Política Nacional

Câmara debate cuidados com pessoas com Alzheimer e apoio a cuidadores; assista

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Cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil convivem com a demência, segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz). Para marcar o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer (21 de setembro), a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados promoveu audiência pública sobre o tema.

A presidente da ABRAz no Distrito Federal, Juliana Martins, destacou que os fatores de risco são diversos e estão ligados, por exemplo, ao estilo de vida – como sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool –, à baixa escolaridade e ao isolamento social na velhice.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), que pediu a audiência, lembrou que a Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com Alzheimer, criada em 2023, também deve contemplar quem cuida dos pacientes.

Segundo ela, é necessário oferecer apoio a cuidadores familiares e incorporar essa função à estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS), para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.

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O que é
A doença de Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa crônica e progressiva que afeta a memória, o comportamento e outras funções cognitivas, representando uma das principais causas de demência no mundo.

Estima-se que milhões de pessoas convivam com essa condição, muitas vezes sem diagnóstico adequado ou acesso aos cuidados necessários.

Da TV Câmara – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Lei amplia proteção a doméstica resgatada de trabalho análogo à escravidão 

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou, com um veto, a lei que amplia a proteção a trabalhadoras domésticas resgatadas de condições análogas à escravidão. A norma garante prioridade no acesso ao Bolsa Família, amplia de três para seis parcelas o seguro-desemprego, cria medidas protetivas e prevê programas de reinserção no mercado de trabalho para as vítimas.

Publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2) como a Lei 15.455/26, a norma tem origem no PL 5760/23, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ), aprovado pela Câmara em dezembro de 2024, e pelo Senado no início de junho. O texto também endurece as penas para crimes praticados contra trabalhadores domésticos e altera regras de fiscalização do trabalho na categoria.

A lei permite que juízes adotem medidas protetivas semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha, como:

  • afastamento do agressor do domicílio ou do local de trabalho;
  • proibição de contato com a vítima e seus familiares;
  • encaminhamento da trabalhadora à rede de assistência social e psicossocial;
  • e acolhimento emergencial da vítima e sua inclusão no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).
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A norma ainda aumenta a pena para lesão corporal praticada contra trabalhador doméstico e permite que a fiscalização do trabalho seja realizada mediante autorização do próprio empregado quando ele residir no local da prestação do serviço.

Segundo dados citados pelo relator do texto no Senado, o senador Paulo Paim, o Brasil registrou 2.772 resgates de pessoas em situação de trabalho análogo à escravidão em 2025, alta de 26,8% em relação aos 2.186 casos registrados em 2024, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

Veto
O presidente vetou o dispositivo que atribuía ao Poder Judiciário a determinação da inclusão da vítima entre os beneficiários do seguro-desemprego. Na mensagem de veto, o governo argumenta que a exigência criaria uma etapa adicional para acesso ao benefício e poderia atrasar o pagamento. O Congresso Nacional ainda poderá analisar o veto.

Como denunciar
Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados por meio do Sistema Ipê, canal oficial do governo federal disponível na internet. As denúncias podem ser feitas de forma anônima.

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Da Redação – AC
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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