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Açúcar recua e sobe no mercado internacional com avanço da moagem no Brasil e pressão global de oferta

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Os contratos futuros de açúcar registraram volatilidade nesta semana, refletindo tanto o avanço da moagem no Brasil quanto a pressão de oferta global. Segundo a UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia), a moagem no Centro-Sul brasileiro somou 50,06 milhões de toneladas de cana na segunda quinzena de agosto, alta de 10,68% em relação ao ano anterior. No acumulado da safra 2025/26, o volume totaliza 403,94 milhões de toneladas, queda de 4,78% frente à safra passada.

Na segunda quinzena de agosto, a produção de açúcar no Centro-Sul aumentou 18% sobre o mesmo período de 2024, totalizando 3,87 milhões de toneladas, e o mix açucareiro subiu para 54,2%, ante 48,78% do ano anterior. Apesar disso, no acumulado da safra 2025/26, a produção ainda registra queda de 1,9%, somando 26,76 milhões de toneladas.

Mercado internacional: queda e recuperação dos preços

Na ICE Futures, em Nova York, os contratos de açúcar bruto recuaram na quinta-feira (18). O contrato de outubro/25 caiu 16 pontos, a 15,38 centavos de dólar por libra-peso, e o de março/26 perdeu 17 pontos, para 16,10 centavos. Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco para dezembro/25 caiu US$ 4,50, a US$ 454,60 por tonelada, e o contrato de março/26 desvalorizou-se US$ 5,40, a US$ 446,10 por tonelada.

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No mercado interno, o açúcar cristal apresentou ligeira queda de 0,03%, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 119,33, segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP). Já o etanol hidratado avançou 0,26%, sendo comercializado a R$ 2.848,00 por metro cúbico nas usinas, conforme o Indicador Diário Paulínia.

Na sexta-feira (19), os preços internacionais se recuperaram. Em Nova York, o contrato outubro/25 subiu 1,17%, a 15,56 cents de dólar por libra-peso, enquanto o março/26 avançou 0,99%, a 16,26 cents, e o maio/26 teve alta de 0,95%, a 15,86 cents. Em Londres, o açúcar branco para dezembro/25 registrou valorização de 1,17%, a US$ 459,90 por tonelada.

Oferta elevada no Brasil mantém pressão sobre o mercado

Apesar da recuperação recente, os preços ainda refletem a pressão de oferta elevada no Brasil. O aumento da produção de cana e do mix açucareiro no Centro-Sul sustenta volumes altos de açúcar no mercado interno e internacional.

Além do Brasil, a Índia também segue como fator relevante. A trader Sucden estima que o país pode desviar 4 milhões de toneladas de açúcar para a produção de etanol na safra 2025/26, mas ainda assim manter exportações em níveis semelhantes ao planejado, superando as expectativas iniciais de 2 milhões de toneladas. Como segundo maior produtor mundial, essa movimentação adiciona pressão extra sobre os preços globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Rentabilidade do arroz pode provocar forte redução de área no Brasil e acende alerta para safra 2026/27

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A baixa rentabilidade da produção de arroz pode desencadear uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos no Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor do cereal. O cenário é apontado por análises de mercado e reflete a combinação de preços pressionados, custos elevados e margens negativas persistentes.

De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, mesmo com uma menor pressão vendedora após a colheita, o setor ainda enfrenta forte desequilíbrio econômico.

Preços seguem abaixo dos custos e mantêm margens negativas

Segundo o especialista, a atual formação de preços continua insuficiente para cobrir os custos de produção e permanece abaixo do preço mínimo oficial, o que mantém a relação de troca desfavorável ao produtor.

Esse cenário prolongado reduz a atratividade da orizicultura e amplia o desestímulo para investimentos na próxima safra. A consequência direta é o aumento das discussões sobre migração de áreas de arroz para culturas como soja e outras alternativas mais rentáveis.

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Migração de área pode se intensificar no Sul do país

A tendência de mudança de culturas ganha força principalmente no Rio Grande do Sul, onde produtores buscam maior previsibilidade financeira e redução de riscos. Além disso, o menor volume de estoques de passagem também influencia o comportamento do mercado, mas sem ser suficiente para reverter a pressão de rentabilidade.

Caso o movimento de substituição de áreas se consolide, o setor pode enfrentar uma das maiores reduções estruturais de área cultivada dos últimos anos.

Projeções indicam queda na área e possível impacto na produção

As estimativas iniciais para a safra 2026/27 apontam retração de pelo menos 5% na área plantada, com projeções variando entre 830 mil e 850 mil hectares no Rio Grande do Sul.

No cenário projetado por analistas, uma queda mínima de produtividade média nacional, combinada com a redução de área, pode levar a produção brasileira para níveis próximos ou até abaixo de 10 milhões de toneladas.

Ainda assim, estoques de passagem estimados em cerca de 2 milhões de toneladas devem ajudar a amortecer eventuais impactos mais fortes na oferta interna.

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Oferta e demanda projetadas indicam ajuste no mercado

As projeções para 2027 indicam uma oferta total próxima de 13,3 milhões de toneladas, abaixo das cerca de 14,2 milhões de toneladas estimadas para 2026. Isso representa uma redução potencial de quase 1 milhão de toneladas no período.

Preços do arroz têm leve alta semanal no RS

No mercado físico, a saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira (25) cotada a R$ 59,45, alta de 1,40% na comparação semanal.

Em relação ao mês anterior, o recuo foi de 0,21%, enquanto na comparação com o mesmo período de 2025, a desvalorização chega a 10,39%, reforçando o cenário de pressão sobre a rentabilidade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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