A Controladoria Geral do Estado, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), está conduzindo um projeto de modernização e reformulação do Portal da Transparência de Mato Grosso. A iniciativa busca tornar o espaço digital mais moderno, acessível e funcional, com foco na experiência do usuário.
O objetivo é facilitar a consulta da população às informações públicas disponibilizadas pelo Governo de Mato Grosso. A proposta é que o espaço digital seja repaginado com foco na experiência do usuário, garantindo linguagem simples, navegação intuitiva, recursos interativos e conformidade com todas as normas legais aplicáveis.
Durante reunião realizada na semana passada entre representantes da CGE e da UFMT para alinhar os primeiros passos dessa atualização, o secretário Controlador-geral do Estado, Paulo Farias, destacou a importância da atualização. “A CGE vive um processo contínuo de modernização dos seus processos de trabalho, de suas ferramentas e também da sua estrutura física. A reformulação do Portal da Transparência é um passo essencial nesse movimento, pois fortalece a relação entre governo e sociedade, ampliando o acesso às informações públicas”, afirmou.
A UFMT terá papel estratégico na execução do projeto. As faculdades de Administração e Ciências Contábeis ficarão responsáveis pelo levantamento de requisitos, pelo mapeamento das necessidades legais e pelo planejamento. Já a Faculdade de Ciência da Computação e Inovação ficará encarregada do desenvolvimento do layout e da definição da experiência de navegação. A execução técnica do sistema será conduzida pela Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI).
A coordenadora da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da UFMT, Aline Crespo dos Reis Neto, reforçou o papel da universidade no projeto: “Nosso papel é garantir que o Portal da Transparência atenda tanto às exigências legais quanto às necessidades práticas da população. A ideia é organizar as informações de forma clara e acessível, para que qualquer cidadão consiga navegar com facilidade e encontrar o que procura”.
A adjunta de Ouvidoria Geral e Transparência da CGE, Aline Landini, também comentou sobre a importância do portal. “A transparência só cumpre seu papel quando a informação está disponível de forma simples, acessível e compreensível para todos. Esse novo portal será uma ferramenta fundamental para aproximar ainda mais o cidadão da gestão pública”, destacou.
O secretário Paulo Farias ainda reforçou que a reformulação do portal deve considerar a integração com o sistema Mira Cidadão e com o futuro Centro de Controle Social e Transparência, que será implantado na nova sede física da CGE, atualmente em reforma.
O Portal da Transparência do Governo de Mato Grosso, que será totalmente reformulado para oferecer uma experiência ainda mais moderna e acessível aos cidadãos, conquistou em 2024, pela segunda vez consecutiva, o Selo “Diamante” do Programa Nacional de Transparência Pública, com 95,44% de avaliação. O reconhecimento reforça a qualidade e a clareza das informações disponibilizadas, mostrando que, mesmo antes da reformulação, o portal já se posiciona entre os melhores do país.
Também participaram do encontro os professores da UFMT Joyce Aline de Oliveira Martins, Alexandre Magno Faria e Vanice Canuto Cunha e servidores da CGE.
A realização do Fifa Series na Arena Pantanal, em Cuiabá, representa um novo marco para o futebol feminino em Mato Grosso e consolida uma política contínua de investimentos do Governo do Estado no esporte.
Somente em 2025, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) investiu R$ 7 milhões no futebol feminino, sendo R$ 3,5 milhões para a equipe do Mixto Esporte Clube (série A1), R$ 2 milhões destinados à Sociedade Ação Futebol (série A2), de Santo Antônio de Leverger, e R$ 1,5 milhão para o time do Várzea Grande Esporte Clube Feminino (série A3), antigo Clube Esportivo Operário Várzea-grandense, o “chicote da fronteira”.
O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, David Moura também destaca o programa Mato Grosso Série A, iniciativa do governo que patrocina clubes profissionais de futebol que disputam as séries A e B do Campeonato Brasileiro com até R$ 3,5 milhões, promovendo o futebol feminino no Estado.
