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Café deve subir até 15% nos supermercados nos próximos dias, aponta ABIC

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O café deve ficar de 10% a 15% mais caro para o consumidor brasileiro nos próximos dias, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC). O reajuste é consequência da forte valorização registrada no mercado internacional entre agosto e setembro.

Aumento no preço do café no mercado global

Nas bolsas internacionais, os preços futuros do café subiram cerca de 40% no período. A escalada foi impulsionada por diversos fatores:

  • Quebra menor do que a esperada na safra brasileira de 2025, principalmente no café arábica;
  • Estoques globais em níveis baixos;
  • Clima irregular, que gerou incertezas para a próxima safra;
  • Impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o produto.
Repasse imediato ao consumidor

De acordo com o presidente da ABIC, Pavel Cardoso, o aumento já foi repassado ao varejo e deve ser percebido em breve nas gôndolas.

“Esse repasse reflete a valorização recente da matéria-prima. O consumidor já havia sentido altas em abril e maio. Agora, trata-se de uma devolução diante dos aumentos no mercado internacional”, explicou Cardoso durante coletiva realizada nesta quarta-feira (24).

Consumo de café registra retração em 2025

Além do impacto nos preços, a ABIC divulgou os dados de consumo referentes ao 2º quadrimestre de 2025:

  • Agosto de 2025 x Agosto de 2024: queda de 4,23%;
  • Acumulado de janeiro a agosto de 2025: retração de 5,46% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Categorias mais impactadas pela alta

O levantamento também mostrou os segmentos que mais registraram aumento de preço entre agosto de 2024 e agosto de 2025:

  • Café solúvel: +50,59%
  • Tradicional/Extraforte: +48,57%
  • Gourmet: +46,36%
Perspectivas para 2026

Apesar do cenário desafiador em 2025, a ABIC projeta uma recuperação a partir do próximo ciclo.

“O consumo de café segue resiliente. Se confirmarmos uma boa safra em 2026, como estamos prevendo, a indústria deve estabilizar os repasses. A expectativa é fechar 2025 com crescimento positivo”, afirmou Cardoso.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bem-estar animal se torna fator estratégico para acesso a mercados e competitividade do agronegócio brasileiro

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O bem-estar animal deixou de ser apenas uma pauta ética e passou a ocupar posição central nas estratégias de competitividade do agronegócio. A avaliação é de Elisa Tjarnstrom, que destaca a relação direta entre boas práticas de manejo, saúde dos rebanhos e acesso a mercados internacionais.

Segundo a especialista, sistemas produtivos que garantem conforto, alimentação adequada, ambiência controlada e menor exposição ao estresse apresentam animais mais saudáveis, com melhor resposta imunológica e menor incidência de doenças.

Bem-estar animal impacta produtividade e reduz uso de medicamentos

Na análise da Elisa Tjarnstrom, a adoção de boas práticas de manejo contribui diretamente para a redução da necessidade de intervenções medicamentosas, especialmente antibióticos, além de diminuir perdas e mortalidade nos sistemas produtivos.

O resultado é um efeito em cadeia que melhora a eficiência das propriedades e fortalece a saúde geral dos plantéis, com reflexos diretos na produtividade e na sustentabilidade da produção pecuária.

Conceito de Saúde Única reforça integração entre produção e saúde pública

O tema também está inserido no conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental. Nesse contexto, a prevenção de doenças e o uso responsável de antimicrobianos ganham relevância estratégica para toda a cadeia de alimentos.

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A especialista destaca que práticas adequadas de bem-estar contribuem para reduzir a dependência de antibióticos, trazendo benefícios não apenas para os animais, mas também para a saúde pública e para o equilíbrio dos sistemas produtivos.

Gestão e capacitação são fundamentais na prevenção de doenças

Outro ponto central está na atuação das equipes de campo e dos profissionais envolvidos na produção. O manejo adequado, aliado à capacitação técnica e à observação constante do comportamento dos animais, é apontado como fator essencial para a prevenção de problemas sanitários.

A adoção de boas práticas diárias permite identificar riscos com antecedência e reduzir impactos produtivos, promovendo ambientes mais estáveis e eficientes dentro das propriedades rurais.

Bem-estar animal influencia competitividade no mercado internacional

Além dos ganhos produtivos, o bem-estar animal também se tornou um elemento decisivo para o comércio exterior. Em especial, mercados como a União Europeia têm ampliado a exigência por critérios que envolvem rastreabilidade, uso responsável de antimicrobianos e condições de manejo.

Segundo Elisa Tjarnstrom, o foco dos compradores e reguladores já não está restrito ao produto final, mas a toda a cadeia produtiva.

Brasil fortalece posição com práticas sustentáveis e responsáveis

Diante desse cenário, o avanço de iniciativas voltadas ao bem-estar animal é visto como estratégico para o Brasil. A melhoria contínua das práticas de manejo e o fortalecimento de políticas sanitárias contribuem para sistemas mais resilientes e competitivos.

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A adoção dessas medidas também reforça a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos no mercado global, especialmente em um ambiente de crescente exigência por sustentabilidade e responsabilidade produtiva.

COBEA articula setor para fortalecer boas práticas na cadeia produtiva

Nesse contexto, iniciativas colaborativas como a Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) ganham relevância ao reunir empresas e agentes da cadeia produtiva.

O objetivo é promover diálogo, alinhamento técnico e soluções práticas para desafios sanitários, ambientais e comerciais do setor de alimentos.

Agenda estratégica para o futuro da produção de alimentos

Com a crescente integração entre saúde animal, saúde pública, sustentabilidade e competitividade internacional, o bem-estar animal passa a ser um eixo estratégico para o futuro do agronegócio.

A tendência é de fortalecimento de sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e alinhados às exigências globais, consolidando o tema como parte essencial da evolução da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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