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Pescadoras e pescadores de todo o Brasil se reúnem em Brasília para Plenária Nacional da Pesca Artesanal

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Nesta quinta, 4, foi dada a largada para a Plenária Nacional da Pesca Artesanal – o último encontro para a construção do primeiro Plano Nacional da Pesca Artesanal, que moldará as políticas públicas para a pesca artesanal no Brasil nos próximos dez anos. A Plenária Nacional é uma iniciativa da Secretária Nacional da Pesca Artesanal, do Ministério da Pesca e Aquicultura, em parceria com o Fórum Nacional da Pesca Artesanal. Evento iniciou nesta quinta (4) e vai até o próximo sábado, dia (6)

Na abertura do evento, foi assinado o Termo de Execução Descentralizada (TED) do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, que tem como objetivo a criação de mais 800 bolsas para jovens de comunidades pesqueiras artesanais do Brasil, com a cooperação com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Também foi divulgado o edital de Cultura Pesqueira Artesanal do Brasil, em colaboração com a Universidade Federal do Pará (UFPA) e Ministério da Cultura (Minc), que será lançado até dezembro deste ano.

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O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, celebrou a plenária e destacou a conquista para os povos das águas. “Nós estamos vivendo um dia memorável, um ápice dessa caminhada. Estamos, hoje, entregando ao Brasil um instrumento importante. A pesca artesanal do Brasil vai ter sua história contada em dois momentos, antes e depois dessa construção do Plano”, disse.

A pescadora e coordenadora do Fórum Nacional da Pesca Artesanal, Ana Flávia Pinto, afirma que a expectativa é muito grande, pois esse plano será fundamental para os pescadores e pescadoras. “De fato ter um plano nacional é ter uma diretriz e um horizonte para que as políticas públicas cheguem na ponta. Ele funciona como um grande instrumento de defesa dos territórios”, frisou.

Para o Secretário Nacional da Pesca Artesanal (MPA), Cristiano Ramalho, o Plano Nacional é uma contribuição não só para a pesca artesanal, mas ao Brasil. “Ele aponta uma outra possibilidade de desenvolvimento socioeconômico, cultural, com inclusão política. Ele não é somente para nós, é um programa para o país. O plano guiará também o programa Povos da Pesca Artesanal daqui pra frente”, finalizou.

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Povos da Pesca Artesanal

O Programa Povos da Pesca Artesanal foi criado, por meio da Secretaria Nacional de Pesca Artesanal (SNPA/MPA), com o objetivo principal de fortalecer e promover o modo de vida das pescadoras e pescadores artesanais no território nacional. Além disso, valoriza a gestão participativa dos recursos pesqueiros, a defesa dos territórios e a garantia da justiça socioambiental.

Desde a sua criação, o programa vem sendo executado em parceria com movimentos sociais, instituições de ensino e pesquisa; ministérios, governos estaduais e municipais. Graças a essa gestão participava, diversas melhorias foram promovidas nos modos de vida da pesca tradicional.

Clique aqui e saiba mais sobre o Plano Nacional da Pesca Artesanal.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Alta do diesel pressiona custos e deve gerar impacto de R$ 612 milhões na agricultura do RS

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A recente alta nos preços do diesel já começa a impactar de forma significativa o agronegócio do Rio Grande do Sul. De acordo com levantamento da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), o aumento do combustível deve gerar um custo adicional direto de R$ 612,2 milhões para as principais lavouras do Estado.

O movimento ocorre em um momento estratégico, durante a colheita da safra de verão e o planejamento do plantio de inverno, ampliando a preocupação entre produtores.

Diesel sobe mais de 21% e atinge R$ 7,23 por litro

Entre o final de fevereiro e o início de abril de 2026, o preço médio do diesel S10 no Rio Grande do Sul registrou alta de 21,1%, alcançando R$ 7,23 por litro.

A elevação está diretamente ligada ao cenário internacional, especialmente à escalada dos preços do petróleo. Em menos de dois meses, o barril do tipo Brent saltou de US$ 70,99 para acima de US$ 100, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Conflitos elevam risco energético global

Segundo a Farsul, o atual cenário representa uma reprecificação estrutural do risco energético global. As tensões envolvendo o Irã e a preocupação com a segurança das rotas no Estreito de Ormuz aumentaram os prêmios de risco e os custos logísticos, consolidando um novo patamar de preços para os combustíveis.

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Esse ambiente mais volátil tende a manter a pressão sobre os custos de produção no campo.

Arroz é a cultura mais impactada pelo aumento

O levantamento aponta que o impacto do diesel varia conforme a cultura, sendo o arroz a mais sensível ao aumento dos custos.

Para a cultura, o diesel mais caro representa um acréscimo de R$ 185,72 por hectare, equivalente a uma perda de 2,95 sacos por hectare. Segundo a entidade, o cenário é preocupante, já que os preços atuais do arroz ainda apresentam dificuldade para cobrir os custos operacionais.

Soja concentra maior prejuízo total no Estado

Embora o impacto por hectare seja menor na soja — estimado em R$ 48,74 ou 0,41 sacos por hectare —, a cultura responde pelo maior prejuízo agregado no Estado, devido à sua ampla área cultivada.

A estimativa é de um impacto total de R$ 331,2 milhões apenas para a soja. Em um contexto de margens apertadas e alto nível de endividamento, a perda de produtividade, ainda que pequena, pode comprometer a sustentabilidade financeira de muitos produtores.

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Diferença regional amplia pressão sobre produtores

O estudo também destaca uma significativa variação nos preços do diesel dentro do próprio Estado. Em Porto Alegre, o litro é encontrado, em média, a R$ 7,05, enquanto em Bagé chega a R$ 7,95.

A diferença de R$ 0,90 por litro evidencia desigualdades regionais que impactam diretamente os custos de produção, tornando a pressão financeira ainda mais intensa dependendo da localização do produtor.

Cenário exige atenção na gestão de custos

Diante desse contexto, a alta do diesel reforça a necessidade de maior atenção à gestão de custos no campo. O aumento das despesas operacionais, somado a margens já reduzidas em algumas culturas, pode influenciar decisões de plantio e investimentos nas próximas safras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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