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Caravana do Agro Exportador reforça internacionalização durante a ExpoGenética 2025

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A Caravana do Agro Exportador foi destaque na programação da 18ª ExpoGenética, realizada na última semana no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). O encontro reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores rurais, pesquisadores, estudantes, lideranças setoriais e adidos agrícolas brasileiros.

Promovida de forma presencial no Salão Internacional do Brazilian Cattle e transmitida ao vivo pela ABCZ TV, a iniciativa contou com cerca de 100 participantes no local e acompanhamentos simultâneos pela internet.

De maneira remota, os adidos agrícolas Ângelo de Queiroz Maurício (Índia) e Sílvio Luiz Rodrigues Testaseca (Bangladesh) destacaram o potencial e as oportunidades para o comércio de genética animal e outros produtos com aqueles países. O pesquisador do Cepea/ESALQ-USP, Thiago Bernardino de Carvalho, apresentou projeções sobre o mercado pecuário nos próximos anos. Também participou o auditor fiscal federal agropecuário do Mapa em Uberaba, Fernando Silva Santos, que abordou aspectos técnicos de acordos sanitários aplicados ao comércio internacional de animais vivos e material genético.

“A Caravana vem se consolidando como uma das principais iniciativas de promoção da cultura exportadora, orientando empresários do agro para o comércio internacional”, afirmou Ângela Pimenta Peres, diretora do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Mapa.

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Os debates trataram de oportunidades comerciais, tendências de consumo e perspectivas de exportação de genética zebuína e outros produtos agropecuários. Segundo o adido Ângelo Maurício, a Índia figura hoje entre os principais compradores da tecnologia genética brasileira. Já Sílvio Testaseca reforçou o potencial de crescimento em Bangladesh e destacou a relevância de intensificar ações de cooperação.

A atividade integrou a programação da 18ª ExpoGenética no âmbito do programa Agro Sem Fronteiras, da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), voltado à promoção comercial e diversificação de mercados para o agronegócio brasileiro.

Informações à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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