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Conama aprova resolução que normatiza autorização para supressão de vegetação nativa em imóveis rurais

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O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou por unanimidade, na última quarta-feira (3/9), durante a 147ª reunião ordinária do Plenário, realizada em Brasília, resolução que estabelece critérios e condições mínimas para a emissão de Autorização de Supressão de Vegetação (ASV) em imóveis rurais. A medida busca padronizar, em nível nacional, os critérios para a emissão do instrumento, além de promover a transparência e a integração de dados ambientais. 

Na avaliação dos conselheiros do Conama, a iniciativa amplia a transparência das informações, reduz a possibilidade de práticas ilegais e reforça a segurança tanto para o setor produtivo quanto para as políticas públicas de monitoramento. A medida também contribui para o alcance da meta de desmatamento zero até 2030. 

A construção coletiva, realizada no âmbito do Conama, com “diferentes seguimentos da sociedade” para reforçar a governança ambiental, a ação climática e a proteção da biodiversidade foi destacada pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva. “Em um ambiente não democrático, perderíamos toda essa capacidade de aportar tamanhas contribuições para a gestão pública e para o fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente. 

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Com a nova regra, as autorizações passam a ser emitidas pelo Sistema Nacional de Controle da Origem de Produtos Florestais (Sinaflor) ou por programas integrados à plataforma, que é gerida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Estados e municípios deverão disponibilizar essas informações de forma padronizada e acessível. A norma não se aplica às autorizações de exploração florestal e entrará em vigor 180 dias após a publicação. 

Outro ponto deliberado recomenda que os órgãos que compõem o Sisnama ampliem a divulgação e incorporem, em suas atividades, o Plano Nacional sobre Mudança do Clima (Plano Clima).  

A pauta incluiu a aprovação de três moções de apoio. Uma delas defende que o Congresso Nacional mantenha os vetos do presidente Lula à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O texto ressalta que os vetos asseguram salvaguardas essenciais, como a exigência do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), a proteção de comunidades tradicionais e de todos os biomas, e alerta para os riscos ambientais e sociais de sua derrubada 

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O apoio ao fim da exportação de barbatanas e a captura insustentável de tubarões em águas brasileiras também foi destacado. O texto reforça que a “caça de tubarões é uma ameaça significativa à biodiversidade marinha e ao equilíbrio dos ecossistemas”. A terceira apoia o Projeto de Lei 3.093/2021, que proíbe a exportação de animais vivos para abate no exterior. A proposta é de autoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e está em tramitação no Senado Federal. Saiba mais aqui  

Ainda na reunião, foi apresentado o esboço da plataforma de votação eletrônica do Conama. O sistema, desenvolvido pelo MMA, permite o registro de presença e o processo de votação e apuração em tempo real.  

Outro destaque da reunião foi a apresentação dos resultados da pesquisa “Como tornar o setor de transportes um contribuidor ativo para a redução das emissões brasileiras”, realizada pela Coalizão pela Descarbonização dos Transportes. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 e agropecuária lidera expansão da economia

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PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 com forte contribuição do agronegócio

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, em relação ao quarto trimestre de 2025, na série com ajuste sazonal, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 3,3 trilhões, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) e R$ 461,2 bilhões correspondentes aos impostos sobre produtos líquidos de subsídios.

Agropecuária lidera crescimento do PIB no início de 2026

Pela ótica da produção, o principal destaque foi a Agropecuária, com alta de 2,0%, reforçando seu papel estratégico na economia brasileira.

Também apresentaram crescimento:

  • Indústria: +1,0%
  • Serviços: +0,5%

O desempenho do setor agropecuário foi sustentado principalmente pelo avanço da produção agrícola, com destaque para a soja, beneficiada por condições climáticas favoráveis e expansão de área plantada.

Indústria cresce com impulso da extração mineral e construção civil

Entre as atividades industriais, os principais resultados foram:

  • Indústrias extrativas: +3,6%
  • Construção civil: +2,9%
  • Transformação: +0,1%
  • Eletricidade e gás, água e esgoto: -0,3%
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O avanço do setor foi puxado principalmente por atividades ligadas à extração mineral e à retomada gradual da construção civil.

Serviços registram crescimento moderado no trimestre

O setor de serviços apresentou expansão de 0,5%, com destaque para:

  • Informação e comunicação: +2,4%
  • Atividades imobiliárias: +1,2%
  • Comércio: +0,6%
  • Administração pública, saúde e educação: +0,4%

Por outro lado, houve retração em:

  • Transporte e armazenagem: -0,7%
  • Atividades financeiras e seguros: -0,6%
Consumo das famílias cresce e investimentos apresentam volatilidade

Na ótica da demanda, os principais indicadores foram:

  • Consumo das famílias: +1,0%
  • Consumo do governo: +0,4%
  • Formação Bruta de Capital Fixo: +3,5% no trimestre

Apesar do avanço trimestral, o investimento apresentou recuo de 1,4% na comparação anual do período, refletindo queda na produção de bens de capital.

Exportações recuam no trimestre e importações avançam

No setor externo:

  • Exportações de bens e serviços: -1,7%
  • Importações de bens e serviços: +4,4%

O resultado indica maior demanda interna por produtos importados e menor dinamismo das exportações no período.

PIB cresce 1,8% na comparação com o 1º trimestre de 2025

Em relação ao mesmo período de 2025, o PIB avançou 1,8%, com crescimento em todos os grandes setores:

  • Serviços: +2,1%
  • Indústria: +1,6%
  • Agropecuária: +0,7%
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Destaques adicionais:

  • Indústrias extrativas: +13,1%
  • Informação e comunicação: +7,6%
  • Construção civil: +1,3%
Agropecuária sustenta expansão com safra recorde de soja

O desempenho do setor agropecuário foi impulsionado pelo aumento de produtividade e condições climáticas favoráveis, com destaque para a soja, que registrou crescimento de produção de 4,8% e alcançou nível recorde na série histórica.

Outras culturas importantes apresentaram queda:

  • Milho: -2,5%
  • Arroz: -10,6%
PIB acumula alta de 2,0% em quatro trimestres

No acumulado dos últimos quatro trimestres encerrados em março de 2026, o PIB brasileiro cresceu 2,0%, com:

  • Agropecuária: +7,5%
  • Indústria: +1,3%
  • Serviços: +1,8%

O resultado reforça a liderança do agronegócio como principal vetor de crescimento da economia brasileira no período analisado, ao mesmo tempo em que evidencia a importância do consumo das famílias como sustentação da atividade econômica, a volatilidade dos investimentos e as oscilações do setor externo, que seguem influenciando o ritmo de expansão do PIB.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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