Saúde

Mosquitos sem dengue? Entenda como funciona o método Wolbachia

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O método Wolbachia é uma das tecnologias adotadas pelo Ministério da Saúde para reduzir casos de dengue, Zika, chikungunya, febre amarela e outras arboviroses no Brasil. Como o próprio nome indica, a tecnologia consiste em inserir a bactéria Wolbachia, presente em 60% dos insetos, incluindo em alguns mosquitos, no Aedes aegypti. Essa bactéria impede que os vírus dessas doenças se desenvolvam dentro do mosquito, reduzindo sua capacidade de transmissão.

Ao serem liberados no ambiente, os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com os mosquitos selvagens, formando uma nova geração com menor capacidade de transmitir essas arboviroses. A longo prazo, o número de mosquitos com a bactéria aumenta, substituindo a linhagem original.

Os mosquitos Aedes aegypti com a bactéria são chamados de Wolbitos. Eles não são transgênicos, ou seja, não tem nenhuma modificação genética. É importante destacar que a Wolbachia  não transmite doenças para humanos e outros mamíferos. O método é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e já foi adotado em 14 países.

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Em parceria com a Fiocruz, a Wolbito Brasil, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP), o Ministério da Saúde inaugurou a maior biofábrica de Wolbachia do mundo.

A nova biofábrica permitirá que sejam produzidos 100 milhões de ovos por semana. Antes, o alcance era de cerca de 5 milhões de pessoas, e agora saltará para 140 milhões, abrangendo aproximadamente 40 municípios com maiores incidências de casos da doença nos últimos anos.

Foto: divulgação/MS

Onde estão os Wolbitos?

O método já está presente no Brasil há mais de dez anos. Niterói, no Rio de Janeiro, foi a primeira cidade a implementar o método. Dados mais recentes mostram que o município já reduziu em 88,8% o número de casos de dengue.

Foto: divulgação/MS

Ainda neste ano, Natal (RN), Uberlândia (MG) e Presidente Prudente (SP) devem implementar o método.

João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Mariângela Batista Galvão Simão é nomeada Relatora Especial da ONU sobre o direito à saúde

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Com uma trajetória marcada pela dedicação à saúde pública, à defesa do direito à saúde e ao fortalecimento da cooperação internacional, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, dra. Mariângela Batista Galvão Simão, foi nomeada Relatora Especial das Nações Unidas sobre o direito de toda pessoa ao gozo do mais elevado nível possível de saúde física e mental. A designação foi anunciada durante a 62ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, realizada em 8 de julho, em Genebra.

A nomeação representa um importante reconhecimento internacional na trajetória da médica e sanitarista, cuja carreira reúne contribuições de destaque para o desenvolvimento de políticas públicas, o fortalecimento dos sistemas de saúde e a promoção do acesso universal à saúde, no Brasil e em âmbito global.
 
A Relatoria Especial integra o sistema de Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. O mandato tem como objetivo promover e monitorar a implementação do direito à saúde em âmbito internacional, por meio da elaboração de relatórios temáticos, do diálogo com os Estados, da realização de visitas oficiais e da apresentação de recomendações sobre temas relacionados à promoção e à proteção desse direito.
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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