Agro News

Conab aponta clima favorável para lavouras de milho, feijão, algodão e trigo em agosto

Publicado

O Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA) de agosto, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), indica que as condições climáticas recentes foram positivas para o desenvolvimento das principais culturas do país, beneficiando a produtividade e o progresso da colheita.

Chuvas e temperaturas dentro do esperado

Entre os dias 1º e 21 de agosto, as precipitações ocorreram dentro do padrão climatológico, com maiores volumes registrados nas regiões Norte, leste do Nordeste e Sul do país. O Centro-Oeste, por sua vez, apresentou clima quente e seco, favorecendo a colheita do algodão e do milho da segunda safra.

No Sertão do Nordeste (Sergipe, Alagoas e Bahia), a umidade do solo beneficiou o desenvolvimento do feijão e do milho da terceira safra, contribuindo para a manutenção do potencial produtivo das lavouras.

Situação das lavouras de inverno no Sul

No Sul do Brasil, as boas precipitações, combinadas com períodos secos e temperaturas mínimas baixas, favoreceram os cultivos de inverno. Geadas ocorreram, mas não provocaram danos significativos ao trigo, que estava na fase vegetativa.

Leia mais:  Demarcações acirram crise entre Congresso e Planalto e elevam insegurança no campo

De acordo com dados de sensoriamento remoto, os índices de vegetação (IV) permanecem acima da média histórica, refletindo boas condições gerais das lavouras, apesar de pequenas quedas causadas por geadas, nebulosidade e preparo de áreas para a próxima safra.

No Rio Grande do Sul, o trigo já iniciou o enchimento de grãos; no Paraná, chuvas pontuais permitiram a reposição de umidade; e em Santa Catarina, o cultivo está na fase de perfilhamento e florescimento, apresentando bom desempenho, mesmo com falhas isoladas na germinação.

Impacto positivo no desenvolvimento das lavouras

O balanço do boletim evidencia que o clima favorável contribuiu para o crescimento saudável das principais culturas agrícolas, com destaque para milho, feijão, algodão e trigo. A manutenção de índices de vegetação acima da média histórica reforça o potencial produtivo e a expectativa de colheitas satisfatórias no ciclo atual.

Boletim de Monitoramento Agrícola

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Reforma Tributária no Agro: mais de 90% dos pecuaristas devem ser impactados no Brasil, alerta especialista

Publicado

A Reforma Tributária já está em fase de transição e promete provocar uma reestruturação profunda no modelo econômico do agronegócio brasileiro. No setor da pecuária de corte, especialistas alertam que o impacto deve ser amplo e atingir principalmente micro, pequenos e médios produtores, que representam mais de 90% dos pecuaristas do país.

Segundo estimativas baseadas no Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil conta com aproximadamente 1,37 milhão de pecuaristas ativos. Desse total, cerca de 180 mil propriedades estão diretamente ligadas à pecuária de corte.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, a maioria dos produtores se enquadra nas categorias de micro, pequeno e médio porte, com faturamento anual de até R$ 3 milhões, conforme critérios do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) Ministério da Agricultura e Pecuária e do Conselho Monetário Nacional (CMN) Conselho Monetário Nacional.

Base da cadeia produtiva será a mais impactada, alerta tributarista

Para o advogado tributarista do agronegócio Fernando Melo de Carvalho, o principal risco da reforma está na falta de planejamento fiscal por parte dos produtores rurais, especialmente os de menor porte.

Segundo ele, a percepção de complexidade do sistema tributário ainda afasta muitos pecuaristas do planejamento estratégico, o que pode comprometer diretamente a rentabilidade das propriedades.

“O produtor muitas vezes acha que o direito tributário é um assunto distante da realidade do campo, mas a verdade é simples: ou ele se antecipa e planeja, ou vai sentir o impacto diretamente no bolso”, afirma o especialista. “O momento de agir é agora, antes que a margem de lucro seja comprimida.”

Mudança estrutural no modelo de tributação da pecuária

A reforma introduz a nova sistemática de não cumulatividade do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), substituindo o modelo atual e alterando diretamente a lógica de tributação no setor agropecuário.

Leia mais:  Safra 25/26: Alagoas Processa Mais de 7,9 Milhões de Toneladas de Cana, mas Produção de Açúcar e Etanol Apresenta Queda

Na pecuária de corte, uma das mudanças mais relevantes será a incidência tributária sobre operações de compra e venda de gado, incluindo transações que hoje são isentas ou possuem tratamento diferenciado.

Na prática, operações como aquisição de bezerros, garrotes, insumos e equipamentos passarão a compor a base de cálculo do crédito tributário, influenciando diretamente o imposto devido na etapa final da comercialização.

Origem dos animais passa a influenciar crédito tributário

Segundo o especialista, a origem do gado adquirido será determinante para o aproveitamento de créditos dentro do novo sistema tributário. Isso significa que fornecedores informais ou desalinhados com a nova estrutura podem gerar perdas financeiras indiretas ao produtor.

“Se o produtor compra animais sem rastreabilidade fiscal adequada, ele pode perder créditos importantes no sistema. Isso gera custos ocultos que antes não existiam e impacta diretamente a margem na venda ao frigorífico”, explica Carvalho.

Período de transição exige adaptação imediata

Embora a implementação completa do novo modelo ocorra de forma gradual, o período de transição entre o sistema atual e o novo regime tributário já exige atenção do setor produtivo.

Durante essa fase, o IBS e a CBS coexistirão com tributos antigos, aumentando a complexidade operacional e o risco de erros contábeis, bitributação ou perda de créditos fiscais.

Leia mais:  Exportação de açúcar do Brasil registra queda em volume e preço médio em março

Para o tributarista, esse momento deve ser encarado como uma janela estratégica para revisão de processos internos, contratos e estrutura contábil das propriedades rurais.

“Esperar a reforma estar totalmente implementada é um erro. O produtor precisa revisar agora sua gestão fiscal, organizar fluxos e profissionalizar a contabilidade da fazenda”, destaca.

Risco de perda de competitividade preocupa setor

O aumento da complexidade tributária tende a pressionar ainda mais um setor que já opera com margens estreitas e alta sensibilidade a custos de produção, variação da arroba e oscilações do mercado internacional.

Especialistas avaliam que haverá uma seleção natural no mercado, com vantagem competitiva para produtores que se adaptarem mais rapidamente ao novo sistema de crédito tributário.

Nesse cenário, propriedades que não se adequarem podem perder competitividade, enfrentando menor poder de negociação e redução de rentabilidade.

Gestão tributária passa a ser fator estratégico no agro

A avaliação do setor é que a gestão tributária deixará de ser apenas uma obrigação contábil e passará a integrar a estratégia de gestão da propriedade rural.

Assim como o manejo sanitário e nutricional do rebanho, o planejamento fiscal passa a ser determinante para a sustentabilidade do negócio.

“O desconhecimento não protege o produtor. O sistema tributário vai ser aplicado de qualquer forma. A diferença estará entre quem se prepara e quem não se prepara”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana