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Ministério da Pesca e Aquicultura participa do INNAQUA 2025 no Chile

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A Secretária Nacional de Aquicultura, Fernanda de Paula, marcou presença no 3° INNAQUA 2025, realizado entre os dias 2 e 4 de setembro, em Puerto Varas, Chile. Considerado o principal evento sobre inovação em aquicultura do Hemisfério Sul, o INNAQUA reúne pesquisadores, empresas e produtores interessados em soluções tecnológicas e práticas sustentáveis para o setor.

Organizado pelo Club Innovación Acuícola, com apoio da Alianza Internacional de Innovación en Acuicultura (AIA), o encontro contou com 25 conferencistas internacionais, 25 stands, nove sessões de discussão e cerca de 400 participantes. Entre os temas abordados estavam energias renováveis, eficiência energética, economia circular, redução da emissão de carbono e inovações de valor social compartilhado.

“Participar de eventos como este permite que tenhamos melhor percepção do que está acontecendo no mundo em termos de aquicultura e inovação. No INNAQUA 2025 notamos que muito dos desafios que enfrentamos no Brasil são tema de debates técnicos em outros países. Há pesquisadores, empresas e produtores interessados em oferecer soluções para o Brasil, bem como conhecer como lidamos com nossos desafios, ou seja, é um ambiente bastante produtivo”, afirmou Fernanda de Paula.

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Ela acrescentou ainda: “Conversamos com pesquisadores que atuam com aquicultura de pequena escala, startups com soluções tecnológicas que se aplicam às demandas brasileiras e com o Banco Mundial para viabilizar investimentos voltados à aquicultura nacional. Basicamente, verificamos o que o Chile e o mundo têm feito em termos de inovação e como podemos levar essas soluções para o Brasil. Portanto, estamos antenados ao que está acontecendo no mundo, para melhorar a aquicultura brasileira.”

O evento também proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer o ecossistema de pesquisa, desenvolvimento e inovação chileno, assim como o Club Innovación Acuícola, anfitrião da conferência. Além das sessões técnicas, o INNAQUA 2025 promoveu atividades culturais e a visita à Expo-Innaqua, uma mostra de produtos e serviços inovadores de diferentes origens.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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