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Borracha natural permanece na Letec com alíquota de 10,8% por mais dois anos

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O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu manter a borracha natural na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum (Letec), garantindo a alíquota de importação de 10,8% por mais dois anos. A medida atende a um pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e é considerada uma vitória estratégica para o setor de heveicultura brasileiro.

CNA e Faesp destacam importância da medida

A decisão foi fruto do trabalho conjunto da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) junto aos ministérios integrantes do Comitê. Em nota técnica enviada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a CNA ressaltou que os custos de produção da borracha nacional são significativamente superiores ao preço médio do produto importado.

Competitividade e obrigações ambientais

A entidade destacou ainda que os produtores brasileiros cumprem rigorosas normas ambientais e trabalhistas, diferentemente de concorrentes de países asiáticos, onde as exigências regulatórias são menos rigorosas. Essa diferença reforça a necessidade de medidas que protejam o setor nacional frente à competição internacional.

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Segurança nacional e sustentabilidade do setor

Segundo a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, a manutenção da alíquota é fundamental para reduzir distorções de mercado, garantir margens mínimas aos produtores e consolidar a recuperação da produção nacional.

“A manutenção da alíquota de 10,8% é essencial para assegurar a continuidade da produção de borracha natural no Brasil e fortalecer sua importância estratégica para a segurança nacional”, afirmou.

Histórico recente da Letec para a borracha

Em agosto de 2023, a borracha natural já havia sido incluída na Letec, também por solicitação da CNA, com aumento da alíquota de 3,2% para 10,8%. A medida original tinha validade até o fim de agosto de 2025, sendo agora estendida por mais dois anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz enfrenta travamento nas negociações e pressão nos preços em maio

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O mercado brasileiro de arroz encerrou o mês de maio em um ambiente de forte defensividade, marcado por baixa liquidez, negociações lentas e dificuldade crescente na formação de preços ao longo de toda a cadeia produtiva. O cenário reflete a perda de sintonia entre produtores, indústrias beneficiadoras e varejo, ampliando a fragilidade comercial do setor.

De acordo com análise da consultoria Safras & Mercado, o fluxo de comercialização segue limitado no mercado físico, com negócios acontecendo de forma pontual e sem presença significativa de compradores. As referências permanecem abaixo de R$ 60 por saca de 50 quilos FOB Rio Grande do Sul, principal estado produtor do país.

Em Santa Catarina, as indicações de preços variam predominantemente entre R$ 52 e R$ 56 por saca, reforçando o movimento de pressão observado no Sul do Brasil.

Segundo o analista e consultor Evandro Oliveira, o mercado atravessa um momento de fragmentação entre os diferentes segmentos da cadeia. Enquanto os produtores tentam evitar novas reduções diante das margens apertadas, a indústria mantém postura cautelosa nas aquisições e o varejo segue pressionando os preços de reposição.

“O setor vive um cenário de travamento operacional, com baixa previsibilidade comercial e dificuldade de alinhamento entre produção, beneficiamento e supermercados”, aponta o consultor.

Produto beneficiado se torna gargalo nas negociações

O arroz beneficiado voltou a ganhar destaque como um dos principais pontos de dificuldade do mercado neste momento. A desaceleração nas vendas no varejo tem reduzido o ritmo das compras por parte das grandes redes supermercadistas, afetando diretamente o escoamento do produto industrializado.

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Segundo agentes do setor, o consumo mais retraído e a maior seletividade dos consumidores têm limitado o giro nas gôndolas em diversas regiões do país. Com isso, os supermercados seguem reduzindo volumes de compra e pressionando ainda mais os preços negociados com a indústria.

Cenário internacional traz sinais mais positivos

Apesar das dificuldades no mercado doméstico, o setor começa a observar fatores externos que podem contribuir para uma melhora gradual do ambiente comercial nos próximos meses.

Entre os elementos considerados mais favoráveis estão as dificuldades competitivas enfrentadas pelos Estados Unidos, a recente valorização dos preços do arroz na Ásia e os riscos climáticos globais que podem impactar a oferta mundial do cereal.

Esses fatores vêm sendo monitorados pelo mercado como possíveis sustentadores de preços no médio prazo, especialmente caso ocorram ajustes na oferta internacional.

Preço do arroz acumula forte queda em 2025

No fechamento do dia 28 de maio, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul — produto com 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista — foi cotada a R$ 59,49.

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O valor representa recuo de 0,13% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, a desvalorização chega a 6,61%. Já frente ao mesmo período de 2025, a queda acumulada atinge 18,87%, refletindo o momento de fragilidade vivido pelo mercado arrozeiro brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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