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Javalis se espalham pelo Brasil, ameaçam agronegócio e causam milhões em prejuízos

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A proliferação de javalis, espécie exótica invasora, é considerada uma das maiores ameaças à agropecuária e à segurança no campo no Brasil. Estima-se que os prejuízos econômicos anuais ultrapassem R$ 100 milhões, com impactos diretos sobre lavouras de milho, soja, feijão e trigo, além de criatórios de suínos e aves. Os animais também representam risco à saúde pública por serem potenciais transmissores de doenças como peste suína africana, peste suína clássica e tuberculose bovina.

Santa Catarina é um exemplo emblemático do problema. Desde 2010, os javalis têm atacado propriedades rurais, principalmente na Serra e no Meio-Oeste, e entre 2019 e 2024 mais de 120 mil animais foram abatidos. Ainda assim, estima-se que mais de 200 mil circulam por 236 municípios, destruindo hectares de lavouras e pastagens. As fêmeas se reproduzem rapidamente, com até duas ninhadas por ano, e podem gerar até oito filhotes por gestação, enquanto machos adultos chegam a 200 kg. O cruzamento com porcos domésticos, formando os chamados “javaporcos”, dificulta ainda mais o controle populacional. O estado tem uma lei, a nº 18.817/2023, que permite o manejo e o controle populacional, mas os produtores evitam o abate direto devido à periculosidade da atividade e à complexidade burocrática, recorrendo à Polícia Militar Ambiental.

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A caça de javalis é permitida em alguns estados, como São Paulo, mediante regulamentação específica. No entanto, a falta de uniformidade nas legislações estaduais e a burocracia envolvida dificultam a implementação de estratégias de controle eficazes em nível nacional. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tem pressionado por mudanças na legislação para permitir a caça e o controle mais eficaz dos javalis. Em agosto de 2025, a Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados realizou audiência pública para discutir o controle populacional do javali, destacando os prejuízos econômicos e a necessidade de políticas permanentes de manejo – veja mais clicando aqui.

Um estudo do Ministériodo Meio Ambiente, de 2019, aponta que a espécie já foi registrada em todas as regiões do País, em 1.536 municípios de 22 unidades da Federação (Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins), com mais frequência nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

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Nos Estados Unidos, por exemplo, a caça de animais selvagens, como os javalis, é legalizada. A estimativa é de que só os javalis sozinhos causam até US$ 2,5 bilhões de prejuízo por ano naquele país, destruindo plantações e ameaçando animais de fazenda. Com cerca de 6 milhões de animais espalhados por 35 estados, eles revolvem o solo com o focinho e deixam campos devastados. Além dos prejuízos, os javalis podem transmitir doenças para os suínos. Para controlar a população, o governo americano gasta mais de US$ 100 milhões por ano, usando armadilhas, cães de caça e até helicópteros para abater os animais.

Fonte: Pensar Agro

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Banco do Brasil amplia atuação no Desenrola Rural e reforça apoio financeiro à agricultura familiar

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O Banco do Brasil reforçou sua participação no programa Desenrola Rural, iniciativa do Governo Federal voltada à regularização de dívidas da agricultura familiar e à ampliação do acesso ao crédito rural. A nova etapa do programa já está disponível e permitirá renegociações e liquidações de débitos até 20 de dezembro de 2026.

A ação prevê descontos expressivos, ampliação de prazos para pagamento e condições especiais para agricultores familiares enquadrados nas regras do programa.

Desenrola Rural já renegociou mais de R$ 23 bilhões

Criado em 2025, o Desenrola Rural já beneficiou mais de 500 mil agricultores familiares em todo o país.

Segundo dados do Governo Federal, mais de R$ 23 bilhões em dívidas foram renegociados desde o lançamento do programa. A expectativa agora é alcançar mais 800 mil produtores rurais, superando a marca de 1,3 milhão de beneficiados.

Além da regularização financeira, a iniciativa busca fortalecer as cadeias produtivas da agricultura familiar, promovendo geração de renda, segurança alimentar e manutenção da atividade econômica no campo.

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Banco do Brasil oferece condições especiais para renegociação

Como principal parceiro financeiro da agricultura familiar brasileira, o Banco do Brasil disponibilizou condições diferenciadas para liquidação e renegociação de débitos.

Entre os principais benefícios previstos no programa estão:

  • Descontos de até 80% para operações com risco integral do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO);
  • Descontos de até 70% para débitos inscritos na Dívida Ativa da União (DAU);
  • Condições especiais para operações ligadas ao Crédito Instalação do Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA);
  • Ampliação de prazos e facilidades de negociação conforme a política de crédito do banco.

Também podem renegociar dívidas produtores com operações do Pronaf contratadas entre 2012 e 2022 com recursos do FCO e parcelas contabilizadas em prejuízo até maio de 2026.

Agricultores podem renegociar dívidas por canais digitais

Os produtores rurais podem buscar atendimento diretamente nas agências do Banco do Brasil ou utilizar os canais digitais da instituição.

As renegociações estão disponíveis pelo aplicativo BB, internet banking e também via WhatsApp oficial do banco.

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Os agricultores familiares com débitos inscritos na Dívida Ativa da União deverão realizar a negociação diretamente com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, por meio da plataforma oficial Regularize.

Já os beneficiários com dívidas relacionadas ao Crédito Instalação do Programa Nacional de Reforma Agrária devem procurar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

Programa também amplia acesso ao crédito rural

Além da renegociação de passivos, o Desenrola Rural busca ampliar o acesso a novos financiamentos para agricultores familiares.

O programa contempla linhas do Pronaf A, A/C e B com recursos do Tesouro Nacional e do FCO, permitindo crédito para produtores com dívidas enquadráveis no programa ou inscritos em cadastros privados de crédito, desde que o valor total dos débitos não ultrapasse R$ 20 mil.

A iniciativa é considerada estratégica para fortalecer a recuperação financeira dos pequenos produtores e estimular novos investimentos na agricultura familiar brasileira.

Banco do Brasil – Desenrola Rural

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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