Educação

Cooperação Sul-Sul marca 2ª Cúpula da Coalizão para a Alimentação Escolar

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A 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar ocorrerá nos dias 18 e 19 de setembro em Fortaleza (CE). Durante o evento, o Brasil apresentará os resultados expressivos de sua cooperação Sul-Sul em alimentação escolar, coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), que já beneficiou mais de 80 países do Sul Global desde 2007. O encontro é realizado pelo Governo do Brasil, por meio do Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Secretariado da Coalizão para a Alimentação Escolar, sediado pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU). 

A experiência brasileira do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tornou-se referência mundial, servindo mais de 50 milhões de refeições diárias a 40 milhões de alunos em 144 mil escolas. A cooperação Sul-Sul compartilha essa experiência, promovendo a conexão entre alimentação escolar e agricultura familiar como estratégia de saúde e desenvolvimento sustentável. 

A cooperação brasileira em alimentação escolar opera por meio de duas parcerias principais: com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), na América Latina e no Caribe desde 2009, e com o PMA, por meio do Centro de Excelência contra a Fome, em Brasília, desde 2011, com foco prioritário na África e na Ásia. 

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Resultados – A parceria Brasil-FAO já promoveu avanços significativos na região, como: 

  • criação da Rede de Alimentação Escolar Sustentável (Raes) em 2018, reunindo 18 países-membros; 
  • apoio técnico para marcos legais de alimentação escolar na Bolívia, no Equador, na Guatemala, em Honduras e no Paraguai; 
  • desenvolvimento da metodologia “Escolas Sustentáveis”, inspirada na experiência brasileira, articulando seis componentes-chave: cardápios adequados, educação alimentar e nutricional, melhoria da infraestrutura, articulação intersetorial, compras públicas da agricultura familiar e participação social. 

Já na parceria com o PMA, por meio do Centro de Excelência contra a Fome, o Brasil contribuiu para: 

  • adoção da Decisão 589/2016 pela União Africana, reconhecendo programas de alimentação escolar vinculados à agricultura familiar como instrumentos eficazes de geração de renda e redução da evasão escolar; 
  • instituição do 1º de março como o Dia Africano de Alimentação Escolar; 
  • avanços legislativos e institucionais em países como Togo, Quênia, Malawi e São Tomé e Príncipe; 
  • desenvolvimento da iniciativa “Visita Virtual: Brasil” durante a pandemia, mantida até hoje como alternativa eficaz para intercâmbio de conhecimento. 

Inovação e Sustentabilidade A Lei brasileira nº 11.947/2009 introduziu inovações que despertaram interesse mundial, como a obrigatoriedade de destinar 30% dos recursos federais à aquisição de produtos da agricultura familiar, criando fonte estável de renda para mais de 40 mil agricultores familiares no país. 

Nesse sentido, a alimentação escolar conectada à agricultura familiar representa uma solução integrada que combate a fome, promove a educação de qualidade e fortalece as economias locais, com uma abordagem que contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 1, 2 e 4. 

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Agenda 2030 – Como colíder da Coalizão para a Alimentação Escolar, ao lado d França e da Finlândia, o Brasil reafirma seu compromisso de garantir que toda criança receba alimentação saudável e nutritiva no ambiente escolar até 2030. A alimentação escolar também integra a Cesta de Políticas da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, criada em 2024, sob a presidência brasileira do G20. 

Coalizão para a Alimentação Escolar Sediar a 2ª Cúpula Global em Fortaleza representa um marco nacional e global para a alimentação escolar e reafirma o protagonismo brasileiro na promoção do direito humano à alimentação adequada e na construção de um mundo sem fome. 

A coalizão reúne mais de 110 países e organismos regionais, além de 140 parceiros entre organismos internacionais, bancos de fomento, instituições filantrópicas, academia e sociedade civil. Seu objetivo é mobilizar compromisso político e soluções práticas para ampliar mundialmente a escala dos programas de alimentação escolar. 

ABC – A Agência Brasileira de Cooperação coordena a cooperação técnica e humanitária brasileira, executando projetos em mais de 100 países em desenvolvimento, com a alimentação escolar como tema prioritário da cooperação Sul-Sul trilateral. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da ABC 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC abre adesão ao Sisu+ para instituições públicas

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira, 29 de abril, o Edital nº 29/2026 que estabelece o cronograma e os procedimentos para adesão das instituições públicas de educação superior ao Sisu+ 2026, etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A iniciativa tem como objetivo ampliar a ocupação de vagas eventualmente disponíveis após a etapa regular do processo seletivo. 

Podem aderir ao Sisu+, exclusivamente, as instituições públicas e gratuitas de educação superior que participaram da etapa regular do Sisu 2026. A formalização ocorre por meio da assinatura eletrônica de termo aditivo ao termo de adesão da etapa regular, via sistema Sisu Gestão. 

Etapa complementar – O Sisu+ não é um novo processo seletivo, mas uma extensão da etapa regular do Sisu 2026. A iniciativa é realizada após o encerramento de convocações da lista de espera e a conclusão de eventuais processos seletivos próprios das instituições. 

As vagas ofertadas pelas instituições nessa etapa devem estar formalmente classificadas como disponíveis, seja por desistência, não confirmação de matrícula ou encerramento de todos os prazos previstos. 

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Para os candidatos, o Sisu+ também amplia as possibilidades de escolha no âmbito do mesmo processo seletivo. Contudo, poderão participar da etapa complementar apenas os candidatos que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026. 

Nessa nova etapa, será permitido atualizar informações socioeconômicas, alterar modalidades de concorrência e escolher até duas opções de curso, independentemente das opções indicadas durante a etapa regular realizada em janeiro. 

Por integrar o mesmo processo seletivo do Sisu 2026, o Sisu+ observará as mesmas regras gerais de elegibilidade aplicáveis aos candidatos. O sistema de inscrição do Sisu realizará automaticamente a seleção das edições do Enem que atendam simultaneamente a tais exigências, desconsiderando aquelas em que o candidato tenha participado como “treineiro” e/ou tenha obtido nota zero na prova de redação. 

Algumas instituições de educação superior podem estabelecer notas mínimas para determinadas áreas do conhecimento do Enem em seus cursos. Se a nota do candidato não atender a esses critérios, o sistema exibirá uma mensagem indicando não ser possível concorrer às vagas naqueles determinados cursos. 

Cronograma – De acordo com o edital do Sisu+, o período de adesão das instituições ocorrerá de 4 a 29 de maio. As inscrições dos candidatos e a divulgação dos resultados ocorrerão em etapa posterior, a ser detalhada em edital específico. 

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Otimização de vagas – A criação do Sisu+ destaca a estratégia do MEC de aprimorar o modelo do Sisu, ampliando oportunidades de acesso à educação superior e garantindo maior eficiência na ocupação das vagas ofertadas pelas instituições públicas. 

Com o modelo anual do Sisu, a etapa complementar passa a atuar de forma residual, voltada ao preenchimento das vagas eventualmente disponíveis após a etapa regular do processo seletivo, com o objetivo de ampliar as oportunidades de ingresso na educação superior pública. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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