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Mapa apoia redefinição do Matopiba com inclusão integral do Cerrado piauiense

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, recebeu nesta quarta-feira (4) o governador do Piauí, Rafael Fonteles, para tratar da redefinição do território do Matopiba, região agrícola que abrange áreas do estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, considerada a última grande fronteira agrícola do país.

O foco do diálogo foi a inclusão integral do Cerrado piauiense na delimitação oficial do Matopiba. Atualmente, dos quatro estados que compõem a região, apenas o Piauí não tem todo o seu Cerrado contemplado. Com a redefinição, cerca de 30 novos municípios deverão ser integrados ao território, segundo o governo do estado.

O ministro Fávaro assegurou que o Mapa atuará para viabilizar a inclusão das áreas indicadas pelo governo piauiense. “Essa atualização fortalece o potencial produtivo do Piauí e amplia as oportunidades para o agronegócio, promovendo benefícios diretos para os municípios e para a população local”, afirmou.

Segundo o governador Rafael Fonteles, a mudança não trará impacto significativo em termos de área territorial, mas terá efeitos relevantes para a visibilidade e para o desenvolvimento socioeconômico da região, já que o Matopiba é reconhecido nacional e internacionalmente como marca de expansão agrícola sustentável.

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A origem da delimitação atual do Matopiba remete a estudos realizados pela Embrapa Territorial e pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), há cerca de uma década. À época, foram incluídas quinze microrregiões do Maranhão, oito do Tocantins, quatro da Bahia e apenas quatro do Piauí. No entanto, boa parte do Cerrado piauiense, especialmente ao norte do estado, ficou de fora.

Com a redefinição, será possível alinhar de forma mais precisa os planos de desenvolvimento da região, ampliando o mapeamento de potencial agrícola em áreas de soja, milho e outras culturas, além de fortalecer o papel do Piauí no cenário nacional. Municípios como Uruçuí e Baixa Grande do Ribeiro já figuram entre os maiores produtores de grãos do país, e outras localidades despontam como novas promessas, a exemplo de Piracuruca, que já se autodenomina a “capital do agro” do norte do estado.

Acompanharam o governador na reunião o superintendente de Representação do Piauí em Brasília, Erick Elysio Reis Amorim; o diretor de Relações Institucionais do governo piauiense, José Filho; e o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado, Feliphe Araújo.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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CONAPE debate crédito, regularização da pesca e impactos das mudanças climáticas

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realiza, nesta terça-feira (15), o primeiro dia da 49ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (CONAPE), em Brasília. O encontro reúne conselheiros e representantes do Governo Federal para discutir temas estratégicos para o desenvolvimento da pesca e da aquicultura e o aprimoramento das políticas públicas para o setor.

Na abertura, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a importância da participação dos diferentes segmentos do setor na construção das políticas públicas. Segundo ele, o fortalecimento do conselho depende da união e da articulação dos atores envolvidos na atividade pesqueira e aquícola. “Para que o nosso conselho e a nossa pauta se consolidem, a gente precisa ter um setor mais unido e articulado. Isso faz com que possamos consolidar o maior conselho que debate os temas da pesca e aquicultura no nosso país, o nosso CONAPE”, afirmou.

Entre os assuntos da programação desta terça-feira estão créditos e financiamentos para a pesca e aquicultura, com destaque para o Pronaf Azul, ações do MPA e BNDES, e a importância dos conselhos nacionais para as políticas públicas. No período da tarde, foram discutidas atualizações sobre os registros e monitoramento da atividade pesqueira, critérios para registro de embarcações e a proposta de atualização da IN 05/2012, Instrução Normativa que regulamenta a pesca amadora e esportiva no Brasil e estabelece as regras para o cadastro de pescadores, empresas e barcos voltados para o lazer.

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A pauta também inclui a discussão sobre a proibição da pesca do peixe-porco/peroá, métodos de avaliação do risco de extinção de espécies aquáticas e o plano de recuperação da espécie. Outro tema de destaque é o enfrentamento dos impactos de estiagens, secas, cheias e demais eventos climáticos sobre as atividades pesqueira e aquícola.

Na quarta-feira (16), os conselheiros vão tratar de projetos de lei de relevância para a pesca e aquicultura, da Rede Pesca Brasil e das atualizações dos Comitês Permanentes de Gestão (CPGs). Também estão previstas discussões sobre o Núcleo de Gestão Compartilhada e o fortalecimento da governança do CONAPE, incluindo a atualização do regimento interno.

No período da tarde, serão apresentadas ações dos comitês de conformidade da pesca nacional, competitividade da tilapicultura, competitividade da carcinicultura, pesca amadora e esportiva, uso compartilhado do mar e pesca artesanal. A programação inclui ainda informações sobre a 4.ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca e o acompanhamento dos encaminhamentos das reuniões anteriores, com definição das próximas ações.

Para o ministro Edipo Araujo, os debates realizados pelo conselho são fundamentais para orientar a atuação do poder público. “Estão aqui os temas que vão nos orientar no caminho da administração pública, para que lado nós vamos, de que forma vamos conduzir a construção destas políticas públicas”, destacou.

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A 49.ª Reunião Ordinária do CONAPE segue até esta quarta-feira, com encerramento previsto para as 18h.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
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Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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