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IAC avança em clonagem de macaúba para produção em larga escala de mudas superiores

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O Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, desenvolve um projeto inovador de clonagem in vitro da macaúba, com o objetivo de obter mudas idênticas às plantas-mãe, selecionadas por alto desempenho produtivo e resistência a pragas e doenças. A iniciativa busca acelerar o lançamento de variedades comerciais, garantindo produção padronizada e de alta qualidade.

A expectativa é que os clones obtidos sejam incorporados ao programa de melhoramento genético do IAC até 2028.

Vantagens do método para o setor

A técnica de clonagem permitirá:

  • Eliminar variações genéticas indesejadas;
  • Fixar genes de interesse para produção de óleo de alta qualidade;
  • Reduzir o uso extrativista da espécie;
  • Viabilizar plantios comerciais estruturados com mudas uniformes.

“Já temos nossos primeiros clones da macaúba”, afirma Daniela de Argollo Marques, líder do projeto. Segundo a pesquisadora, a técnica possibilita que a macaúba seja cultivada de forma sustentável, atendendo a demanda dos setores bioenergético, alimentício, farmacêutico e cosmético.

Embriogênese somática: a base da micropropagação

A macaúba se reproduz apenas por sementes, gerando plantas geneticamente diferentes e dificultando o cultivo comercial. Por não formar brotações laterais, métodos tradicionais de clonagem são inviáveis.

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O IAC utiliza a embriogênese somática, processo em que células da planta são reprogramadas para formar embriões, que se desenvolvem em plantas completas, sem necessidade de sementes. Desde 2022, a equipe conseguiu:

  • Gerar embriões a partir de folhas, inflorescências e tecidos reprodutivos;
  • Multiplicar, maturar e germinar embriões somáticos;
  • Regenerar plantas completas, atualmente em pré-aclimatação para testes em campo.

“O método é complexo, controlado por múltiplos genes, e nos permite liberar o potencial da macaúba para multiplicação em escala”, explica Daniela.

Parceria com Instituto INOCAS fortalece pesquisa

Desde janeiro de 2025, a pesquisa conta com parceria do Instituto INOCAS, via FUNDAG, para micropropagação de genótipos superiores pré-selecionados pelo IAC. A equipe multidisciplinar inclui pesquisadores do IAC e especialistas do INOCAS, trabalhando juntos no desenvolvimento do protocolo de clonagem.

O projeto também envolve armazenamento de amostras para análises moleculares, previstas para 2026, e estudos anatômicos e histoquímicos para compreender a formação dos embriões somáticos.

Aproveitamento de sementes danificadas aumenta eficiência

Outra frente da pesquisa testa a germinação in vitro de embriões de sementes danificadas, que normalmente seriam descartadas após a escarificação. A iniciativa visa transformar resíduos agrícolas em mudas produtivas, contribuindo para maior eficiência na produção e redução de perdas.

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Segundo Fernanda Almeida, coordenadora do INOCAS, os embriões utilizados provêm de diferentes regiões do Brasil e apresentam alto potencial de desenvolvimento em laboratório, reforçando a sustentabilidade do projeto.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

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O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

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O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

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Fonte: Pensar Agro

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