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Exportações de carne bovina podem bater recorde em agosto de 2025

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Forte avanço nas vendas externas

As exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram crescimento expressivo em agosto de 2025, segundo levantamento semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (25). Até a quarta semana do mês, o Brasil embarcou 212,92 mil toneladas, com média diária de 13,3 mil toneladas, um aumento de 34,66% em relação ao mesmo período de agosto de 2024.

Projeção aponta volume recorde

Considerando os 21 dias úteis do mês, o Imea projeta que os embarques superem 250 mil toneladas, ultrapassando o volume exportado em agosto do ano passado.

“O ritmo dos embarques sinaliza a possibilidade de um recorde mensal nas exportações de carne bovina”, destacou o instituto.

Preços em valorização contribuem para receita

O levantamento indica que o preço médio da tonelada exportada chegou a US$ 5.602 até a quarta semana, representando alta de 26,3% em relação a agosto de 2024. Segundo o Imea, a combinação de maior volume e preços mais altos deve resultar em receita significativamente maior para o setor no mês.

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Receita estimada acima de US$ 1 bilhão

Com base nos dados atuais, a expectativa é que as vendas externas de carne bovina superem US$ 1 bilhão em agosto, impulsionadas pela demanda internacional consistente.

“O desempenho apresentado até agora tende a consolidar agosto de 2025 como um mês histórico para as exportações do setor”, afirmou o Imea.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Açúcar sobe no mercado internacional, mas preços caem no Brasil com pressão da safra e recuo do etanol

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Mercado internacional do açúcar mantém viés de alta

O mercado do açúcar encerrou a quinta-feira (23) com novos ganhos nas bolsas internacionais, dando continuidade ao movimento positivo observado nos últimos pregões.

Em Nova York, os contratos de açúcar bruto negociados na ICE Futures registraram valorização moderada em diferentes vencimentos:

  • Maio/26: +0,03 cent, fechando a 13,60 cents/lbp
  • Julho/26: +0,08 cent, a 13,89 cents/lbp
  • Outubro/26: +0,08 cent, a 14,31 cents/lbp

Os demais contratos também encerraram o dia em alta, reforçando o movimento de recuperação das cotações no curto prazo.

Açúcar branco também avança em Londres

Na ICE Europe, o açúcar branco manteve o viés positivo ao longo da sessão.

Os principais vencimentos registraram ganhos:

  • Agosto/26: alta de US$ 3,80, para US$ 427,50/t
  • Outubro/26: avanço de US$ 3,00, para US$ 425,00/t
  • Dezembro/26: valorização de US$ 2,00, a US$ 425,60/t

Os demais contratos também acompanharam o movimento de alta, refletindo sustentação no mercado externo.

Mercado interno do açúcar recua com força no Brasil

No mercado doméstico, o cenário foi de pressão sobre os preços. O indicador do açúcar cristal branco Cepea/Esalq, em São Paulo, registrou queda de 3,01% nesta quinta-feira (23).

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A saca de 50 kg foi negociada a R$ 96,06, ampliando o movimento negativo observado ao longo do mês.

Com isso, o indicador acumula retração de 8,91% em abril, refletindo maior pressão de oferta no mercado físico com o avanço da safra 2026/27.

Safra e demanda pressionam preços no mercado brasileiro

Segundo análise de mercado, o cenário interno segue influenciado por dois fatores principais: expectativa de maior oferta com o avanço da colheita e demanda mais cautelosa por parte dos compradores.

A postura retraída de usinas e compradores indica que o mercado aguarda novas oportunidades de compra diante da perspectiva de maior disponibilidade de produto no curto prazo.

Petróleo dá suporte ao açúcar no mercado global

No cenário internacional, a recente alta do petróleo tem contribuído para sustentar os preços do açúcar.

O movimento favorece a competitividade do etanol, o que pode reduzir a destinação de cana para a produção de açúcar e, consequentemente, diminuir a oferta global do produto.

Esse fator tem ajudado a manter o viés positivo nas bolsas internacionais, apesar da volatilidade do mercado.

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Etanol segue em forte queda em abril

No mercado de biocombustíveis, o Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado a R$ 2.523,50/m³ nesta quinta-feira (23), com queda de 1,54% no comparativo diário.

No acumulado de abril, o indicador já registra retração de 16,65%, reforçando o cenário de pressão contínua sobre os preços do etanol no mercado paulista.

Enquanto o mercado internacional do açúcar mantém tendência de recuperação sustentada por fatores energéticos e cambiais, o cenário doméstico brasileiro segue pressionado pela oferta da nova safra e pela demanda mais fraca, com impactos diretos também sobre o mercado de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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