“Competições internacionais como o Fifa Series atraem, sem dúvida, novas atletas para o esporte e encerram definitivamente o estigma sobre a participação feminina em um esporte considerado de ‘homens’ pela cultura brasileira. Nós temos o programa Mato Grosso Série A, que garante condições financeiras às equipes para se manterem e, se tudo der certo, subirem nas séries do Campeonato Brasileiro. Tudo isso fortalece toda a rede de futebol profissional feminino em Mato Grosso”, explica David Moura.
O Mixto Esporte Clube, a Sociedade Ação Futebol e o Várzea Grande Esporte Clube Feminino estão no Campeonato Brasileiro de Futebol 2026. Com os investimentos do Estado, é esperado que o Fifa Series fortaleça a atenção do público para o futebol feminino local e desperte a atenção da nova geração. Se no passado o sonho de todo menino brasileiro era ser jogador de futebol profissional, agora vê-se a disseminação do esporte entre as meninas também.
“Meu sonho é ser jogadora de futebol. Acho que comecei a praticar com sete anos. Aprendi com meu irmão. Sou fã da Gio Queiroz Garbelini. Ela é muito boa”, destaca a estudante Laura Monteiro, durante o intervalo do jogo entre Brasil e Canadá, neste sábado, pelo FIFA Series.
Prestes a completar 11 anos, a aluna Mariana Alves da Rocha começou a jogar bola com os primos há praticamente dois anos. Apaixonada pelo esporte, ela diz orgulhosa que “joga melhor do que todos eles”.
Ainda sem idade para ingressar no time de base da escola, ela aguarda ansiosamente o momento de poder competir. “Falta um ano para eu entrar no time no colégio. Sou muito fã da Ludmilla. Ela dá bons passes e faz gols bonitos”, avalia.
Mariana tem consciência da importância de campeonatos como o FIFA Series para a promoção do futebol feminino. “Muitas meninas têm medo, vergonha de jogar. Acho importante para encorajar mais meninas”, frisa.
A professora de Educação Física em Rondonópolis, Sueli Xavier, compartilha a luta dos profissionais da área para incentivar o esporte entre as meninas. “Buscamos participar de competições e marcamos partidas amistosas com equipes de outras escolas. As atletas profissionais são multiplicadoras de jogadoras de futebol feminino, e as meninas, desde muito novas, já têm aquele ímpeto de querer participar. Estava observando a torcida, e a sensação é de que o público feminino é maior do que o masculino. Vi muitas mulheres, e isso fortalece o esporte entre elas”, destaca.
O técnico do Várzea Grande, Athaide Mello, acredita que o Fifa Series aumenta o nível de exigência e motiva as atletas a evoluírem física e tecnicamente. “Também tende a ampliar o interesse dos clubes em captar novas jogadoras, fortalecendo o futebol feminino como um todo”, avalia.
O presidente da Sociedade Ação Futebol, João Benedito, destaca a importância do programa e do Fifa Series para a consolidação do futebol feminino no Estado. “Quero parabenizar todo o Governo de Mato Grosso por não medir esforços para trazer este grande evento para Cuiabá. Sem dúvida, é um espetáculo de grande importância para a valorização do futebol feminino. Cuiabá ganhou muito com o evento, e a gente espera que a CBF e a própria Federação promovam outros eventos dessa grandeza”, pontua.
Há três anos, João Benedito trabalha com o futebol feminino. O evento internacional entusiasma as atletas a alçar voos mais altos. A equipe do Ação conquistou a vaga na segunda divisão nacional após ser semifinalista da Série A3 do Brasileiro em 2024. Na ocasião, o time foi eliminado pelo Vasco. Na campanha deste ano, o Ação disputou quatro partidas, com duas vitórias, um empate e uma derrota. “Após o Fifa Series, vamos com força total buscar uma vaga na primeira divisão do Brasileirão feminino”, frisa o presidente do time.
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