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A dez dias do fim do vazio sanitário cresce a expectativa pela safra

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Faltando dez dias para o fim do vazio sanitário da soja, Goiás entra na contagem regressiva para o início do plantio da safra 2025/26. A partir de 25 de setembro, a semeadura estará liberada em todo o estado, que responde por uma fatia expressiva da produção nacional.

Até lá, a palavra de ordem entre os produtores é expectativa: o clima seco ainda predomina em grande parte do território goiano e a chuva será decisiva para dar largada ao novo ciclo. Sem precipitações consistentes, a semeadura tende a atrasar, comprimindo a janela ideal para a soja e pressionando o planejamento da safrinha de milho.

Na safra passada, Goiás colheu produtividade média de 56 sacas por hectare, segundo dados do programa Regenera Cerrado. O destaque ficou com áreas que adotaram práticas de agricultura regenerativa, alcançando 69 sacas/ha, bem acima do convencional (66 sacas/ha). Esses resultados validaram, com apoio científico, o potencial de sistemas mais sustentáveis mesmo em cenários de estiagem.

Com os números positivos em mãos, cresce o interesse por técnicas que combinam conservação do solo, rotação de culturas, cobertura verde e manejo integrado. Para muitos produtores, investir em regenerativo não é apenas uma questão de sustentabilidade, mas de resiliência econômica: diante da irregularidade climática, quem adota práticas inovadoras tende a reduzir riscos de quebra e garantir maior estabilidade na renda.

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Ainda não há números oficiais de área prevista, mas a tendência é de manutenção ou leve expansão sobre os 7,8 mil hectares monitorados no Regenera Cerrado, com efeitos positivos esperados para soja e milho. Projeções preliminares do setor indicam que, se as chuvas chegarem dentro da normalidade, Goiás pode repetir o desempenho das últimas safras e até ampliar a produção total de grãos, consolidando-se como um dos motores do agro nacional.

Fonte: Pensar Agro

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Brasil exporta menos café em volume, mas mantém faturamento com preços elevados

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O Brasil exportou 35,4 milhões de sacas de café de 60 kg entre julho de 2025 e maio de 2026, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). O volume representa uma queda de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os embarques somaram 43 milhões de sacas.

Apesar da redução na quantidade exportada, o desempenho financeiro do setor se manteve praticamente estável. A receita acumulada atingiu US$ 13,6 bilhões, levemente abaixo dos US$ 13,7 bilhões registrados na temporada 2024/25. O resultado evidencia que a valorização do grão no mercado internacional compensou a menor disponibilidade do produto brasileiro.

Preços altos sustentam receita mesmo com queda nas exportações

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o desempenho do café brasileiro ao longo da safra 2025/26 foi impactado por uma combinação de fatores, especialmente a menor produção e os estoques internos historicamente reduzidos.

Com a oferta limitada, o café disponível foi sendo gradualmente comercializado ao longo do ciclo, o que reduziu significativamente os volumes remanescentes para negociação. Em paralelo, os preços elevados permitiram maior capitalização dos produtores, que não demonstraram necessidade de acelerar a venda dos estoques restantes.

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Esse cenário contribuiu para a queda nos embarques, mesmo com o Brasil mantendo forte competitividade no mercado internacional.

Nova safra avança, mas impacto nas exportações será gradual

Segundo pesquisadores do Cepea, a colheita da safra 2026/27 começou a ganhar ritmo em maio, impulsionando o avanço das negociações no mercado interno. No entanto, o impacto desse novo ciclo ainda não aparece de forma significativa nos dados de exportação.

Isso ocorre porque o café recém-colhido precisa passar por etapas de preparo, secagem e beneficiamento antes de estar apto para embarques em maior escala. Dessa forma, o reflexo da nova safra sobre os volumes exportados deve ocorrer de maneira gradual ao longo dos próximos meses.

O Cepea avalia que parte desse movimento já pode ser percebida nos dados de junho, embora ainda de forma parcial, com tendência de aumento progressivo na oferta exportável conforme a safra avança.

Perspectivas para o setor cafeeiro brasileiro

O comportamento recente do mercado reforça o papel dos preços internacionais como principal fator de sustentação da receita do setor cafeeiro brasileiro em um cenário de menor oferta. Ao mesmo tempo, a transição para a nova safra tende a redefinir o equilíbrio entre volume e valor nas exportações nos próximos meses.

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Com a entrada gradual da produção 2026/27 no mercado, a expectativa é de recuperação parcial dos embarques, ainda que condicionada ao ritmo de beneficiamento e à dinâmica de demanda global pelo café brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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