvolvimento territorial Abrace Marajó [revogado em 2023].

Medidas

A Polícia Civil e os conselhos tutelares da região precisam de embarcações para realizar suas atividades, segundo Damares. Ela explicou que o transporte é, em grande parte, feito através dos rios na região.

— Tem delegacia que não tem embarcação. A polícia precisa pedir barco emprestado à prefeitura. Nós temos “piratas” nos rios ligados ao crime organizado, eles são cruéis. O Conselho Tutelar também não tem barco. Tem lugar aonde o Conselho nunca foi.

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Outras medidas propostas no relatório são:

  • Criação de delegacia especializada da criança e do adolescente em Breves; 
  • Melhora salarial nos conselhos tutelares
  • Protocolos e fiscalização do transporte fluvial para prevenir desaparecimentos e tráfico de pessoas
  • Campanhas permanentes para registro civil da população ribeirinha
  • Ampliação da saúde itinerante e criação de um pólo de formação médica
  • Inclusão de famílias vítimas de violência em programas de proteção a testemunhas
  • Federalização das investigações sobre o caso de Elisa Rodrigues, desaparecida em 2023

Visitas

O foco das diligências foram os municípios de Breves, no sul da ilha, e Anajás, no centro. Os parlamentares visitaram famílias de crianças desaparecidas, delegacias da mulher, centros de atendimento a crianças e mulheres vítimas de violência, serviços de saúde itinerante e uma missão da Força Aérea Brasileira (FAB).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Aprovação de PEC que garante recursos para assistência social demonstra compromisso com os mais vulneráveis, diz Motta

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a aprovação da proposta que garante recursos mínimos para a assistência social marca um dia histórico para o Brasil. “Se eu, enquanto presidente, não tivesse votado nenhuma matéria importante, me daria por satisfeito com a votação desta emenda constitucional”, disse.

Aprovada nesta terça-feira (28) no Plenário da Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 383/17 vincula 1% da receita corrente líquida da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios ao Sistema Único de Assistência Social (Suas). O texto segue para o Senado.

Motta destacou que a Câmara, independente de questão partidária, demonstrou compromisso com o Sistema Único da Assistência Social. “Só as pessoas que mais precisam podem dimensionar o que este aumento do investimento na assistência irá representar no cuidado, na atenção às famílias que vivem em situação de vulnerabilidade social, que necessitam da mão do Estado para amparar quando mais precisam”, declarou.

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Saiba mais sobre a tramitação de propostas de emenda à Constituição

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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