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Safra de trigo no Brasil se consolida com expectativa de 7,3 milhões de toneladas

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A safra 2025/26 de trigo no Brasil já está consolidada e a colheita avança em algumas regiões produtoras. Segundo relatório da StoneX, divulgado em setembro, a projeção de produção segue em 7,3 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao levantamento de agosto.

Clima não trouxe impactos relevantes à safra

Apesar de recentes eventos climáticos, a produtividade do trigo brasileiro não sofreu prejuízos significativos. Segundo Jonathan Pinheiro, consultor de Gerenciamento de Riscos da StoneX, houve apenas quebras pontuais, mas o cenário geral segue positivo em todas as regiões produtoras.

“O sentimento continua bastante favorável em relação aos rendimentos da cultura nesta temporada”, afirmou o especialista.

Câmbio pode afetar competitividade nas exportações

Enquanto a colheita avança, o setor monitora o cenário cambial, que pode reduzir a competitividade das exportações brasileiras de trigo. Caso isso ocorra, os impactos sobre o balanço de oferta e demanda ainda são incertos.

Segundo Pinheiro, um dos possíveis reflexos seria o aumento dos estoques de passagem, especialmente no Rio Grande do Sul. Outra consequência poderia ser a redução da demanda por importações, o que abriria espaço para retomada das operações de cabotagem, em razão do excesso de oferta no Sul do país.

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Seminário StoneX debate o mercado de commodities

A StoneX promoverá no dia 15 de outubro de 2025, das 8h30 às 12h30, o 8º Seminário StoneX, que abordará tendências do mercado de trigo e outras commodities, como grãos, algodão, óleos vegetais, pecuária, fertilizantes e café.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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