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Frio intenso exige nutrição estratégica para manter desempenho de gado de corte

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A chegada de uma nova onda de frio nas regiões Sul e Sudeste do país desafia produtores de gado de corte a manter a saúde, o ganho de peso e a produtividade dos animais. Estratégias nutricionais específicas são essenciais para minimizar os impactos do estresse térmico.

Impactos do frio no desempenho do gado

O zootecnista André Alves de Oliveira, doutor em pastagens e nutrição pela Unesp – Campus Jaboticabal e gerente técnico de Gado de Corte da Trouw Nutrition nas regiões Centro-Oeste e Sul, explica que temperaturas abaixo da zona de conforto térmico (cerca de 15º C para animais da raça Nelore) podem reduzir o desempenho entre 10% e 30%.

Situações mais severas, combinando vento, chuva e lama, podem levar à perda significativa de peso, hipotermia e até morte em casos extremos. A redução no consumo de matéria seca e a dificuldade de manter a temperatura corporal são fatores determinantes para essa queda de desempenho.

Estratégia nutricional para enfrentar o frio

Segundo Oliveira, a cada 1º C abaixo da temperatura de conforto, a exigência energética do animal aumenta de 1% a 2%. Animais com suplementação básica ou pastagens de baixa qualidade estão mais suscetíveis à perda de peso durante períodos frios.

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Uma nutrição adequada, incluindo suplementação mineral proteica ou proteico-energética, pode reduzir as perdas, mantendo o ganho de peso ou ao menos evitando a redução corporal. A recomendação é fornecer suplementos entre 0,1% e 0,5% do peso vivo, podendo chegar a 1% em pastagens muito pobres ou para animais debilitados.

Suplementos indicados para o inverno

Oliveira destaca produtos específicos para diferentes condições:

  • Lambisk: proteico indicado para pastagens em boas condições, fornecido entre 0,1% e 0,2% do peso vivo.
  • BellPeso SV: proteico energético recomendado para pastagens mais pobres, com fornecimento entre 0,3% e 0,5% do peso vivo.

No confinamento, recomenda-se aumentar a densidade energética da dieta para compensar a menor ingestão de alimento, evitar a formação de lama e controlar a densidade animal nas baias.

Além da nutrição, o especialista reforça a importância de manter o programa sanitário atualizado, garantindo a resistência e saúde dos bovinos frente ao estresse térmico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula recebe Mariangela Hungria e celebra reconhecimento internacional da ciência brasileira

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O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta terça-feira (28) a pesquisadora da Embrapa, Mariangela Hungria, para parabenizá-la por ter sido eleita pela revista Time uma das 100 pessoas mais influentes do mundo e pelo recebimento do World Food Prize 2025, considerado o “Nobel da Agricultura”.

Durante o encontro, o ministro destacou o orgulho do país pela projeção internacional alcançada pela cientista e pela contribuição de sua trajetória para a ciência brasileira e mundial.

“Para todos nós, brasileiros, é motivo de orgulho ver alguém do nosso país chegar a um nível de reconhecimento internacional como o que você alcançou. Isso não é pouca coisa. Para dimensionar, é quase como uma Copa do Mundo. É uma conquista que projeta o país. Nós temos muito orgulho de tudo o que você representa, de toda a trajetória que construiu e da forma como elevou o nome da ciência brasileira”, declarou o ministro.

Mariangela Hungria recebeu, em outubro de 2025, nos Estados Unidos, o World Food Prize em reconhecimento a mais de quatro décadas de pesquisas voltadas ao uso de microrganismos capazes de substituir fertilizantes químicos na agricultura. As tecnologias desenvolvidas pela cientista estão presentes hoje em cerca de 85% das lavouras de soja do Brasil, reduzindo custos de produção e ampliando a sustentabilidade no campo. A pesquisadora estava acompanhada pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

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Segundo a pesquisadora, a homenagem internacional representa também o trabalho acumulado ao longo de décadas pela ciência brasileira. “O reconhecimento que estou recebendo hoje não é um reconhecimento pessoal. É um reconhecimento da Embrapa e da ciência brasileira. Eu apenas carrego essa bandeira”, afirmou.

Mariangela destacou ainda que a base científica construída ao longo de mais de 40 anos foi fundamental para consolidar o uso de bioinsumos na agricultura brasileira. “Quando muitos apostavam apenas em fertilizantes químicos, nós já defendíamos outro caminho. Hoje existe uma base de dados robusta construída ao longo de décadas. Inovação precisa ser sólida e baseada em evidências”, explicou.

Em abril de 2026, Mariangela Hungria foi incluída na lista TIME100, que reúne as cem personalidades mais influentes do mundo. A pesquisadora foi destacada na categoria “Pioneiros”, dedicada a líderes responsáveis por avanços científicos e tecnológicos com impacto global. Seu trabalho com microrganismos capazes de fixar nitrogênio no solo permite reduzir o uso de fertilizantes químicos e gerar economia bilionária anual para a agricultura brasileira.

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Além do World Food Prize, a cientista também recebeu outras homenagens recentes, como o Grande Colar do Mérito do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2025, e condecorações como a Medalha de Mérito Apolônio Salles, concedida pelo Ministério da Agricultura, e a Ordem do Pinheiro, maior honraria do estado do Paraná.

Há mais de quatro décadas na  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Mariangela Hungria é membro da Academia Brasileira de Ciências e reconhecida em rankings internacionais de impacto científico nas áreas de microbiologia e fitotecnia. Seu trabalho é referência no desenvolvimento de tecnologias biológicas voltadas para uma agricultura mais produtiva e de baixo carbono.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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